Era um diário preto com as bordas vermelhas, e algumas
caveirinhas. Eu fiquei feliz por ele não ser colorido, mas fiquei confusa por
não ter nenhum bilhete. Pensei que era da Sam e então pedi para que o Christian
perguntasse a ela ele saiu da minha suíte e foi falar com ela e eu fiquei
confusa, mas logo abri pra ver como eram as folhas: eram pretas com rosas
desenhadas e era lindo a Sam entrou no quarto viu o diário e começou:
- lindo né?! Eu que
peguei la no correio e trouxe pra cá. E não é meu. – ela saiu e eu sentei na cama com a cara
confusa.
O Christian pegou meu celular e discou o numero do Christopher e
colocou na minha orelha:
“alo? Carol, algum problema?”
“não, eu só queria saber se você deixou algo aqui no prédio hoje
de manha.”
“não, eu acabei de acordar. Por quê?”
“nada não Chris obrigado e boa noite.”
“ok, boa pra você também. Ate amanha.”
“ate.”
Eu desliguei o telefone ainda confusa, o Christian estava
encostado na janela olhando pra fora com certa “indiferença” eu achei estranho
ele estar assim “você deveria estar me ajudando ou com ciúmes!” pensei.
- Christian, o que você
esta olhando ai fora? – perguntei.
- nada, estou pensando. – falou.
- nada, estou pensando. – falou.
- ah! Então fique ai
pensando eu vou tomar café. – resmunguei saindo pela porta.
- Carol, espere. – disse
andando lentamente.
- o que foi? – perguntei impacientemente.
- eu estava pensando no
futuro. Em como seria se você me escolhesse, ou se o escolhesse. – ele deixou
uma lagrima cair de seu olho. Eu entrei novamente e fechei a porta e fui tentar
compreende-lo.
- me desculpe Christian
eu não queria magoá-lo. – disse me lembrando de ontem.
- não tudo bem. Eu sou
chorão assim mesmo. Vá tomar seu café e eu vou pra casa. – disse indo em
direção a porta.
- não Christian você não
é chorão. Você só tem sentimentos. Não vai à aula hoje? – perguntei
acompanhando-o ate a porta.
- não, eu tenho uns
assuntos a resolver. Manda uns abraços pro “caras” pra mim e manda lembranças
as meninas. E Carol... – disse meio envergonhado.
- sim? – disse curiosa.
- quero que saiba que eu
sempre te amei e sempre vou amar não importa o que aconteça. Mesmo que me
troque por ele. – completou.
- Christian Dankont
escute aqui. Eu nunca vou te trocar e mesmo que troque você vai estar sempre no
meu coração. – falei tentando por segurança em minha voz.
- não sabe o que esta
falando. E se eu ferir seus sentimentos? E se eu magoar você ainda vai me amar?
– perguntou apressado para sair.
- eu não sei, mas sei que
você nunca ira fazer isso comigo. E eu também te amo. Vou tomar café. Tchau. –
disse saindo apressada.
“o Christian ta estranho hoje.” Pensei.
Eu sai com a cara de confusa e fui ao restaurante do hotel e
enquanto comia eu observei que as garotas que vi quando eu cheguei estavam la
olhando para mim. Eu abaixei a cabeça e comi umas rosquinhas em silencio só
pensando em minha vida quando eu vejo o Christopher vindo preocupado em minha
direção:
- tudo bem? – perguntou
sentando na cadeira ao meu lado.
- ah, sim. O que houve
que você esta assim? – perguntei sem entender nada.
- eu não sei se posso
contar. – ele virou o olho pro lado.
- noticia boa ou ruim? –
perguntei ainda confusa.
Ele não respondeu e eu peguei mais uma rosquinha pra comer
quando ele sussurrou:
- péssima.
Eu engasguei com a rosquinha e ele me deu um tapa nas costas,
quando me recuperei ele disse:
- Christian foi embora.
Eu congelei na mesma hora. Veio o pensamento dos três dias que
passamos juntos, de quando eu cheguei à cidade e encontrei o Christopher, de
tudo. Eu me vi sozinha naquele momento sem ninguém, sem nada.
- Carol? O que foi você
congelou? – perguntou.
- você sabe o que acabou
de me contar? – perguntei quase num sussurro.
- você perguntou o que eu
tinha, e ai quando fui responder você meio que ficou parada e não disse nada. –
disse meio confuso.
- e então o Christian não
foi embora? – perguntei ainda confusa sussurrando.
