domingo, 7 de outubro de 2012

Talvez o dia esteja sendo bom demais pra ser verdade


Eu fiz os dois cantarem todas as musicas que eu conhecia em inglês e agente ficou umas 3 horas cantando ate que eles começaram a falar algo que eu não compreendia:
 - ah sabe aquela lagoa lá perto da pista de skate? – começou Christian.
 - a que a gente brincava quando éramos crianças? – perguntou Chris.
 - isso mesmo. A gente podia levar a Carol lá. Você sabe o caminho? – perguntou o Christian se interessando no lugar.
 - hum... Deve ficar depois da rua do restaurante. Não é muito longe, mas hoje esta frio e tarde. A gente pode ir sábado que tal? – perguntou virando se pra mim.
 - por mim tudo ok, mas agora eu quero dormir. Eu não dormi na noite passada e estou exausta. – falei bocejando.
Ele se olharam para decidir que me levava e pra onde levavam.
 - tudo bem você dormir sozinha? – perguntou Christian.
 - o que! Não! Eu não posso dormir sozinha! – gritei fazendo bico.
 - ah, ok. Ela dorme aqui e se você quiser pode ficar também. – disse o Christopher fazendo uma careta.
 - “nem a pau!” eu vou dormir na minha casa! Você que fique aqui com ela! – resmungou Christian saindo correndo pela porta.
Eu fiquei meio sem graça e sentei no sofá e mudei de canal e coloquei bob esponja, Christopher fez uma careta e eu comecei a rir, ele jogou uma pipoca na minha cabeça e eu comecei a rir sem entender e perguntei me lembrando da novela “cheias de charme”:
 - por que fez isso “curica”?
Ele não respondeu e me tacou a almofada, eu ri e joguei uma na sua cabeça e ele protestou:
 - essa doeu! Não vale!
Eu ri e peguei a almofada que tinha caído no chão e voltei a assistir o bob esponja, quando ele se levantou e foi em direção a cozinha. Eu pensei que ele fosse pegar algo, mas um cheiro ótimo de lasanha passou pela sala e fui correndo pra cozinha.

Quando cheguei Christopher estava tirando uma lasanha enorme do forno com três panelas ligadas, e eu abri um sorriso me encostando-me na parede.
 - que foi? – perguntou vermelho de vergonha.
 - eu nunca vi um homem cozinhando. Que fofo! – falei fazendo o ficar roxo de vergonha.  – esta com um cheiro delicioso.
Ele sorriu e pegou um garfo e pegou um pedaço de carne e colocou na minha boca.
 - hum... – falei sorrindo.
Ele colocou uns copos encima da mesa, uns pratos, garfos, facas, colheres e guardanapo.
 - posso colocar pra você ou prefere colocar sozinha? – perguntou me fazendo voltar ao mundo real.
 - eu coloco. – falei indo em direção aos pratos – me diz, por que o Christian não quis dormir aqui hoje?
Ele começou a rir e eu coloquei a comida confusa, quando ele começou a me falar:
 - bem... O Christian me conhece desde pequeno e eu... Fiz... Bem você sabe o que, bem cedo, e todas as namoradas dele ele mantêm bem longe de mim. Eu acho que ele ficou com medo de a gente fazer e ou de vocês dois.
 - não entendi. – falei me sentando-me na mesa.
 - ah! Carol, o que eu quis dizer é que o Christian é virgem! Satisfeita?! – perguntou enfiando um garfo cheio de lasanha na boca.
Eu fiquei boquiaberta e ele começou a rir de mim e eu xinguei:
 - não tem graça!
 - tem sim, olha sua cara! – ele caiu no chão de tanto rir e eu peguei o prato e levei pra sala.
Eu comecei a comer meio sem graça e surpresa e ele veio chorando de rir, mas parou no mesmo instante.
 - me desculpe. Eu sou um safado, egoísta, chato que só se preocupa comigo mesmo. Esta surpresa? – tagarelou e eu fiquei enfurecida e comecei:
 - estou! Puxa e eu que pensei que você era o anjinho e ele não. Agora eu vou dormir aqui e vamos fazer sabe se lá o que e amanha vou chegar ao Christian com a cara de sínica e fingir que nada aconteceu.
