domingo, 28 de outubro de 2012

Encerrando

ola,
bem, como poucas pessoas estão lendo e como eu só tenho 3 seguidores, eu resolvi encerrar por aqui. talvez eu escreva mais, mas com uma condição: no minimo 10 seguidores.
desculpa eu estar fazendo uma chantagem, mas eu nao vou ficar escrevendo para 2 ou 3 pessoas lerem. sinto muito, mas vou esperar ate quarta e se nao houver 10 seguidores  vou excluir o blog.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sigam o blog! eu aceito ideias!

pra todos que leem o "School of clashes"
queria pedir para que vocês sigam o blog e comentem o que vocês estão achando da historia.  eu estou sem ideia pra fazer os próximos capítulos e peço que se tiverem ideia ou sugestões me enviem. 
nao coloquem as ideias nos comentários senão pessoas vão copiar e depois vão dizer que eu estou copiando delas.(acreditem, sou eu que excluo os comentários todos os dias)
se você já leu todos os capítulos me envie suas ideias via e-mail: Anasenpai12@gmail.com
e se forem boas ideias eu publico um novo capitulo com elas.
nao deixem esse blog morrer! o que estão esperando? escrevam!
ah e mais uma coisa eu estou aceitando desenhos dos meus personagens. os 10 melhores desenhos ganharam um personagem na historia e vão poder ser Admin do blog. sugestões comentários,ideias e desenhos estou a ouvidos de vocês.
 obrigado.

Linda ela não?! 

Sentimentos confusos


Antes de começar o capitulo eu tenho que falar umas coisinhas:
Eu agora vou colocar POVS na minha historia. O que é isso? Bem, por exemplo, se eu colocar no meio do texto: pov Christian ou com o nome de qualquer personagem, vai ser como se esse personagem estivesse contando não a Carol. Ah e tem também os flashbacks (vocês já devem saber o que eh isso) vai funcionar assim: quando eu colocar flashback on, significa que é o inicio da lembrança de algum personagem. E quando eu colocar flashback end. é o fim, vão entrar personagens novos e sair alguns que já estavam na historia. O capitulo vai ser cheio de surpresas! Começando:

Sentimentos confusos

Eu fiquei sem conseguir dizer uma palavra. O Christian estava mais concentrado no volante e depois que percebeu meu silencio olhou pro lado.
 - o que isso esta fazendo aqui? – perguntou tirando o diário do meu colo.
 - eu não sei. Apareceu derrepente como acontecia antes. Eu estou com medo Christian. – falei olhando pra janela em esperança da algum sinal da baby lux.
Ele jogou o diário pela janela do carro e fechou a janela furioso.
 - Christian eu to com medo. – falei cobrindo meus braços com minhas mãos.
 - eu vou te levar pra sua casa. – falou secamente.
Eu me encolhi no banco e mesmo com as janelas fechadas, eu ainda estava com muito frio. Christian não me disse uma palavra enquanto me levava, era estranho, porque ele era do tipo de pessoa que me ajudava sempre mesmo eu conhecendo ele ha cinco dias eu o amava. Eu decidi quebrar o silencio:
 - ah, e em relação ao trabalho que a Jess tinha dito. A gente vai fazer mesmo?
 - bem... Eu não sei. Talvez sim, talvez não. Mas isso não vem ao caso. Esta melhor? – perguntou e eu senti certa insegurança em sua voz.
 - um pouco melhor. Eu ainda estou com frio, mas pelo menos não estou com medo. – menti.
 - ok então. Eu vou sair pra resolver umas coisas e não vou dormir com você hoje. – falou e eu tremi. A coisa que eu menos queria era dormir sozinha. Eu sozinha era como um imã para aquele diário maldito.
 - tudo bem. Então te vejo amanha? – perguntei percebendo meu prédio logo à frente.
Ele não respondeu apenas saiu do carro e me abraçou forte e me deu um beijo tão profundo que senti lagrimas correndo de seus olhos.
 - viver cada momento como se fosse o ultimo. – ele disse aquilo e me partiu o coração, parecia uma despedida.
 - eu te amo muito. – eu disse, mas não fazia idéia do porque.
 - eu também. Para sempre. Agora tenho que ir. – ele me abraçou forte e saiu disparado com o carro me deixando com medo e frio na porta do prédio onde não havia ninguém. Só eu e minha solidão.

POV Christian

Eu sai disparado com o carro chorando muito e com o coração partido de deixá-la sozinha daquele jeito. Eu mal consegui enxergar o asfalto com tantas lagrimas e com tanta dor. Eu peguei o telefone do meu bolso e liguei para a pessoa que eu sabia que melhor podia explicar para a Carol o que eu estava fazendo: Matt.
- alo? – perguntou com a voz sonolenta.
- Matt, sou eu Christian. Escuta eu preciso que você conte algo a Carol por mim, mas, por favor, tente ser “delicado” com ela. Ela já esta machucada demais e eu não queria, mas foi preciso.
- claro, pode contar comigo cara. Diga. - ele tinha me deixado menos culpado, mas ainda estava arrasado.
Eu contei tudo a ele que parecia estar arrasado comigo e triste pela Carol. Como eu a conhecia sabia que ela não teria um bom comportamento em relação a isso mais era isso. Eu tinha minha vida. Eu chorava a cada palavra que eu dizia e ele parecia perceber e dizia para que eu ficasse calmo.
- Eu tinha tanta coisa para contar pra ela. Tantos planos, tantas esperanças. Eu acabei estragando tudo. Será que um dia ela vai me perdoar? – eu falava chorando e sentindo uma dor enorme no peito.
- eu não sei cara. Ela com certeza vai tentar fazer algo contra ela mesma ou se culpar, mas com o tempo ela vai seguir em frente. Você errou muito cara. Mas agora você só tem que fazer o que seu coração manda. Eu tenho que desligar a Sam está aqui em casa e esta com ciúmes de eu falando no telefone. Tchau Christian. – falou não me dando tempo para despedir-me dele.
 - tchau Matt. – sussurrei no telefone.