- ha ha ha. Não, ele foi
pra casa pensar um pouco e eu o topei na rua, ele esta um pouco triste, mas não
a ponto de ir embora. E esse diário ai no seu colo? – perguntou cutucando-me.
- diário? Que diário? Eu
não trouxe nenhum diário pra cá. – eu
olhei pra baixo e vi o diário em meu colo e fiquei assustada.
- Carol, esta tudo bem
com você hoje? Você parece um pouco abalada. – disse colocando a mão na minha
testa. – ai! Você esta com febre.
- estou? Ah, droga estou.
Me leve em algum medico Christopher eu não estou me sentindo bem. – pedi quase
implorando.
- ok, um dia de aula não
vai fazer diferença. – ele puxou-me delicadamente ate um carro preto e abriu
uma porta. “cavalheiro” pensei e sem querer abri um sorriso.
Ele dirigiu o tempo inteiro olhando pra minha mão que estava
encolhida no banco. Eu fiquei com frio e comecei a arrepiar e ele parou em um
posto e pegou uma blusa no porta malas e me cobriu.
- o hospital é um
pouquinho longe, mas a gente já chega lá. Fique calma. – disse passando de leve
a mão no meu rosto.
Eu comecei a ter calafrios e fiquei um pouco tonta.
- Christopher. – disse
com muito esforço – me abraça.
Ele me olhou com um cara de dor e parou em um sinal que estava
vermelho e me abraçou forte.
- fica logo ali na
frente. Fique calma. – ele acelerou o carro e me desceu em seu colo.
Ele andou depressa e me levou ate uma sala que estava tão branca
que eu não estava enxergando nada. Comecei a escutar umas vozes masculinas:
- o que aconteceu com
ela? – perguntou uma voz meio “grossa”.
- eu não sei! Ela estava
bem e meio que ficou “congelada” e quando voltou ela estava assim. – disse uma
voz que eu reconheceria de longe: Christopher.
- droga! Ela deve estar
com anemia! – disse a outra voz furiosa.
- eu não sei! Ela me
disse algo sobre você ir embora e disse que não tinha levado o diário, mas ele
estava lá em seu colo. – disse o Christopher ansioso e eu presumi que a outra
voz deveria ser do Christian.
- meninos não briguem, eu
estou bem. – disse já recuperando a visão.
Eles me olharam e sorriram por eu estar bem Christian se agachou
e me olhou como se fosse um medico:
- eu fui embora?
- foi! Quer dizer... Não.
Ah, eu não sei! – resmunguei.
- o que você viu ou ouviu? – perguntou.
- bem... O Christopher
estava com uma cara estranha e eu perguntei o que era ele disse que não sabia
se podia contar, eu disse “notícia boa ou ruim?” e ele respondeu: péssima. E ai
eu engasguei com a rosquinha e ele me deu um tapa nas costas. Quando eu me
recuperei ele disse que você foi embora. – contei.
- Christopher me conte o
que aconteceu. – pediu educadamente.
- ela me perguntou se
estava tudo bem a ai eu ia responder, mas quando comecei a falar ela ficou
paralisada e não durou muito eu a cutuquei e quando vi ela estava com febre. –
contou.
Ele ficou parado pensando, quando chegou um homem alto de cabelo
preto e roupa branca. “medico.” Pensei. Ele chamou o Christian e logo veio me
olhar.
- Doutor Dankont. Prazer
em conhecê-la. – estendeu a mão.
- prazer é todo meu. Sou
Ana Carolina, Carol para os íntimos. – eu sorri toquei sua mão de leve.
-puxa! Menina que mão
fria! Venha aqui vou examinar você. – disse me levando ate uma maca.
- me desculpe à pergunta,
mas o sobrenome do senhor é o mesmo que o do Christian. Vocês são parentes? –
perguntei tentando ignorar o cheiro do sangue que tinha aquele lugar.
- ha ha ha! Você não sabe?
Christian é meu filho. – ele abriu um sorriso irônico e Christian ficou
vermelho de vergonha.
Eu fiquei quieta e não sabia se o Christian tinha contado para
ele que nos estávamos namorando ele me encarava, encarava o Christopher e seu
pai. O clima da sala estava ficando um pouco tenso, quando meu telefone tocou. Eu
o tirei do bolso em silencio e atendi:
“a-alo?”
“a-alo?”
“oi Carol sou eu: Dave.
Queria saber se esta tudo bem.”
“ah, esta sim foi só um
susto mesmo.”