 - não vai acontecer nada. Eu sei que você o ama e esta namorando com ele. Nem se você me quisesse eu faria algo, eu jamais trairia meu amigo e você também não. Vou arrumar a cama do quarto de visitas. Eu vou dormir lá. – ele saiu serio e eu fiquei triste por ter sido tão ignorante com ele.
Eu subi mesmo sem saber o caminha e escutei um barulho e o vi lá arrumando uma cama gigantesca de casal.
 - Christopher... – chamei meio sem jeito.
 - sim? – falou sorrindo.
 - posso te perguntar uma coisa. – falei entrando e me encostando-me na parede branca.
 - “one thing?”! Claro, o que?  - perguntou se sentando na cama.
 - se eu o escolhesse você me odiaria?  - perguntei indo em direção a janela.
 - não. A escolha seria sua e eu iria respeitá-la. – falou indo a janela.
Eu fiquei calada e olhei pra fora, era uma vista linda, mas não tinha casas nem luz era somente arvores e arvores. Era estranho uma cidade grande ter uma “floresta” em volta. Eu fiquei admirando tanto a paisagem que o Christopher começou:
 - já fez sua escolha. Eu sei. Eu devo ter algo errado pra você preferir “esse ai” a mim.
 - Chris eu não fiz escolha alguma. Eu só estou perguntando pra saber qual seria sua reação. Acredite, você e nem o Christian me conhecem como acham que conhecem. Eu sou um monstro por dentro e mesmo que eu tente esconder esse lado ruim sempre escapa de vez em quando. – comecei a me lembrar do meu passado tenebroso e me encolhi na janela enorme.
 - bem... E você não gostaria de me contar? Eu sei que aceitaria isso com muita tranqüilidade. – perguntou se jogando na cama e colocando um travesseiro no colo.
 - ta bom. – eu me sentei na cama e encostei-me à cabeceira e comecei:
“na terceira serie eu fiz uma apresentação e dancei com um menino e comecei a gostar dele, anos depois ele ainda estava na escola e se mudou pra minha sala, eu fazia de tudo para ele prestar atenção em mim, eu comecei a virar patricinha e piriguete, eu ficava chamando a atenção dele e todas que chegavam perto dele eu dava um jeito de arrumar uma vingança e eu brigava com todo mundo e não deixava ninguém chegar perto dele, eu comecei a brigar com minhas amigas e falar mal delas, eu briguei com varias delas e estava me transformando em um monstro obcecado por ele, mas aí ele se mudou de escola um ano depois, eu mudei completamente e foi por revoltas que eu virei gótica. Só que antes de ele se mudar para minha sala eu me cortava e tentava me matar.”
 - Uau! Então você mudou muito! – comentou surpreso.
 - Chris me conta de você, o porquê você pediu pra me buscar pra ir à escola quando eu cheguei. – pedi deitando encima da almofada.
 - bem, pra ser sincero quando eu vi seus olhos eu me apaixonei por você na mesma hora. – falou e eu comecei a rir.
Eu fiz uma careta e fiquei deitada olhando pro rosto do Chris, que era lindo, era não era do tipo fechado e pensativo como o Christian e sim aberto, feliz e sorridente. Eu tenho a sensação de que o Christian esta sempre mentindo ou me escondendo algo. Só que o Chris é diferente, é mais intenso, mais verdadeiro. Eu me virei pro lado e ele passou a mão levemente em meu ombro como se quisesse que eu virasse pra ele de volta.
 - que foi? – sussurrei.
 - Moments. – sussurrou me lembrando da musica do one direction.
Eu sorri e ele batucou com o anel o toque da musica e perguntou:
 - se importa se eu dormir aqui?
 - não. – falei sorrindo – só tenho que trocar de roupa e escovar os dentes.
Ele desceu e pegou meu pijama na bolsa e minha escova. Entregou delicadamente e desceu em direção à cozinha. Eu troquei de roupa e fiquei me olhando no espelho e escovando dente só pensando “será que eu deveria ter o deixado dormir comigo mesmo.”, eu esperei ate ter ruídos de que ele tinha voltado e levei um susto quando eu vi a menininha de novo.
 - obrigado. – sussurrei.
 - de nada Carol. – falou com uma voz angelical e eu comecei:
 - o que você é exatamente?
 - sua protetora e anjo. – sussurrou olhando meu pijama. – vai dormir com ele assim?
 - eu não sei. Preciso te perguntar uma coisa! De quem eu gosto de verdade? – perguntei olhando pela fresta da porta para ver se o Chris estava vindo.
