terça-feira, 2 de outubro de 2012

Diário Misterioso


Era um diário preto com as bordas vermelhas, e algumas caveirinhas. Eu fiquei feliz por ele não ser colorido, mas fiquei confusa por não ter nenhum bilhete. Pensei que era da Sam e então pedi para que o Christian perguntasse a ela ele saiu da minha suíte e foi falar com ela e eu fiquei confusa, mas logo abri pra ver como eram as folhas: eram pretas com rosas desenhadas e era lindo a Sam entrou no quarto viu o diário e começou:
 - lindo né?! Eu que peguei la no correio e trouxe pra cá. E não é meu.  – ela saiu e eu sentei na cama com a cara confusa.
O Christian pegou meu celular e discou o numero do Christopher e colocou na minha orelha:
“alo? Carol, algum problema?”
“não, eu só queria saber se você deixou algo aqui no prédio hoje de manha.”
“não, eu acabei de acordar. Por quê?”
“nada não Chris obrigado e boa noite.”
“ok, boa pra você também. Ate amanha.”
“ate.”
Eu desliguei o telefone ainda confusa, o Christian estava encostado na janela olhando pra fora com certa “indiferença” eu achei estranho ele estar assim “você deveria estar me ajudando ou com ciúmes!” pensei.
 - Christian, o que você esta olhando ai fora? – perguntei.
 - nada, estou pensando. – falou.
 - ah! Então fique ai pensando eu vou tomar café. – resmunguei saindo pela porta.
 - Carol, espere. – disse andando lentamente.
 - o que foi? – perguntei impacientemente.
 - eu estava pensando no futuro. Em como seria se você me escolhesse, ou se o escolhesse. – ele deixou uma lagrima cair de seu olho. Eu entrei novamente e fechei a porta e fui tentar compreende-lo.
 - me desculpe Christian eu não queria magoá-lo. – disse me lembrando de ontem.
 - não tudo bem. Eu sou chorão assim mesmo. Vá tomar seu café e eu vou pra casa. – disse indo em direção a porta.
 - não Christian você não é chorão. Você só tem sentimentos. Não vai à aula hoje? – perguntei acompanhando-o ate a porta.
 - não, eu tenho uns assuntos a resolver. Manda uns abraços pro “caras” pra mim e manda lembranças as meninas. E Carol... – disse meio envergonhado.
 - sim? – disse curiosa.
 - quero que saiba que eu sempre te amei e sempre vou amar não importa o que aconteça. Mesmo que me troque por ele.  – completou.
 - Christian Dankont escute aqui. Eu nunca vou te trocar e mesmo que troque você vai estar sempre no meu coração. – falei tentando por segurança em minha voz.
 - não sabe o que esta falando. E se eu ferir seus sentimentos? E se eu magoar você ainda vai me amar? – perguntou apressado para sair.
 - eu não sei, mas sei que você nunca ira fazer isso comigo. E eu também te amo. Vou tomar café. Tchau. – disse saindo apressada.
“o Christian ta estranho hoje.” Pensei.
Eu sai com a cara de confusa e fui ao restaurante do hotel e enquanto comia eu observei que as garotas que vi quando eu cheguei estavam la olhando para mim. Eu abaixei a cabeça e comi umas rosquinhas em silencio só pensando em minha vida quando eu vejo o Christopher vindo preocupado em minha direção:
 - tudo bem? – perguntou sentando na cadeira ao meu lado.
 - ah, sim. O que houve que você esta assim? – perguntei sem entender nada.
 - eu não sei se posso contar. – ele virou o olho pro lado.
 - noticia boa ou ruim? – perguntei ainda confusa.
Ele não respondeu e eu peguei mais uma rosquinha pra comer quando ele sussurrou:
 - péssima.
Eu engasguei com a rosquinha e ele me deu um tapa nas costas, quando me recuperei ele disse:
 - Christian foi embora.
Eu congelei na mesma hora. Veio o pensamento dos três dias que passamos juntos, de quando eu cheguei à cidade e encontrei o Christopher, de tudo. Eu me vi sozinha naquele momento sem ninguém, sem nada.
 - Carol? O que foi você congelou? – perguntou.