POV Carol

O Christian estava estranho comigo. Ele tinha dito que eu ia dormir na casa dele, mas parece que depois do diário ele nem se lembrava disso. Eu soltei meu cabelo e vesti uma camisola branca e dormi.


Eu acordei mais cedo eram 04 horas da manha e eu perdi totalmente o sono. Eu fui tomar banho e lembrei-me de quando eu tinha oito anos e conheci meu melhor amigo: Kyle.

Flashback on:

- filha cuidado quando for brincar lá fora. – era minha mãe sempre preocupada comigo.
- ta bom mãe! Eu já sou bem grandinha não se preocupe comigo. – berrei do quintal.
Eu saí cantarolando pelo jardim e vi umas flores roxas lindas. Eu corri em direção a elas ate que o espinho de uma rosa arranhou minha perna e eu cai no chão.
 - ai! – gritei e fiquei sentada no chão com as mãos encima da perna.
Um menino que parecia ter uns nove anos pegou uma flor roxa e deu um beijo nela e me entregou.
 - sou o Kyle. Esta doendo? – perguntou olhando o sangue na minha perna.
 - sim. Sou Carol. Pode me ajudar? – eu olhei pra cima e vi que ele tinha os olhos verdes e o cabelo castanho escuro, ele era tão lindo. Eu fiquei um pouco incomodada por ele estar tão perto de mim e ele saiu.
Cerca de 5 minutos depois ele voltou com um curativo e uma toalha molhada nas mãos.
 - posso? – perguntou tocando de leve minha mão.
 - não! Vai doer. – falei com medo.
 - não vai não. – ele tirou minhas mãos da minha perna e me olhou nos olhos e tirou minhas mãos de leve da minha perna e eu fiquei olhando para aqueles olhos lindos e me perdi por um segundo e ele colocou o curativo.
 - pronto. – falou sorrindo. – eu te disse que não ia doer nada.
 - obrigada Kyle. – minha voz parecia de uma garotinha de cinco anos e eu me levantei com dificuldades e ele me ajudou passando a mão na minha cintura e me levantando. Eu o abracei e a gente saiu andando e conversamos sobre nossas brincadeiras e ele me disse que era novo na cidade.

Os dias iam se passando e se transformaram em anos, e eu e Kyle éramos cada vez mais próximos. A gente não brincava mais como antes eu tinha 12 e Kyle 13. Eu tinha dado meu primeiro beijo nele e a gente disse que ia se casar, mas o tempo parecia complicar tudo. A gente estudava na mesma escola e as meninas diziam que a gente era namorado, mas eu nunca o olhava daquele jeito. Era só amizade, ou não?!

Um dia ele chegou à escola com uma cara triste e não me disse uma palavra.
 - Kyle esta tudo bem? – perguntei preocupada.
 - não muito. Carol, a gente é amigo há muito tempo. E você sabe que eu nunca te deixaria, mas infelizmente vou ter que deixá-la agora. – aquilo me deixou muito triste, ninguém tinha me deixado antes. E Kyle era especial e eu não podia perdê-lo.
 - por que? – perguntei já trasbordando em lagrimas.
 - minha mãe vai mudar de cidade para uma cidade maior. Eu sinto muito Carolsinha. – ele limpava as lagrimas do meu rosto e eu fazia o mesmo com as dele.
 - ainda vamos nos casar, né? – perguntou me fazendo rir.
 - claro. Cadê minha aliança? – perguntei e ele riu.
Ele pegou um anel do bolso e era de ouro com uma pedrinha de diamante.
 - minha avo me deu. Ela disse que era pra uma garota especial, e logo pensei em você. E então quer se casar comigo? – ele ria, mas eu estava surpresa.
 - Kyle! Talvez a gente nunca mais se veja e você esta me dando a aliança de sua avo?! – eu estava chocada.
 - eu não ligo. Quero você pra sempre. Casa comigo? – ele olhava dentro dos meus olhos e eu estava chocada. “como um garoto de treze anos me pede em casamento assim!” pensei.
 - ta. Aceito.  – ele pegou o anel e colocou no meu dedo e me abraçou.
 - agora eu preciso ir. – ele me deu um selinho e saiu sem me dar tempo de dizer nada.
Eu chorei sozinha. Eu estava só no mundo agora. Kyle era meu único amigo e eu tinha perdido ele. Minha vida tinha virado um caos. O único que resta é o anel que me lembra ele. Acho que nunca mais vamos nos ver.

Flashback end.