 - eu não tenho idéia! Você confunde minha mente quando esta com os dois porque os seus sentimentos são muito fortes. E você já sabe de quem gosta? – sussurrou.
 - eu acho que eu só gosto do Christian porque ele é gótico. Eu não me sinto segura com ele e eu tenho medo de magoá-lo falando alguma coisa.  Com o Chris é diferente, me sinto segura, protegida e mesmo ele sendo um bobão ele me faz muito feliz. – falei.
 - então já sabe sua decisão. Agora Carol eu tenho que ir. Christopher não pode me ver. Ate mais minha amiga. – falou com uma voz infantil e sumiu.
Eu sai roxa de vergonha e o Chris chegou com dois copos gigantes de suco e quatro sanduíches e colocou encima da cama.
 - poxa vida! Meu deus você come demais! – falei assustada.
 - eu sei. Agora abra a boquinha e eu vou colocar um sanduíche aí dentro. – falou pegando um.
 - eu não vou deixar você fazer isso! – protestei.
 - ah vai! Só unzinho! – pediu fazendo cara de cachorrinho abandonado e eu abri e ele começou “o avia esta indo para o aeroporto. Senhores passageiros: dona mussarela e senhor presunto, favor se acomodem que a gente já vai pousar.”
Eu comecei a mastigar e quase engasguei ele começou a rir e eu fiquei com raiva e peguei o cobertor e deitei coma cara virada pro outro lado.
 - posso lhe perguntar uma coisa? – perguntou me virando pra ele.
 - claro. – respondi olhando pra baixo.
 - você me ama? – perguntou me deixando desconfiada que ele tivesse ouvido minha conversa.
 - muito. – falei tentando disfarçar a minha desconfiança.
 - mais do que ele? – insistiu.
Eu suspirei fundo e me sentei de novo.
 - sim, mas eu tenho medo de ter que falar com o Christian e magoá-lo. Eu gosto muito dele, mas eu te amo. Eu entendi isso hoje quando eu estava tentado me decidir e vi a reposta na minha cara. Eu sou a única companhia que o Christian tem e mesmo que a gente termine, eu não vou conseguir deixá-lo e também não vou conseguir ficar perto dele com o coração disparado e meu corpo implorando por ele sem ter que beijá-lo. Eu estou em uma enrascada.
 - então não precisa contar a ele. – falou engolindo outro sanduíche.
 - não posso. Se ele descobrir por outra pessoa vai doer muito nele em mim, por ter o machucado. Eu vou dizer, mas não posso fazer isso sozinha. – falei colocando o lanche no chão – vamos dormir agora.
Ele deitou passando a mão pela minha cintura e eu fiquei bem aquecida e confortável.
 - obrigado. – sussurrei.
Ele sorriu e me beijou levemente, eu fechei os olhos e dormi.
Eu vi o Christian sentado encima do telhado com um casaco preto olhando pro nada, eu saí andando e quando olhei deu rosto estava com uma maquiagem preta borrada de lagrimas de sangue que desciam pelo seu rosto. Fiquei assustada e recuei quando eu esbarrei em algo e olhei pra trás erro o pai dele com uma faca na mão me perseguindo, eu pulei do telhado e caí encima de uma cama gigante e quando olhei o Christian estava morto no chão e a anjinha chegou perto de mim e sussurrou: “você o matou!”, eu comecei a chorar e vi o Christopher com uma coroa dizendo varias vezes: - agora finalmente consegui o que eu queria. Todos em volta estavam mortos e eu estava com uma faca na mão do lado do Christopher com uma coroa e dando risadas perversas
“agora só falta uma.” Pensei, e me vi enfiando a faca na anjinha rindo sem parar.
 - ah! – gritei de medo e quando vi eu ainda estava na cama. “foi só um pesadelo” pensei.
 - Carol! São quatro da manha, a gente ainda tem uma hora, e porque você esta gritando? – perguntou sem abrir os olhos.
 - e-eu tive um p-pesadelo. – gaguejei me deitando de novo.
 - me desculpe eu não sabia. Vem cá! – ele me abraçou e se levantou e eu escutei um ruído.
 - Carol? – falou uma voz doce que eu já conhecia.
 - anjinha! Que bom que você esta aqui! – exclamei e abracei-a forte.
 - vai me esmagar desse jeito! E meu nome é Clarinha!– protestou.