 - você sabe o que acabou de me contar? – perguntei quase num sussurro.
 - você perguntou o que eu tinha, e ai quando fui responder você meio que ficou parada e não disse nada. – disse meio confuso.
 - e então o Christian não foi embora? – perguntei ainda confusa sussurrando.
 - ha ha ha. Não, ele foi pra casa pensar um pouco e eu o topei na rua, ele esta um pouco triste, mas não a ponto de ir embora. E esse diário ai no seu colo? – perguntou cutucando-me.
 - diário? Que diário? Eu não trouxe nenhum diário pra cá.  – eu olhei pra baixo e vi o diário em meu colo e fiquei assustada.
 - Carol, esta tudo bem com você hoje? Você parece um pouco abalada. – disse colocando a mão na minha testa. – ai! Você esta com febre.
 - estou? Ah, droga estou. Me leve em algum medico Christopher eu não estou me sentindo bem. – pedi quase implorando.
 - ok, um dia de aula não vai fazer diferença. – ele puxou-me delicadamente ate um carro preto e abriu uma porta. “cavalheiro” pensei e sem querer abri um sorriso.
Ele dirigiu o tempo inteiro olhando pra minha mão que estava encolhida no banco. Eu fiquei com frio e comecei a arrepiar e ele parou em um posto e pegou uma blusa no porta malas e me cobriu.
 - o hospital é um pouquinho longe, mas a gente já chega lá. Fique calma. – disse passando de leve a mão no meu rosto.
Eu comecei a ter calafrios e fiquei um pouco tonta.
 - Christopher. – disse com muito esforço – me abraça.
Ele me olhou com um cara de dor e parou em um sinal que estava vermelho e me abraçou forte.
 - fica logo ali na frente. Fique calma. – ele acelerou o carro e me desceu em seu colo.
Ele andou depressa e me levou ate uma sala que estava tão branca que eu não estava enxergando nada. Comecei a escutar umas vozes masculinas:
 - o que aconteceu com ela? – perguntou uma voz meio “grossa”.
 - eu não sei! Ela estava bem e meio que ficou “congelada” e quando voltou ela estava assim. – disse uma voz que eu reconheceria de longe: Christopher.
 - droga! Ela deve estar com anemia! – disse a outra voz furiosa.
 - eu não sei! Ela me disse algo sobre você ir embora e disse que não tinha levado o diário, mas ele estava lá em seu colo. – disse o Christopher ansioso e eu presumi que a outra voz deveria ser do Christian.
 - meninos não briguem, eu estou bem. – disse já recuperando a visão.
Eles me olharam e sorriram por eu estar bem Christian se agachou e me olhou como se fosse um medico:
 - eu fui embora?
 - foi! Quer dizer... Não. Ah, eu não sei! – resmunguei.
- o que você viu ou ouviu? – perguntou.
 - bem... O Christopher estava com uma cara estranha e eu perguntei o que era ele disse que não sabia se podia contar, eu disse “notícia boa ou ruim?” e ele respondeu: péssima. E ai eu engasguei com a rosquinha e ele me deu um tapa nas costas. Quando eu me recuperei ele disse que você foi embora. – contei.
 - Christopher me conte o que aconteceu. – pediu educadamente.
 - ela me perguntou se estava tudo bem a ai eu ia responder, mas quando comecei a falar ela ficou paralisada e não durou muito eu a cutuquei e quando vi ela estava com febre. – contou.
Ele ficou parado pensando, quando chegou um homem alto de cabelo preto e roupa branca. “medico.” Pensei. Ele chamou o Christian e logo veio me olhar.
 - Doutor Dankont. Prazer em conhecê-la. – estendeu a mão.
 - prazer é todo meu. Sou Ana Carolina, Carol para os íntimos. – eu sorri toquei sua mão de leve.
  -puxa! Menina que mão fria! Venha aqui vou examinar você. – disse me levando ate uma maca.
 - me desculpe à pergunta, mas o sobrenome do senhor é o mesmo que o do Christian. Vocês são parentes? – perguntei tentando ignorar o cheiro do sangue que tinha aquele lugar.