Eu vesti um vestido branco curto de florzinha e peguei o anel dentro da minha mala que não tinha sido desfeita. Eu olhava aquele anel e me lembrava do Kyle, meu melhor amigo, meu primeiro amor, meu primeiro beijo, minha primeiro decepção. Eu o coloquei no meu dedo e passei um gloss e peguei minha mochila e fui pra escola olhando pro anel. Eu tinha aquele anel ha cinco anos.
Eu passei na enfermaria e vi o Matt mexendo em uns papeis.
 - oi Matt. – cumprimentei feliz.
 - ah, oi Carol. – falou. – espere isso ai no seu dedo é um anel, e você está feliz e de vestido colorido?
 - o passado me deixa mais feliz do que o futuro. Você viu o Christian? – perguntei escorando na porta.
 - era sobre isso que eu queria falar com você. Bem, o Christian... Foi embora. – eu congelei me veio o sentimento de raiva, culpa tristeza, medo, ódio. Eu não sabia o que sentir. Lagrimas caiam sobre meu rosto e eu sentei no chão e coloquei o rosto sobre meus joelhos e tapei com meus braços. Bubble Wrap (Mcfly). Matt me abraçou e limpou minhas lagrimas me fazendo lembrara novamente de Kyle. Eu o abracei mais forte e o sinal pra ir pra salas tocou. Eu levantei com sua ajuda e sai chorando.

Já na sala eu sentei e fiquei em silencio só observando tudo: o Chris estava encima da mesa brincando com o cabelo da Kath, o Dave estava batendo na mesa com o lápis e cantando. O lugar do Christian estava vazio, a Jess e as meninas entraram na sala e cumprimentaram todos inclusive a mim que respondi com um “sorriso amarelo” e voltei a olhar o movimento da sala quando o professor chegou, eu me surpreendi com algo.
 - gente esse é o novo colega de classe de vocês: Kyle. Ele chegou ontem na cidade e quero que recebam ele sem bolinhas de papel e não cantem, por favor. Kyle você senta ali. – ele apontou para mesa do Christian me causando raiva e o Rapaz de alto uns 1.70 talvez. Ele se sentou no meu lado e estendeu a mão pra mim.
 - prazer em conhecê-la, sou Kyle.
 - Sou Carol. Bem-vindo! Posso ajudar em algo? – perguntei sem empolgação.
 - não! Obrigado, não quero incomodá-la. – eu reconhecia aqueles olhos. Eram verdes e o cabelo castanho escuro. Era o Kyle! Meu melhor amigo! Não acredito! Eu o encarei tentando confirmar se era mesmo ele e eu sorri.
 - que foi? – perguntou percebendo que eu o encarava sorrindo.
Eu levantei a mão e ele viu o anel e abriu um lindo sorriso. O professor saiu da sala com uma papelada e eu levantei e o abracei forte.
- Carol! Quanto tempo! Eu pensei que a gente nunca mais ia se ver. E você cresceu e esta tão diferente. Vem cá me de um abraço.
- eu também Kyle. Puxa você esta tão grande e você esta tão diferente. E ai me conta onde você esteve esse tempo todo? – perguntei feliz tentando enganar meu coração em relação ao Christian.
- eu estava morando lá perto da biblioteca e estava em uma escola lá perto. E você muito aqui ha muito tempo? – ele tocou minha mão com uma expressão feliz no rosto.
- ha uns seis dias.  – eu toquei seu rosto de leve com as mãos e sorri. Kyle estava encantador e não muito diferente. Ele sorria e me olhava da cabeça aos pés. Tantas perguntas, explicações, pedidos de desculpas, sentimentos confusos. Tudo de uma vez em minha cabeça. A traição do Christopher, a ida repentina do Christian, a Sam que eu nem se quer vi hoje, a volta misteriosa de Kyle. Eu estava tão feliz e tão triste.
 - Kyle, eu quero lhe contar tanta coisa. – falei tirando minhas mãos de seu rosto.
 - eu também. – disse e o sinal pro recreio bateu.
 - ótimo. Vem, quero lhe mostrar a escola. – falei puxando ele pela escola toda.
 - bem aqui é a sala de musica das meninas. – apontei pra sala e continuei andando.
 - refeitório. – peguei uma maça e parei.
 - acabamos? – perguntou.
 - não! Quer dizer, não sei se posso te levar ao próximo lugar. – falei desesperada, afinal eu não podia levá-lo lá, era o lugar onde o Christian ficava quando estava triste.
 - hã? Não entendi. Você me leva pra fazer um passeio turístico pela escola e para do nada. O que você tem pra me contar? – perguntou percebendo meu desespero.
Eu olhei o relógio e falei:
 - vamos passear no final da aula e eu te conto tudo.
Ele fez que sim com a cabeça e saiu em direção ao refeitório.
Eu peguei o telefone e disquei o numero do Christian 50 vezes e ele nunca atendia. Eu enviei mensagens e nada. Liguei pra Sam e o telefone estava fora de área. Eu não consegui convencer meu coração de que talvez Kyle fosse uma nova opção. Eu amava o Christian, mas amava o Christopher também. Mesmo depois dos dois terem me chateado e me abandonado eu não sabia se realmente odiava eles. Eu me sentei no chão e fiquei pensando confusa, meus sentimentos estavam confusos e não tinha ninguém para me ajudar.
 - Carol? – eu levei um susto e olhei pra cima era o Christopher.
 - vá embora daqui. – falei com raiva.
 - não posso. Você precisa de mim. – ele se abaixou e sentou do meu lado me deixando furiosa.
 - não preciso! Vaza daqui! Talvez a Katharina precise mais de você do que eu. – eu estava vermelha de raiva.
 - talvez, se eu fosse obrigado a namorar com ela pra não ter que a ver sofrer. – falou calmo.
 - você nunca me beijou daquele jeito. – falei baixinho.
 - você nunca deixou. Era sempre o Christian e Christian. Ha essas horas ele deve estar bem longe daqui e o único que você tem aqui sou eu. – falou colocando a mão em meu rosto.
 - na verdade não. Ela tem a mim agora.  – disse Kyle chegando pela escada.
 - que ótimo! Você já tem outro! To indo embora! Fique ai com esse cara. – falou o Chris indo embora com raiva.
Eu o abracei e ele começou:
 - quem é Christian?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Redes sociais

minhas redes p quem quizer
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Decidida