“ok, e por que nenhum de
vocês veio à aula hoje?”
“eu passei mal e o
Christopher me trouxe no hospital, e quando cheguei o Christian estava aqui.”
“poxa, melhoras pra você.
Eu vou ter que desligar senão o professor vai voar na minha garganta. Tchau.”
“ok, e uma coisa, como
você sabe o numero do meu telefone?”
“eu olhei na sua ficha.
Agora tchau, melhoras.”
“tchau.”
- quem era? – perguntaram
os dois.
- Dave. – respondi
olhando o sangue que o doutor estava tirando do meu braço.
- o que ele queria? –
perguntou Christian secamente.
- saber se estava tudo
bem, pois ele me levou lá ontem. – respondi tapando o nariz.
- ótimo! Mais um. –
resmungou ele.
- esta se sentindo melhor
Carolsinha? – perguntou o Christopher me fazendo sorrir.
- um pouco. Só o cheiro
de sangue esta me fazendo enjoar. – respondi feliz por alguém não estar
zangado.
- posso ir buscar um copo
de água para você? – perguntou me fazendo sorrir novamente.
- claro obrigado. –
respondi com medo de ficar em uma sala sozinha com o Christian e sua raiva.
Eu fiquei imóvel e em silencie enquanto doutor estava colocando
uma mini-lanterna no meu ouvido.
- Christian... – falei
quase num sussurro.
- sim? – sussurrou de
modo que o doutor não poderia ouvir.
- eu te amo muito. –
sussurrei bem baixinho.
Ele abriu um sorriso e se levantou indo ate a porta e disse bem
alto:
- eu também.
O Christopher voltou com um copo de água na mão direita e com o
diário na esquerda eu comecei a ficar em choque e ele falou:
- estava no carro, e eu
trouxe uma caneta caso você queira escrever nele. – ele me deu o copo e eu bebi
a água tremendo quando o doutor parou e ficou me olhando. Ele tomou o diário da
mão do Christopher e perguntou:
- o que tem nisto?
- nada ela disse que
ganhou o diário e eu só trouxe para ela desabafar. – respondeu confuso.
- não! Eu não o trouxe
nem pro restaurante e nem pro carro! Tira isso daqui! – implorei.
Christian chegou à mesma hora e olhou pro diário:
- o que isto esta fazendo
aqui? – perguntou olhando pro pai.
- Christopher fique com
ela. Filho vamos conversar na outra sala. – pediu.
Christopher se levantou da cadeira e me deitou em seu colo eu me
senti bem, mas com medo. Eu olhava em volta, tudo parecia um borrão e eu
comecei a tremer. Com muito esforço falei:
- preciso ouvir o que
estão falando.
- você não tem condições
de levantar-se daí. – falou.
- eu quero que você vá e
grave com o celular. – falei com a voz baixinha devido a minha fraqueza.
- ok, eu vou então. – ele
já ia se levantando quando eu agarrei seu braço:
- posso te pedir algo
antes de você sair?
- claro. – respondeu meio
confuso.
- me beije. – pedi fria.
- q-quer que e-eu beije
você? – perguntou sem entender.
Eu não respondi apenas me levantei me atirei em seus braços e
ele me deu um beijo bem delicado e cuidadoso, eu achei ruim, mas ao mesmo tempo
percebi que ele se importava comigo. Ele me carregou e me colocou de volta na
maca e sussurrou: - te amo. E saiu com o celular na mão.
Eu esperei e esperei, já estava ficando impaciente e não demorou
uns 10 minutos ate o Christopher voltar com a cara assustada e com o coração
disparado.
- o que houve? –
perguntei.
Ele não respondeu apenas pegou o celular do meu bolso e passou a
gravação e me entregou o celular e saiu. Christian chegou à sala e me carregou.
- vamos embora. – falou
tentando fingir que estava feliz.
Ele me levou ate um carro que eu nem reparei a cor e me deitou
no banco do carro e eu cochilei. Quando acordei a gente estava no centro da
cidade.
- o que estamos fazendo
aqui? – Perguntei me sentando.
- eu vou fazer o jantar
hoje e tenho que comprar uns ingredientes. Deve demorar uns 10 minutos ate
chegar lá. Como esta se sentido? – perguntou com um leve sorriso no rosto.
- bem, só cansada. Posso
dormir mais? – perguntei já me deitando.
- claro. – respondeu.
Eu peguei meu telefone e liguei a gravação e comecei a escutar:
“pai, o que ela tem?”