 - ha ha ha! Você não sabe? Christian é meu filho. – ele abriu um sorriso irônico e Christian ficou vermelho de vergonha.
Eu fiquei quieta e não sabia se o Christian tinha contado para ele que nos estávamos namorando ele me encarava, encarava o Christopher e seu pai. O clima da sala estava ficando um pouco tenso, quando meu telefone tocou. Eu o tirei do bolso em silencio e atendi:
 “a-alo?”
 “oi Carol sou eu: Dave. Queria saber se esta tudo bem.”
 “ah, esta sim foi só um susto mesmo.”
 “ok, e por que nenhum de vocês veio à aula hoje?”
 “eu passei mal e o Christopher me trouxe no hospital, e quando cheguei o Christian estava aqui.”
 “poxa, melhoras pra você. Eu vou ter que desligar senão o professor vai voar na minha garganta. Tchau.”
 “ok, e uma coisa, como você sabe o numero do meu telefone?”
 “eu olhei na sua ficha. Agora tchau, melhoras.”
 “tchau.”
 - quem era? – perguntaram os dois.
 - Dave. – respondi olhando o sangue que o doutor estava tirando do meu braço.
 - o que ele queria? – perguntou Christian secamente.
 - saber se estava tudo bem, pois ele me levou lá ontem. – respondi tapando o nariz.
 - ótimo! Mais um. – resmungou ele.
 - esta se sentindo melhor Carolsinha? – perguntou o Christopher me fazendo sorrir.
 - um pouco. Só o cheiro de sangue esta me fazendo enjoar. – respondi feliz por alguém não estar zangado.
 - posso ir buscar um copo de água para você? – perguntou me fazendo sorrir novamente.
 - claro obrigado. – respondi com medo de ficar em uma sala sozinha com o Christian e sua raiva.
Eu fiquei imóvel e em silencie enquanto doutor estava colocando uma mini-lanterna no meu ouvido.
 - Christian... – falei quase num sussurro.
 - sim? – sussurrou de modo que o doutor não poderia ouvir.
 - eu te amo muito. – sussurrei bem baixinho.
Ele abriu um sorriso e se levantou indo ate a porta e disse bem alto:
 - eu também.
O Christopher voltou com um copo de água na mão direita e com o diário na esquerda eu comecei a ficar em choque e ele falou:
 - estava no carro, e eu trouxe uma caneta caso você queira escrever nele. – ele me deu o copo e eu bebi a água tremendo quando o doutor parou e ficou me olhando. Ele tomou o diário da mão do Christopher e perguntou:
 - o que tem nisto?
 - nada ela disse que ganhou o diário e eu só trouxe para ela desabafar. – respondeu confuso.
 - não! Eu não o trouxe nem pro restaurante e nem pro carro! Tira isso daqui! – implorei.
Christian chegou à mesma hora e olhou pro diário:
 - o que isto esta fazendo aqui? – perguntou olhando pro pai.
 - Christopher fique com ela. Filho vamos conversar na outra sala. – pediu.
Christopher se levantou da cadeira e me deitou em seu colo eu me senti bem, mas com medo. Eu olhava em volta, tudo parecia um borrão e eu comecei a tremer. Com muito esforço falei:
 - preciso ouvir o que estão falando.
 - você não tem condições de levantar-se daí. – falou.
 - eu quero que você vá e grave com o celular. – falei com a voz baixinha devido a minha fraqueza.
 - ok, eu vou então. – ele já ia se levantando quando eu agarrei seu braço:
 - posso te pedir algo antes de você sair?
 - claro. – respondeu meio confuso.
 - me beije. – pedi fria.
 - q-quer que e-eu beije você? – perguntou sem entender.
Eu não respondi apenas me levantei me atirei em seus braços e ele me deu um beijo bem delicado e cuidadoso, eu achei ruim, mas ao mesmo tempo percebi que ele se importava comigo. Ele me carregou e me colocou de volta na maca e sussurrou: - te amo. E saiu com o celular na mão.
Eu esperei e esperei, já estava ficando impaciente e não demorou uns 10 minutos ate o Christopher voltar com a cara assustada e com o coração disparado.
 - o que houve? – perguntei.