Eu fiquei olhando pro Chris com a cara furiosa esperando uma explicação e ele simplesmente acenou e continuou se “atracando” com a Katharina. Percebendo que eu estava olhando pra porta da sala enfurecida o Christian falou em meu ouvido:
 - vou te levar pra sala de musica.
Ele se levantou segurando minha mão e fomos andando direto pelo corredor e viramos a terceira esquerda.
 - é aqui. – falou.
Era uma sala media com um piano, um violão marrom e duas guitarras uma preta e outra azul escura.
 - toca pra mim. – pedi.
Ele foi ate o piano e sentou-se.
 - senta aqui comigo. – pediu arredando pro lado.
Ele começou a tocar uma canção linda e eu não fazia idéia de qual era.
 - é linda. – comentei.
Ele parou e olhou o celular.
 - o professor chegou e temos que ir. – explicou.
Ele se levantou e me deu a mão novamente. Quando chegamos à sala o professor estava escrevendo no quadro e nem percebeu nossa chegada. Os meninos estavam com os cadernos abertos, mas não copiavam nada só a hora que o professor virava.
Eu copiei e fiquei escutando o bla bla bla do professor sobre corpo humano e sinal do recreio bateu e todos saíram correndo pra fora da sala. O Christian veio ate mim devagar.
 - as meninas querem que você cante. – falou com indiferença.
 - legal.  Onde estão elas então? – perguntei tentando não parecer nervosa.
Ele me puxou ate a sala de musica que as meninas estavam antes da aula e respondeu:
 - aqui.
Todas olharam pra mim sorrindo e a Jess falou com o Christian:
 - finalmente! Eu achei que a aula nunca iria acabar.
 - me desculpa vossa senhoria. Você sabe que o professor fala mais do que um papagaio. Aqui esta ela, eu vou sair para pegar os lanches e já volto. – respondeu indo em direção ao refeitório.
 - que musica eu canto Jess? – perguntei nervosa.
Ela olho pras meninas elas comentaram algo ate que a Jess gostou da idéia da thayna:
 - My Heart will go on a musica tema do filme Titanic. Seria legal ouvir na voz dela.
 - Carol o que você acha? – perguntou a Jess empolgada.
Eu não respondi e comecei:

Every night in my dreams
I see you, I feel you
That is how I know you go on
Far across the distance
And spaces between us
You have come to show you go on

Near, far, wherever you are
I believe that the heart does go on
Once more you open the door
And you're here in my heart
And my heart will go on and on

Love can touch us one time
And last for a lifetime
And never let go till we're gone
Love was when I loved you
One true time I hold to
In my life we'll always go on

Near, far, wherever you are
I believe that the heart does go on
Once more you open the door
And you're here in my heart
And my heart will go on and on

You're here, there's nothing I fear
And I know that my heart will go on
We'll stay forever this way
You are safe in my heart
And my heart will go on and on