“nada. Outra coisa esta deixando ela assim”
“o que?”
“o diário.”
“ha ha ha, que palhaçada! O diário esta deixando ela doente?
“nada. Outra coisa esta deixando ela assim”
“o que?”
“o diário.”
“ha ha ha, que palhaçada! O diário esta deixando ela doente?
“não, não o diário. O que
colocaram nele. O diário esta amaldiçoado.”
“o que! Esta me dizendo que o diário esta amaldiçoado e esta deixando ela assim?! Ah esquece eu não vou acreditar nisso.”
“eu estou dizendo! Não percebe? Alguém deu esse diário sem nome e desde então ela esta ficando louca! Ele aparece onde ela estiver sem ela ter trago! Diga-me outra explicação! Amnésia?”
“(engoli a seco) o que eu faço?”
“o que! Esta me dizendo que o diário esta amaldiçoado e esta deixando ela assim?! Ah esquece eu não vou acreditar nisso.”
“eu estou dizendo! Não percebe? Alguém deu esse diário sem nome e desde então ela esta ficando louca! Ele aparece onde ela estiver sem ela ter trago! Diga-me outra explicação! Amnésia?”
“(engoli a seco) o que eu faço?”
“nada. Se afaste dela não
quero que nada aconteça a você.”
“não! Eu amo ela! Não vou abandoná-la assim desprotegida! Ela só tem a mim e o azedo lá! Ela acha que eu vou ir embora porque teve uma “visão” e eu nunca vou abandoná-la! ”
o celular começou a falhar e quando fui ver estava descarregado. Estranho, pois ele estava coma bateria cheia quando eu saí de casa. Eu parei e quando fui sentar eu vi o diário encima do banco como se eu tivesse o colocado lá, eu fiquei com medo e gritei.
- ahhhhhhh!
“não! Eu amo ela! Não vou abandoná-la assim desprotegida! Ela só tem a mim e o azedo lá! Ela acha que eu vou ir embora porque teve uma “visão” e eu nunca vou abandoná-la! ”
o celular começou a falhar e quando fui ver estava descarregado. Estranho, pois ele estava coma bateria cheia quando eu saí de casa. Eu parei e quando fui sentar eu vi o diário encima do banco como se eu tivesse o colocado lá, eu fiquei com medo e gritei.
- ahhhhhhh!
Christian parou o carro na hora e foi pro banco de trás e eu
estava chorando de desespero.
- o que foi? – perguntou
desesperado.
- o-o-o-o d-d-d-d-diário!
Tira ele daqui Christian eu não o coloquei aqui! Tira Christian eu não quero
morrer! – implorei eu estava chorando e agonizando de medo ele me abraçou e
voltou ao volante e dirigiu rápido ate um lugar com uma cara de antigo.
“biblioteca.” Pensei.
- venha eu não quero te
deixar sozinha. – falou estendendo a mão.
Eu desci e senti frio, Christian me abraçou e nos entramos. Ele
foi à frente e eu vi uma prateleira escrita: feitiços, bruxarias e etc. E eu me
sentei e fiquei imóvel quando Christian voltou com uns 20 livros pequenos e um
grande ele pagou com umas três notas de 50 e eu fiquei só olhando e me levantei
em direção ao carro, tentei ajudar, mas ele não permitiu e eu fiquei encolhida
dentro do carro.
Quando chegamos, ele me desceu e eu fiquei com medo: era uma
casa branca enorme, e tinha umas grades em volta.
- a casa do Christopher.
– disse percebendo meu desespero.
Eu entrei e ele estava só de bermuda e o Christian olhou com uma
cara brava.
- podia ter avisado que
iria tentar seduzir minha namora que eu traria a metralhadora. – falou
brincando.
Christopher vestiu uma blusa amarelo, para meu desespero, e ele
abraçou o Christian e eu fiquei com uma cara confusa.
- que foi? – perguntaram
em coro.
- vocês são amigos? –
perguntei sentando no sofá branco.
- desde a primeira serie.
Né azedo? – falou Christian com deboche.
- SC (sem comentários). –
respondeu. – o que você comprou?
- feitiços, bruxarias e
etc. – respondeu se jogando no sofá e pegando um livro.
- eu não quero ler gente.
– falei quase chorando.
Eles me olharam e começaram a ler ,eu encolhi no sofá e fiquei
com medo do diário aparecer e eu não queria ter nenhuma “visão” nunca mais, eu
estava tremendo de medo e os dois me olharam e o Christopher levantou e ia ir
ate a cozinha e eu gritei:
- fica!