 - eu nem sabia que anjos tinham nome. Posso te chamar de baby lux? – perguntei.
 - baby lux?! Ta bom, mas me diga, você teve algum pesadelo essa noite? – perguntou deitando-se em meu colo feito um bebe.
 - bem, baby lux. Sim eu tive, mas não quero lembrar. – falei estremecendo.
 - tudo bem Carolsinha. – falou se acomodando em meu colo.
 - porque não posso deixar o Christopher te ver? – perguntei.
 - se ele me ver e acreditar na minha existência terei que proteger os dois. – falou espreguiçando em meu colo.
Eu ri dela e ela saiu correndo e o Chris chegou com uma bandeja de café da manha e colocou no meu colo.
 - pra mim? – perguntei impressionada.
Ele fez que sim com a cabeça e desceu de novo. Eu comi e desci para buscar minha mochila e ele estava arrumando a cozinha.
Eu peguei a mochila e tirei minha escova de dente e a toalha, quando eu ia pegar o meu vestido o Chris chegou com uma sacola na mão e me entregou.
Eu abri era um vestido roxo e um sapato:
               
 - eu sei que não faz muito seu estilo, mas você vai ficar linda com eles. – falou um pouco sem graça.
 - você esta brincando?! É lindo! Obrigado. – falei dando um giro com o vestido – agora eu tenho que me arrumar.
Eu subi correndo e coloquei o vestido em um cabide e pendurei encima do Box, e coloquei o sapato encima do tapete.
“obrigado.” Repetia em minha mente. Eu pensei em tudo desde que cheguei à cidade: meus amigos e amigas, o Chris, o Christian, o Matt que era super legal comigo, as aulas que eu tinha perdido eu lavei o cabelo e comecei a me enxugar e vesti o vestido que ele tinha me dado e o sapato, eu achei um pouco diferente do que eu usava, mas estava tão puro... Tão normal... Tão eu. Eu fiquei me olhando e nem passei maquiagem. Saí com o cabelo solto cacheado e o Chris me olhou dos pés a cabeça.
 - esta linda. – comentou.
Eu o abracei e ele abriu um sorriso e me entregou minha mochila:
 - temos aula lembra. – falou indo em direção a porta.
Eu saí e o Christian estava parado em frente a casa discutindo com uma moça mais ou menos de uns 15 anos eu fiquei escondida atrás do carro do Chris escutando:
“a gente terminou há um mês!” – começou Christian.
“e daí? Você ainda me ama gato. Vamos voltar?” – perguntou a moça com uma voz insuportável.
“eu não te amo. E não vou voltar com você! Vim aqui buscar minha namorada e não discutir com você! Vá embora!” – berrou o Christian enfurecido.
“você vai se arrepender Christian! E ha ha ha sua namorada dormiu na casa de outro que gozado.” – falou ironicamente.
“eu confio nela! A Carol é o amor da minha vida e eu nunca amei ninguém assim. A gente esta passando por uns conflitos, mas vai passar e a gente vai ser muito feliz. Agora me de licença.” – aquilo foi uma facada no meu peito o Christian veio andando e chamou e eu saí de trás do carro e o abracei tão forte que a gente quase caiu no chão.
 - você escutou? – perguntou.
 - cada palavra. – respondi segurando na sua mão.
 - então você sabe o tanto que eu te amo. – completou sorrindo – cadê o azedo?
 - esta lá na sala, já deve estar saindo. – respondi e comecei a rir.
 - você esta linda. – falou me rodando.
 - obrigado.  – falei e olhei-o da cabeça aos pés – você também.
 - oi Christian. – disse ele com uma torrada na boca.
 - oi azedo. – disse passando o braço pela minha cintura.
 - ainda comendo Chris? – perguntei segurando o riso.
 - hum, eu tenho muita fome. Acho que eu devo ter algum problema de gula.
Eu comecei a rir e o Christian perguntou:
 - a gente vai no carro de quem hoje?
 - eu tenho que ir à casa da minha avó conferir se esta tudo bem então vocês podem ir sozinhos. Tudo bem pra você Carol? – perguntou piscando o olho.
 - claro, sem problemas. – respondi fazendo um sorriso malicioso para o Christian que ficou vermelho feito um pimentão.
Eu acenei com a mão para o Chris e saí e o Christian começou:
 - como passou a noite?