Quando eu acabei eu estava nervosa e de cabeça baixa esperando alguma resposta. As meninas começaram a bater palmas e o Christian estava na janela aplaudindo.
 - nossa Carol que voz! – falou a Jess orgulhosa.
Eu estava envergonhada demais pra responder e o Christian chegou com um Cheetos grande e eu olhei com uma cara de fome.
 - esta com fome Carol? – perguntou colocando um Cheetos na minha boca.
 - bem, era só isso a gente vai ensaiar algumas musicas amanha no recreio.  Você vem? – perguntou a Jess em voz alta.
 - claro. – respondi baixinha quase num sussurro.
Eu saí da sala com o Christian que me deu o pacote de salgadinho.
 - não quero que você passe por aqui vamos dar a volta. – falou tentando me levar pra longe do refeitório.
Eu soltei minha mão e fui pro refeitório e quando cheguei lá o Chris estava sentado encima da mesa beijando a Katharina e meus olhos se encheram de lagrimas e eu saí correndo e comecei a chorar e ele me abraçou.
 - o que eu fiz pra merecer isso Christian? – perguntei choramingando.
 - ter se apaixonado por ele. – sussurrou. – agora vamos pra sala. Temos aula de historia e você não pode perder aula mais.
Ele segurou minha mão e me levou pra sala. Chegando eu peguei minha mochila e tirei minha calça preta rasgada e minha blusa de caveira caída no ombro e meu All star.
Eu fui ao banheiro e vesti minha roupa e peguei os sapatos e o vestido que o Chris tinha me dado e joguei do lado na mesa dele.
 - o que isso significa? – perguntou pegando o vestido do chão.
 - significa que eu já fiz minha escolha e não é você. – falei com raiva e fui sentar no fundo da sala bem longe dele.
Ele fechou a cara e eu abri o caderno e fiquei lendo uns textos que o professor pediu e contava cada minuto ate a aula acabar, mas não parecia acabar e eu fechei o caderno e o sinal bateu.
 - aleluia! – berrou o Dave no fundo da sala – tchau gente, tchau Carol.
 - tchau Dave. Tchau meninas. – respondi.
 - tchau Carol. – responderam em couro.
O Christian veio na minha direção e segurou minha mão.
 - vamos embora amor. – disse devagar.
A gente foi andando e eu parei na metade do caminho para falar com ele.
  - Christian, a gente podia dormir no meu apartamento hoje porque minhas roupas estão lá e eu me sinto melhor dormindo em “casa”.
  - ok. Como você quiser, mas eu queria te levar em um restaurante lá no centro da cidade. Posso? – perguntou sorrindo.
  - pode.  – respondi sorrindo.
A gente foi em silencio pelo caminho ate o meu apartamento ele não parecia estar pensando porque suas mãos estavam suando frio.
 - Christian o que foi? – perguntei.
 - nada não. – mentiu.
 - Christian Dankont eu te conheço ha cinco dias, mas é o suficiente para saber que você não esta bem. O que foi? – insisti.
 - eu... Quer dizer, eu tive a sensação de que você estava mentindo pra mim. – falou de cabeça baixa e com a franja no rosto.
 - quando? – perguntei confusa.
 - quando eu te contei meu segredo. Você parecia segura demais para ser também. – falou olhando pra frente e vendo se estávamos chegando.
 - me desculpa. Eu não queria mentir, mas eu achei que faria você se sentir melhor. – falei colocando sua franja atrás da orelha.
Ele sorriu e simplesmente disse:
 - tudo bem.
Eu tirei as chaves da mochila e abri a porta do apartamento estava calmo e a baby lux estava encima da cama com a cara emburrada.
 - meu deus! Que menininha mal-humorada! Falei jogando a mochila no chão.
 - não é culpa minha. Você faz minha cabeça doer tanto, minha sorte é que hoje dói menos. O que você fez de bom? – perguntou com menos raiva.
 - minha decisão. – respondi.
 - ele? – perguntou apontando pro Christian.
 - sim, por que? – perguntei tirando o All Star.
 - ah ainda bem! O Christopher fazia meu coração doer. Ele era muito ruim por dentro. E eu ate gosto desse sujeitinho ai. – falou.
 - sabe Baby lux, você podia ser minha filha. – falou o Christian tentando pega-la.
 - é mesmo. A gente podia a chamar de Carol Dankont ou de Christina Alves. – brinquei.
 - o que?! Os dois são loucos eu não sou filha de ninguém. Ah, eu vou ir embora pra ver se param de tirar sarro da minha cara. – reclamou ela e saiu voando pela janela.
Eu ri e o Christian me carregou e me colocou encima da cama. Ele colocou a mão no meu pescoço e me beijou.
 - eu te amo. – sussurrou.
 - eu também. E o jantar ainda esta de pé? – perguntei.
 - com certeza. Eu vou ir embora pra me arrumar e passo aqui mais tarde, ok? – perguntou.
 - como quiser. – falei indo abrir a porta pra ele.
 “tchau” sussurrou.
 “tchau Christian.” Sussurrei quando ele já tinha ido embora.
Eu abri o guarda-roupa e peguei uns 15 vestidos e leguei pra Sam:
 “preciso de ajuda!”
 “com o que?”
 “roupas.”
 “ok, um minuto.”
Ela bateu na porta e eu atendi e ela olhou minhas roupas.
 - você só tem cores escuras? – perguntou olhando para mim.
 - é. – confessei.
Ela olhou e montou umas combinações com meus vestidos e uma ficou assim:
   