Ele olhou pro Christian que fez que sim com a cabeça e ele
sentou e virou se pra mim:
- por que não quer que eu
saia daqui?
- se não tiver vocês dois
ele vai voltar e eu estou com medo. – falei.
Ele me abraçou e o Christian fechou a cara e sussurrou:
- droga! Tenho que
dividir minha “muié” com um banana!
Eu dei um tapa na perna do Christian que gritou um ai! E eu
comecei a rir e peguei um livro com a capa vermelha e comecei a ler.
Um trecho me chamou atenção: “diários eram os principais a serem
alvos, eles eram amaldiçoados e a pessoa ou o “escolhido” como chamam, não pode
dar o diário para outra pessoa ou a maldição cairá sobre esta. Durante vários
anos antes das bruxas se tornarem servos da natureza, 350 pessoas morreram
vitimas de maldiçoes a partir de objetos e, cerca de 45% dos casos, eram
diários. se caso houvessem caveiras ela eram o significado de morte ”
Eu comecei a chorar e joguei o livro no chão. “então é isso? Eu
vou morrer e não posso fazer nada a não ser matar alguém para sobreviver! O que
eu fiz? Por que eu? Ah, eu tinha tantos planos, meu futuro, minha carreira, o
Christian e o Christopher, me juntar à banda da Jess e das meninas.” Pensei.
Eu me deixei levar pelas lagrimas e os dois me abraçaram,
juntos, sem entender.
- o que houve? –
perguntou Christopher desesperado.
Christian abaixou e pegou o livro e leu a parte que tinha minhas
lagrimas pingadas e olhou pra mim e começou a chorar. Eu estava à beira da
morte e nem tinha me decidido ainda. Eu comecei a chorar mais ainda e
Christopher abaixou-se e leu o livro, com o olho cheio de lagrimas falou:
- não vou deixar você
morrer! Dê-me esse diário!
- não! Eu não vou dar ele
pra ninguém! Eu morro e pronto final! Se isso for meu destino, segurei-o. –
falei indo ate a cozinha.
Eu subi correndo e lavei meu rosto, eu olhei para o lado e vi
uma faca bem amolada e peguei, Respirei fundo e quando ia enfiar a faca em mim
uma menininha de cabelo meio azulado, (igual o da Sam só que mais claro)
segurou minha mão delicadamente e passou a mão em meu rosto. Colocou encima da
mesa e sussurrou:
- eles te amam Carol. Você não pode os deixar assim. Viva! Eu vou te ajudar, mas você tem que cooperar, ok.
- eles te amam Carol. Você não pode os deixar assim. Viva! Eu vou te ajudar, mas você tem que cooperar, ok.
Eu ia responder e ela desapareceu, eu desci e falei:
- por que não me contou que o Christopher tem uma Irmã?
- por que não me contou que o Christopher tem uma Irmã?
- minha Irma esta no EUA
fazendo um curso. – falou Christopher sem entender.
- então a menininha é sua
prima, sobrinha ou o que? – perguntei me sentando no tapete.
- menininha? Que
menininha? Só estamos nos três aqui em casa. Tem alguém aqui? – perguntou
olhando pra escadaria.
- eu vi uma menininha de
cabelo azul bem claro lá na cozinha. Ai, deixa pra lá, eu devo estar ficando
louca. – falei fazendo um não com a cabeça.
Christian ficou calado e
nem olhou pra mim, ele estava olhando pra janela. Eu não entendi, ele sempre
falava algo pra descontrair só que agora ele não falou nada. “deve estar
pensando.” Pensei.
Christopher foi pra cozinha e eu escutei barulho de microondas
“pipoca” pensei. Christian continuou quieto e sem olhar pra mim eu não resisti
e me sentei perto dele.
- eu quero! – falei
imitando a voz de um bebê.
- o que? – perguntou
fazendo um sorriso malicioso.
- um beijo. – falei
fazendo bico.
Ele inclinou-se e me “jogou” encima de seu corpo e me beijou.
Não delicado como o Christopher, mas bem forte e intenso. El me abraçou e me
deixou deitada em seu colo, quando a gente ouviu um barulho e eu voltei pro
tapete.
- quem você ama mais? –
perguntou.
- não começa! – pedi.
- então reponde. – falou
fazendo um bico.
- hum... O Matt. –
brinquei.