Ele não respondeu apenas pegou o celular do meu bolso e passou a gravação e me entregou o celular e saiu. Christian chegou à sala e me carregou.
 - vamos embora. – falou tentando fingir que estava feliz.
Ele me levou ate um carro que eu nem reparei a cor e me deitou no banco do carro e eu cochilei. Quando acordei a gente estava no centro da cidade.
 - o que estamos fazendo aqui? – Perguntei me sentando.
 - eu vou fazer o jantar hoje e tenho que comprar uns ingredientes. Deve demorar uns 10 minutos ate chegar lá. Como esta se sentido? – perguntou com um leve sorriso no rosto.
 - bem, só cansada. Posso dormir mais? – perguntei já me deitando.
 - claro. – respondeu.
Eu peguei meu telefone e liguei a gravação e comecei a escutar:
 “pai, o que ela tem?”
 “nada. Outra coisa esta deixando ela assim”
 “o que?”
 “o diário.”
 “ha ha ha, que palhaçada! O diário esta deixando ela doente?
 “não, não o diário. O que colocaram nele. O diário esta amaldiçoado.”
 “o que! Esta me dizendo que o diário esta amaldiçoado e esta deixando ela assim?! Ah esquece eu não vou acreditar nisso.”
 “eu estou dizendo! Não percebe? Alguém deu esse diário sem nome e desde então ela esta ficando louca! Ele aparece onde ela estiver sem ela ter trago! Diga-me outra explicação! Amnésia?”
 “(engoli a seco) o que eu faço?”
 “nada. Se afaste dela não quero que nada aconteça a você.”
 “não! Eu amo ela! Não vou abandoná-la assim desprotegida! Ela só tem a mim e o azedo lá! Ela acha que eu vou ir embora porque teve uma “visão” e eu nunca vou abandoná-la! ”
o celular começou a falhar e quando fui ver estava descarregado. Estranho, pois ele estava coma bateria cheia quando eu saí de casa. Eu parei e quando fui sentar eu vi o diário encima do banco como se eu tivesse o colocado lá, eu fiquei com medo e gritei.
 - ahhhhhhh!
Christian parou o carro na hora e foi pro banco de trás e eu estava chorando de desespero.
 - o que foi? – perguntou desesperado.
 - o-o-o-o d-d-d-d-diário! Tira ele daqui Christian eu não o coloquei aqui! Tira Christian eu não quero morrer! – implorei eu estava chorando e agonizando de medo ele me abraçou e voltou ao volante e dirigiu rápido ate um lugar com uma cara de antigo. “biblioteca.” Pensei.
 - venha eu não quero te deixar sozinha. – falou estendendo a mão.
Eu desci e senti frio, Christian me abraçou e nos entramos. Ele foi à frente e eu vi uma prateleira escrita: feitiços, bruxarias e etc. E eu me sentei e fiquei imóvel quando Christian voltou com uns 20 livros pequenos e um grande ele pagou com umas três notas de 50 e eu fiquei só olhando e me levantei em direção ao carro, tentei ajudar, mas ele não permitiu e eu fiquei encolhida dentro do carro.
Quando chegamos, ele me desceu e eu fiquei com medo: era uma casa branca enorme, e tinha umas grades em volta.
 - a casa do Christopher. – disse percebendo meu desespero.
Eu entrei e ele estava só de bermuda e o Christian olhou com uma cara brava.
 - podia ter avisado que iria tentar seduzir minha namora que eu traria a metralhadora. – falou brincando.
Christopher vestiu uma blusa amarelo, para meu desespero, e ele abraçou o Christian e eu fiquei com uma cara confusa.
 - que foi? – perguntaram em coro.
 - vocês são amigos? – perguntei sentando no sofá branco.
 - desde a primeira serie. Né azedo? – falou Christian com deboche.
 - SC (sem comentários). – respondeu. – o que você comprou?
 - feitiços, bruxarias e etc. – respondeu se jogando no sofá e pegando um livro.
 - eu não quero ler gente. – falei quase chorando.
Eles me olharam e começaram a ler ,eu encolhi no sofá e fiquei com medo do diário aparecer e eu não queria ter nenhuma “visão” nunca mais, eu estava tremendo de medo e os dois me olharam e o Christopher levantou e ia ir ate a cozinha e eu gritei:
 - fica!
Ele olhou pro Christian que fez que sim com a cabeça e ele sentou e virou se pra mim:
 - por que não quer que eu saia daqui?
 - se não tiver vocês dois ele vai voltar e eu estou com medo. – falei.
Ele me abraçou e o Christian fechou a cara e sussurrou:
 - droga! Tenho que dividir minha “muié” com um banana!
Eu dei um tapa na perna do Christian que gritou um ai! E eu comecei a rir e peguei um livro com a capa vermelha e comecei a ler.
Um trecho me chamou atenção: “diários eram os principais a serem alvos, eles eram amaldiçoados e a pessoa ou o “escolhido” como chamam, não pode dar o diário para outra pessoa ou a maldição cairá sobre esta. Durante vários anos antes das bruxas se tornarem servos da natureza, 350 pessoas morreram vitimas de maldiçoes a partir de objetos e, cerca de 45% dos casos, eram diários. se caso houvessem caveiras ela eram o significado de morte ”
Eu comecei a chorar e joguei o livro no chão. “então é isso? Eu vou morrer e não posso fazer nada a não ser matar alguém para sobreviver! O que eu fiz? Por que eu? Ah, eu tinha tantos planos, meu futuro, minha carreira, o Christian e o Christopher, me juntar à banda da Jess e das meninas.” Pensei.
Eu me deixei levar pelas lagrimas e os dois me abraçaram, juntos, sem entender.
 - o que houve? – perguntou Christopher desesperado.
Christian abaixou e pegou o livro e leu a parte que tinha minhas lagrimas pingadas e olhou pra mim e começou a chorar. Eu estava à beira da morte e nem tinha me decidido ainda. Eu comecei a chorar mais ainda e Christopher abaixou-se e leu o livro, com o olho cheio de lagrimas falou:
 - não vou deixar você morrer! Dê-me esse diário!
 - não! Eu não vou dar ele pra ninguém! Eu morro e pronto final! Se isso for meu destino, segurei-o. – falei indo ate a cozinha.
Eu subi correndo e lavei meu rosto, eu olhei para o lado e vi uma faca bem amolada e peguei, Respirei fundo e quando ia enfiar a faca em mim uma menininha de cabelo meio azulado, (igual o da Sam só que mais claro) segurou minha mão delicadamente e passou a mão em meu rosto. Colocou encima da mesa e sussurrou:
 - eles te amam Carol. Você não pode os deixar assim. Viva! Eu vou te ajudar, mas você tem que cooperar, ok.
Eu ia responder e ela desapareceu, eu desci e falei:
 - por que não me contou que o Christopher tem uma Irmã?
 - minha Irma esta no EUA fazendo um curso. – falou Christopher sem entender.
 - então a menininha é sua prima, sobrinha ou o que? – perguntei me sentando no tapete.
 - menininha? Que menininha? Só estamos nos três aqui em casa. Tem alguém aqui? – perguntou olhando pra escadaria.
 - eu vi uma menininha de cabelo azul bem claro lá na cozinha. Ai, deixa pra lá, eu devo estar ficando louca. – falei fazendo um não com a cabeça.
 Christian ficou calado e nem olhou pra mim, ele estava olhando pra janela. Eu não entendi, ele sempre falava algo pra descontrair só que agora ele não falou nada. “deve estar pensando.” Pensei.
Christopher foi pra cozinha e eu escutei barulho de microondas “pipoca” pensei. Christian continuou quieto e sem olhar pra mim eu não resisti e me sentei perto dele.
 - eu quero! – falei imitando a voz de um bebê.
 - o que? – perguntou fazendo um sorriso malicioso.
 - um beijo. – falei fazendo bico.
Ele inclinou-se e me “jogou” encima de seu corpo e me beijou. Não delicado como o Christopher, mas bem forte e intenso. El me abraçou e me deixou deitada em seu colo, quando a gente ouviu um barulho e eu voltei pro tapete.
 - quem você ama mais? – perguntou.
 - não começa! – pedi.
 - então reponde. – falou fazendo um bico.
 - hum... O Matt. – brinquei.
 - o que?! O namorado da Sam? O carinha da enfermaria! Nossa você tem péssimo gosto. – falou fazendo uma careta.