 - essa ficou boa! Experimente. – pediu.
Eu entrei no banheiro vesti e soltei o cabelo.
 - como estou? – perguntei ansiosa.
 - um falta um toque final. Sente-se aqui. – ela pegou o pente encima da minha cama e fez um coque.
Eu levantei e me olhei no espelho e a Sam sorriu.
 - esta linda. – comentou.
 - obrigado. – agradeci indo olhar pro relógio.
 - eu tenho que ir agora eu tenho muito dever de casa. Ate amanha amiga. Me conta tudo do jantar ok? – perguntou saindo disparada pela porta.
Eu fechei a porta e fiquei na janela esperando o Christian por uns 25min e ele chegou e percebeu que eu estava da janela olhando e não subiu.
Eu desci e ele estava encostado no carro com um smoking preto e uma gravata de laço, e uma calça preta.
 - você esta lindo. – falei indo abraçá-lo.
Ele me abraçou e sussurrou: “você também”.
Eu entrei no carro e ele ficou em um silencio total e deixou a mão livre por um minuto e eu coloquei minha mão encima da mão dele.
 - eu te amo. – sussurrei.
Ele sorriu e tirou a mão para mudar a marcha do carro.
 - chegamos. – falou indiferente.
Eu desci do carro e vi que era um restaurante enorme e muito refinado eu fiquei morrendo de vergonha.
 - o que foi? – perguntou percebendo meu desespero.
 - nada. É que eu não sou acostumada a ir a lugares assim. – confessei de cabeça baixa.
 - fique tranqüila. Se você quiser a gente pode ir a outro lugar. – falou.
 - não! Quer dizer, não precisa Christian eu estou com você e nada vai dar errado. – falei segurando seu braço.
Ele me guiou ate a porta do restaurante onde um garçom nos levou ate uma das mesas que ficava perto das janelas.
 - achei que você ficaria mais tranqüila perto das janelas.  – falou quase num sussurro.
Ele chamou um garçom e pediu o cardápio e eu fiquei olhando pra fora das janelas.
 - escolha o que você quiser. – disse me entregando um dos cardápios.
Eu olhei e olhei, não tinha absolutamente nome algum que eu conhecesse só um monte de baboseiras.
 - eu preferia uma grande porção de batata frita. – falei tão baixo que esperei que o Christian não ouvisse.
 - eu também. – falou para o meu espanto.
Ele chamou novamente o garçom e pediu uma porção de coisas.
 - uma porção de camarão e salada, com suco de laranja natural pra você e um suco de maracujá pra mim. – falou meio desanimado.
 - por que não vai comer? – perguntei preocupada.
 - não estou com fome. – respondeu tocando a mesa com os dedos.
A gente esperou uns 10 minutos para servirem a gente. Nesse tempo, Christian ficou tão calado quanto um mudo. Por um segundo eu pensei que ele estivesse pensando como sempre ate perceber que ele estava fitando meu rosto.
 - Christian, por que estamos tendo um dia assim? – perguntei tentando quebrar seu silencio.
 - casais comuns têm dias assim. – falou para meu espanto. “casais?” pensei.
O garçom chegou com uma porção de camarão com salada. Colocou o suco na frente do Christian e outro na minha.
 - bom apetite. – falou o Christian ainda meio desanimado.
Eu peguei um garfo e comecei a comer e ele bebia o suco gole a gole fitando-me profundamente.
 - você esta estragando meu jantar com esse olhar. – falei ironicamente.
 - me desculpa. Acontece que eu nunca tinha reparado como você é tão linda. – falou me deixando com vergonha.
Eu terminei de comer e bebi o suco que estava ficando quente de tanto ficar encima da mesa.
 - acabou? – perguntou o Christian empolgado.
 - sim. – falei colocando o copo na mesa.
Ele chamou o garçom e pagou a conta e me puxou pra fora do restaurante.
 - nos vamos a um lugar muito especial, mas primeiro vamos a uma loja. – explicou.
Ele dirigiu rápido e parou em um shopping e voltou sem o smoking e com uma caixa nas mãos.
 - aonde nos iremos você não deve usar um salto tão alto assim. Calce essa sapatilha. – falou colocando a caixa no meu colo.
Era uma sapatilha preta com um lacinho na frente e um laço de fita pequeno atrás.
 - obrigado. – sussurrei.
A gente parou em um lugar iluminado e com muitas crianças: um parque de diversões.
 - não estava esperando isso não é?! – falou com ironia.
Eu sorri e ele me puxou direto pra roda-gigante.
 - é aqui que vamos primeiro. Vou comprara os ingressos me espere aqui. – pediu e saiu correndo feito uma criança.
Eu sentei em um banco e fiquei olhando em volta e vi mães xingando os filhos que estavam correndo pelo parque, garotos de 15 a 18 anos indo atrás de garotas, pais procurando mães que foram atrás dos filhos. E uma moça de cabelos grisalhos e pele branca chegou perto de mim.
 - esta sozinha querida? – perguntou.
 - não. Estou com meu namorado. Ele foi buscar os ingressos. – respondi.
 - hum... Aquele ali? – perguntou apontando pro Christian.
 - ele mesmo. Como soube? – perguntei entediada.
 - bem, ele estava olhando pra você o tempo inteiro e então eu supus: ou ele é seu namorado ou um ladrão querendo roubá-la, mas logo eu percebi que era o Christian e só vim conferir se estava tudo bem. – falou me deixando curiosa.
 - como sabe que ele se chama Christian? – perguntei assustada.
 - prazer meu nome é Clarinha. Baby lux pros íntimos. Fala serio meu disfarce está tão bom assim? – perguntou se olhando em um pequeno espelho que tinha em sua bolsa.
 - ha ha ha! Você me assustou. Não devia sair assustando os outros assim! – falei rindo.
 - desculpa. Eu não sei me comportar bem como humana. – falou. – Christian já está vindo.
 - oi Carol. Quem é esse velho coroca ai? – perguntou ironicamente.
 - eu sou fêmea! E seja lá que signifique coroca eu não sou isso! Christian Dankont. – falou ela enfurecida.
 - calma Clarinha. Eu sabia que era você. Humanos normais não tem o cabelo branco desse jeito. Agora vamos. – falou me puxando pra roda-gigante.
A gente entrou na fila que era pequena e subimos.
 - tem medo de altura? – perguntou ajustando meu cinto de segurança.
 - um pouco. – confessei.
 - então vai ter que ficar de olhos fechados. – falou.
A roda começou a girar e o Christian ficava gritando “uhuuu” o tempo todo. Ele me levou em todos os brinquedos do parque e depois comprou três cachorros-quentes, dois algodoes doces e dois refrigerantes.
 - eu tenho que ir embora. – falei emburrada.
 - ta bom. Vamos. – falou me puxando pro carro.
Ele ficou tagarelando no meu ouvido sobre o parque e os brinquedos e o disfarce da Baby lux. Eu estava morrendo de sono e fingi estar escutando ate que ele me disse algo que me chamou atenção:
 - vai dormir na minha casa hoje.
 - eu não sei... E o seu pai? – perguntei esfregando os olhos.
 - ele foi viajar e volta amanhã à noite. E também eu queria aproveitar uma noite com você e parar de ser medroso. – falou olhando pra frente imóvel.
 - ok. – sussurrei.
eu estava feliz com ele. ele era minha decisão e minha vida. estava tudo bem ate que me deu calafrios e o diário apareceu encima da janela do carro e eu fiquei paralisada de medo.