- o que?! O namorado da
Sam? O carinha da enfermaria! Nossa você tem péssimo gosto. – falou fazendo uma
careta.
- não sei ainda mais...
Eu acho que sou 50% Christian e 50% Christopher. – falei.
- então eu tenho uma
divisão justa: 99,9% eu e 0,1 ele. – ele começou a sorrir eu mostrei língua e
Christopher chegou com um balde enorme de pipoca na mão.
- eba! Pipoca! – falei
pegando o balde de suas mãos.
Ele pegou o controle com uma careta no rosto e colocou no
desenho “phineas e ferb” Christian fechou a cara, mas não discutiu. Ei fiquei
feliz por não precisar ver um filme de terror e deitei no sofá colocando a
pipoca no chão. Eles sentaram cada um em um lado do sofá e eu fiquei feliz por
não brigarem quando um calafrio passou pelo meu corpo e eu me sentei.
- que foi? – perguntaram.
- calafrios. – respondi
deitando novamente.
Christian se levantou e pegou a chave do carro e quando estava
na porta eu perguntei:
- onde esta indo?
- vou conferir se o diário esta dentro do carro. – respondeu saindo.
- onde esta indo?
- vou conferir se o diário esta dentro do carro. – respondeu saindo.
Eu deitei no colo do Christopher e quando olhei o diário estava
debaixo de mim e eu comecei a gritar e chorar.
- Christian tira ah! Christopher... Eu quero morrer, eu quero morrer tira ele daqui!
Christian entrou correndo e jogou o diário no chão e me abraçou. Eu abracei os dois e comecei a chorar e escutei um ruído e olhei de fininho e vi a menininha pegando o diário e chorando como se estivesse queimando sua mão e eu fiquei triste e ela mexeu os lábios dizendo “esta tudo bem. Isso passa. Lembra o que eu disse? Vou te proteger.”, eu abri um sorriso e o Christian percebeu e perguntou:
- Christian tira ah! Christopher... Eu quero morrer, eu quero morrer tira ele daqui!
Christian entrou correndo e jogou o diário no chão e me abraçou. Eu abracei os dois e comecei a chorar e escutei um ruído e olhei de fininho e vi a menininha pegando o diário e chorando como se estivesse queimando sua mão e eu fiquei triste e ela mexeu os lábios dizendo “esta tudo bem. Isso passa. Lembra o que eu disse? Vou te proteger.”, eu abri um sorriso e o Christian percebeu e perguntou:
- por que esta rindo?
- porque sei que não estou doida. Eu tenho um anjinho me protegendo. E não importa se eu vou morrer hoje amanha ou ano que vem, eu amo vocês e isso importa. – respondi abraçando-os novamente.
- porque sei que não estou doida. Eu tenho um anjinho me protegendo. E não importa se eu vou morrer hoje amanha ou ano que vem, eu amo vocês e isso importa. – respondi abraçando-os novamente.
Eles sorriram e começamos a cantar:
Everything about You - One
Direction
You know I've always got your back
girl
So let me be the one you can run into, run into, run in
I say this, cause it's a matter of fact girl
You just call my name
I'll be coming through, coming through, I'll get coming
On the other side of the world
It don't matter, I'll be there in two, I'll be there in two, I'll be there in two
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch, baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like every party it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you
Yes, I like the way you smile with your eyes
Other guys see you but they realize that it's my, my loving
There's something about your laugh that it makes me want to have to
There's nothing funny so we laughing, no-no-nothing
Every minute, it's like a last song
Let's just take it real slow
Forget about the clock, that's tick-tick-ticking
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you
And you have always been the only one I wanted
And I wanted you to know without you I can't face it
All we wanna have is fun
But they say that we're too young
Let them say that they want
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you.
So let me be the one you can run into, run into, run in
I say this, cause it's a matter of fact girl
You just call my name
I'll be coming through, coming through, I'll get coming
On the other side of the world
It don't matter, I'll be there in two, I'll be there in two, I'll be there in two
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch, baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like every party it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you
Yes, I like the way you smile with your eyes
Other guys see you but they realize that it's my, my loving
There's something about your laugh that it makes me want to have to
There's nothing funny so we laughing, no-no-nothing
Every minute, it's like a last song
Let's just take it real slow
Forget about the clock, that's tick-tick-ticking
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you
And you have always been the only one I wanted
And I wanted you to know without you I can't face it
All we wanna have is fun
But they say that we're too young
Let them say that they want
It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you.
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