 - mal. Eu tive um pesadelo, mas a baby lux me ajudou. – falei na certeza de que ele precisava dela tanto quanto eu.
 - baby lux? – perguntou confuso.
 - eu pensei que eu estava ficando louca, mas ela me disse que era um anjo e protetora e eu quero que você acredite em sua existência para que ela possa te proteger. – expliquei.
Ele fechou os olhos e a baby lux apareceu em nossa frente com os braços cruzados e uma cara brava.
 - o que eu disse a você Carol?! – falou furiosa.
 - eu sei o que estou fazendo. Christian essa é Clarinha que eu chamo de baby lux. – apresentei.
 - puxa! Como você é pequena parece um bebe mesmo. – comentou ele e começou a rir.
 - ótimo. Já que não precisam de mim eu vou ir embora. Tchau. – ela saiu e mostrou língua pro Christian.
 - Carol, eu tenho que te contar um segredo. – falou com uma cara de vergonha.
 - eu... Nunca... Eu... Ah, eu sou virgem. Pronto falei. – ele abaixou a cabeça com as bochechas roxas de vergonha.
 - eu não ligo. Também sou. – falei na maior tranqüilidade.
 - então nos dois deixaremos de ser essa noite. – sussurrou em meu ouvido.
Eu fiquei com um pouco de vergonha.
A gente chegou à escola e todos ficaram olhando pra gente, as meninas estavam na sala de musica e eu dei um tchauzinho pela janela. A Sam estava no final do corredor beijando o Matt (beijando nada! Eles estavam se agarrando lá!), eu fiquei surpresa e Christian não pareceu perceber.
Ele pareceu estar pensando (como sempre), e eu precisava conversar com ele quando eu vi a tristeza em seus olhos e meu coração disparou.
 - o que foi Christian? – perguntei preocupada.
 - nada meu amor. Só um pressentimento ruim. – falou jogando a franja no rosto para que eu não pudesse ver sua tristeza.
“detesto pressentimentos ruins.” Pensei. Eu pensei que já tivesse me decidido, mas não era tão fácil quanto parecia. Eu o amava quando estava com ele, mas amava o Chris quando estava com ele. Eu fui em direção a escadaria e puxei-o pelo braço.
 - o que viemos fazer aqui? A aula começa daqui cinco minutos. – falou sem entender.
Eu não respondi e quando chegamos lá encima eu o beijei suavemente, mas ele me puxou e me beijou forte. Ele encostou a testa na minha e sorriu e me abraçou quase me esmagando.
“eu te amo muito.” Sussurrei varias vezes. Quando fui ver eu já estava desmanchando em lagrimas. E percebendo o Christian enxugou elas com a ponta dos dedos.
 - não chora. – pediu.
Uma aura negra veio no meu coração e eu cai de joelhos. Estava doendo muito e o Christian se agachou comigo e me abraçou.
 - Christian, meu coração esta doendo. Eu estou com um pressentimento péssimo. – falei chorando.
“vai ficar tudo bem. Agora vamos pra aula.” Sussurrou me levantando.
Eu andei com ele de volta e dei graças a deus por eu não estar de maquiagem senão eu estaria parecendo uma assombração agora. Eu encontrei a Sam cantando no armaria e fui falar com ele dizendo pro Christian me esperar na sala.
 - pelo que vi as coisas entre você e o Matt estão ótimas.
 - estão mesmo. Olha o que ele me seu. – falou me mostrando um anel de compromisso.
 - é amiga você tem sorte. Eu queria poder me decidir de uma vez por todas e poder ter segurança.  – falei indo ate a sala com ela.
Quando chegamos o Christian estava sentado encima de uma mesa com os meninos batucando na mesa. O Dave me viu e gritou bem alto:
 - Oi Carol!
Eu ri e acenei e olhei pros lados procurando algum sinal do Chris e nada quando olho pra porta ele entra abraçado com a Katharina e eu fiquei vermelha de raiva, ele pareceu não se importar.
 - oi Christopher, oi katharina. – cumprimentei enfurecida.
 - oi Carol. – responderam.
Eu fui pro fundo da sala para onde o Christian estava sentado e passei o braço pela sua cintura...

2 comentários:

  1. To adorando a historia. Espero poder ler logo o proximo capitulo. Vc ja tem uma leitora q ta amando o seu blog: eu!! Bjs.... Anciosa...pra ler

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