domingo, 7 de outubro de 2012

Talvez o dia esteja sendo bom demais pra ser verdade


Eu fiz os dois cantarem todas as musicas que eu conhecia em inglês e agente ficou umas 3 horas cantando ate que eles começaram a falar algo que eu não compreendia:
 - ah sabe aquela lagoa lá perto da pista de skate? – começou Christian.
 - a que a gente brincava quando éramos crianças? – perguntou Chris.
 - isso mesmo. A gente podia levar a Carol lá. Você sabe o caminho? – perguntou o Christian se interessando no lugar.
 - hum... Deve ficar depois da rua do restaurante. Não é muito longe, mas hoje esta frio e tarde. A gente pode ir sábado que tal? – perguntou virando se pra mim.
 - por mim tudo ok, mas agora eu quero dormir. Eu não dormi na noite passada e estou exausta. – falei bocejando.
Ele se olharam para decidir que me levava e pra onde levavam.
 - tudo bem você dormir sozinha? – perguntou Christian.
 - o que! Não! Eu não posso dormir sozinha! – gritei fazendo bico.
 - ah, ok. Ela dorme aqui e se você quiser pode ficar também. – disse o Christopher fazendo uma careta.
 - “nem a pau!” eu vou dormir na minha casa! Você que fique aqui com ela! – resmungou Christian saindo correndo pela porta.
Eu fiquei meio sem graça e sentei no sofá e mudei de canal e coloquei bob esponja, Christopher fez uma careta e eu comecei a rir, ele jogou uma pipoca na minha cabeça e eu comecei a rir sem entender e perguntei me lembrando da novela “cheias de charme”:
 - por que fez isso “curica”?
Ele não respondeu e me tacou a almofada, eu ri e joguei uma na sua cabeça e ele protestou:
 - essa doeu! Não vale!
Eu ri e peguei a almofada que tinha caído no chão e voltei a assistir o bob esponja, quando ele se levantou e foi em direção a cozinha. Eu pensei que ele fosse pegar algo, mas um cheiro ótimo de lasanha passou pela sala e fui correndo pra cozinha.