 - não sei ainda mais... Eu acho que sou 50% Christian e 50% Christopher. – falei.
 - então eu tenho uma divisão justa: 99,9% eu e 0,1 ele. – ele começou a sorrir eu mostrei língua e Christopher chegou com um balde enorme de pipoca na mão.
 - eba! Pipoca! – falei pegando o balde de suas mãos.
Ele pegou o controle com uma careta no rosto e colocou no desenho “phineas e ferb” Christian fechou a cara, mas não discutiu. Ei fiquei feliz por não precisar ver um filme de terror e deitei no sofá colocando a pipoca no chão. Eles sentaram cada um em um lado do sofá e eu fiquei feliz por não brigarem quando um calafrio passou pelo meu corpo e eu me sentei.
 - que foi? – perguntaram.
 - calafrios. – respondi deitando novamente.
Christian se levantou e pegou a chave do carro e quando estava na porta eu perguntei:
 - onde esta indo?
 - vou conferir se o diário esta dentro do carro. – respondeu saindo.
Eu deitei no colo do Christopher e quando olhei o diário estava debaixo de mim e eu comecei a gritar e chorar.
 - Christian tira ah! Christopher... Eu quero morrer, eu quero morrer tira ele daqui!
Christian entrou correndo e jogou o diário no chão e me abraçou. Eu abracei os dois e comecei a chorar e escutei um ruído e olhei de fininho e vi a menininha pegando o diário e chorando como se estivesse queimando sua mão e eu fiquei triste e ela mexeu os lábios dizendo “esta tudo bem. Isso passa. Lembra o que eu disse? Vou te proteger.”, eu abri um sorriso e o Christian percebeu e perguntou:
 - por que esta rindo?
 - porque sei que não estou doida. Eu tenho um anjinho me protegendo. E não importa se eu vou morrer hoje amanha ou ano que vem, eu amo vocês e isso importa. – respondi abraçando-os novamente.
Eles sorriram e começamos a cantar:

Everything about You - One Direction

You know I've always got your back girl
So let me be the one you can run into, run into, run in
I say this, cause it's a matter of fact girl
You just call my name
I'll be coming through, coming through, I'll get coming

On the other side of the world
It don't matter, I'll be there in two, I'll be there in two, I'll be there in two
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to

It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch, baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like every party it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you

Yes, I like the way you smile with your eyes
Other guys see you but they realize that it's my, my loving
There's something about your laugh that it makes me want to have to
There's nothing funny so we laughing, no-no-nothing

Every minute, it's like a last song
Let's just take it real slow
Forget about the clock, that's tick-tick-ticking
I still feel it every time
It's just something I have to do
Now ask me why I want to

It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
The way you make it feel, new, new, new
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too
It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you

And you have always been the only one I wanted
And I wanted you to know without you I can't face it
All we wanna have is fun
But they say that we're too young
Let them say that they want

It's everything about you, you, you
Everything that you do, do do
From the way that we touch baby
To the way that you kiss on me
It's everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
Like everybody, it's just us too
And there's nothing that could want too

It's everything about you, you, you
Everything about you, you, you
It's everything that you do, do do
It's everything about you.

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