Quando cheguei Christopher estava tirando uma lasanha enorme do forno com três panelas ligadas, e eu abri um sorriso me encostando-me na parede.
 - que foi? – perguntou vermelho de vergonha.
 - eu nunca vi um homem cozinhando. Que fofo! – falei fazendo o ficar roxo de vergonha.  – esta com um cheiro delicioso.
Ele sorriu e pegou um garfo e pegou um pedaço de carne e colocou na minha boca.
 - hum... – falei sorrindo.
Ele colocou uns copos encima da mesa, uns pratos, garfos, facas, colheres e guardanapo.
 - posso colocar pra você ou prefere colocar sozinha? – perguntou me fazendo voltar ao mundo real.
 - eu coloco. – falei indo em direção aos pratos – me diz, por que o Christian não quis dormir aqui hoje?
Ele começou a rir e eu coloquei a comida confusa, quando ele começou a me falar:
 - bem... O Christian me conhece desde pequeno e eu... Fiz... Bem você sabe o que, bem cedo, e todas as namoradas dele ele mantêm bem longe de mim. Eu acho que ele ficou com medo de a gente fazer e ou de vocês dois.
 - não entendi. – falei me sentando-me na mesa.
 - ah! Carol, o que eu quis dizer é que o Christian é virgem! Satisfeita?! – perguntou enfiando um garfo cheio de lasanha na boca.
Eu fiquei boquiaberta e ele começou a rir de mim e eu xinguei:
 - não tem graça!
 - tem sim, olha sua cara! – ele caiu no chão de tanto rir e eu peguei o prato e levei pra sala.
Eu comecei a comer meio sem graça e surpresa e ele veio chorando de rir, mas parou no mesmo instante.
 - me desculpe. Eu sou um safado, egoísta, chato que só se preocupa comigo mesmo. Esta surpresa? – tagarelou e eu fiquei enfurecida e comecei:
 - estou! Puxa e eu que pensei que você era o anjinho e ele não. Agora eu vou dormir aqui e vamos fazer sabe se lá o que e amanha vou chegar ao Christian com a cara de sínica e fingir que nada aconteceu.
 - não vai acontecer nada. Eu sei que você o ama e esta namorando com ele. Nem se você me quisesse eu faria algo, eu jamais trairia meu amigo e você também não. Vou arrumar a cama do quarto de visitas. Eu vou dormir lá. – ele saiu serio e eu fiquei triste por ter sido tão ignorante com ele.
Eu subi mesmo sem saber o caminha e escutei um barulho e o vi lá arrumando uma cama gigantesca de casal.
 - Christopher... – chamei meio sem jeito.
 - sim? – falou sorrindo.
 - posso te perguntar uma coisa. – falei entrando e me encostando-me na parede branca.
 - “one thing?”! Claro, o que?  - perguntou se sentando na cama.
 - se eu o escolhesse você me odiaria?  - perguntei indo em direção a janela.
 - não. A escolha seria sua e eu iria respeitá-la. – falou indo a janela.
Eu fiquei calada e olhei pra fora, era uma vista linda, mas não tinha casas nem luz era somente arvores e arvores. Era estranho uma cidade grande ter uma “floresta” em volta. Eu fiquei admirando tanto a paisagem que o Christopher começou:
 - já fez sua escolha. Eu sei. Eu devo ter algo errado pra você preferir “esse ai” a mim.
 - Chris eu não fiz escolha alguma. Eu só estou perguntando pra saber qual seria sua reação. Acredite, você e nem o Christian me conhecem como acham que conhecem. Eu sou um monstro por dentro e mesmo que eu tente esconder esse lado ruim sempre escapa de vez em quando. – comecei a me lembrar do meu passado tenebroso e me encolhi na janela enorme.
 - bem... E você não gostaria de me contar? Eu sei que aceitaria isso com muita tranqüilidade. – perguntou se jogando na cama e colocando um travesseiro no colo.
 - ta bom. – eu me sentei na cama e encostei-me à cabeceira e comecei:
“na terceira serie eu fiz uma apresentação e dancei com um menino e comecei a gostar dele, anos depois ele ainda estava na escola e se mudou pra minha sala, eu fazia de tudo para ele prestar atenção em mim, eu comecei a virar patricinha e piriguete, eu ficava chamando a atenção dele e todas que chegavam perto dele eu dava um jeito de arrumar uma vingança e eu brigava com todo mundo e não deixava ninguém chegar perto dele, eu comecei a brigar com minhas amigas e falar mal delas, eu briguei com varias delas e estava me transformando em um monstro obcecado por ele, mas aí ele se mudou de escola um ano depois, eu mudei completamente e foi por revoltas que eu virei gótica. Só que antes de ele se mudar para minha sala eu me cortava e tentava me matar.”
 - Uau! Então você mudou muito! – comentou surpreso.
 - Chris me conta de você, o porquê você pediu pra me buscar pra ir à escola quando eu cheguei. – pedi deitando encima da almofada.
 - bem, pra ser sincero quando eu vi seus olhos eu me apaixonei por você na mesma hora. – falou e eu comecei a rir.
Eu fiz uma careta e fiquei deitada olhando pro rosto do Chris, que era lindo, era não era do tipo fechado e pensativo como o Christian e sim aberto, feliz e sorridente. Eu tenho a sensação de que o Christian esta sempre mentindo ou me escondendo algo. Só que o Chris é diferente, é mais intenso, mais verdadeiro. Eu me virei pro lado e ele passou a mão levemente em meu ombro como se quisesse que eu virasse pra ele de volta.
 - que foi? – sussurrei.
 - Moments. – sussurrou me lembrando da musica do one direction.
Eu sorri e ele batucou com o anel o toque da musica e perguntou:
 - se importa se eu dormir aqui?
 - não. – falei sorrindo – só tenho que trocar de roupa e escovar os dentes.
Ele desceu e pegou meu pijama na bolsa e minha escova. Entregou delicadamente e desceu em direção à cozinha. Eu troquei de roupa e fiquei me olhando no espelho e escovando dente só pensando “será que eu deveria ter o deixado dormir comigo mesmo.”, eu esperei ate ter ruídos de que ele tinha voltado e levei um susto quando eu vi a menininha de novo.
 - obrigado. – sussurrei.
 - de nada Carol. – falou com uma voz angelical e eu comecei:
 - o que você é exatamente?
 - sua protetora e anjo. – sussurrou olhando meu pijama. – vai dormir com ele assim?
 - eu não sei. Preciso te perguntar uma coisa! De quem eu gosto de verdade? – perguntei olhando pela fresta da porta para ver se o Chris estava vindo.
 - eu não tenho idéia! Você confunde minha mente quando esta com os dois porque os seus sentimentos são muito fortes. E você já sabe de quem gosta? – sussurrou.
 - eu acho que eu só gosto do Christian porque ele é gótico. Eu não me sinto segura com ele e eu tenho medo de magoá-lo falando alguma coisa.  Com o Chris é diferente, me sinto segura, protegida e mesmo ele sendo um bobão ele me faz muito feliz. – falei.
 - então já sabe sua decisão. Agora Carol eu tenho que ir. Christopher não pode me ver. Ate mais minha amiga. – falou com uma voz infantil e sumiu.
Eu sai roxa de vergonha e o Chris chegou com dois copos gigantes de suco e quatro sanduíches e colocou encima da cama.
 - poxa vida! Meu deus você come demais! – falei assustada.
 - eu sei. Agora abra a boquinha e eu vou colocar um sanduíche aí dentro. – falou pegando um.
 - eu não vou deixar você fazer isso! – protestei.
 - ah vai! Só unzinho! – pediu fazendo cara de cachorrinho abandonado e eu abri e ele começou “o avia esta indo para o aeroporto. Senhores passageiros: dona mussarela e senhor presunto, favor se acomodem que a gente já vai pousar.”
Eu comecei a mastigar e quase engasguei ele começou a rir e eu fiquei com raiva e peguei o cobertor e deitei coma cara virada pro outro lado.
 - posso lhe perguntar uma coisa? – perguntou me virando pra ele.
 - claro. – respondi olhando pra baixo.
 - você me ama? – perguntou me deixando desconfiada que ele tivesse ouvido minha conversa.
 - muito. – falei tentando disfarçar a minha desconfiança.
 - mais do que ele? – insistiu.
Eu suspirei fundo e me sentei de novo.
 - sim, mas eu tenho medo de ter que falar com o Christian e magoá-lo. Eu gosto muito dele, mas eu te amo. Eu entendi isso hoje quando eu estava tentado me decidir e vi a reposta na minha cara. Eu sou a única companhia que o Christian tem e mesmo que a gente termine, eu não vou conseguir deixá-lo e também não vou conseguir ficar perto dele com o coração disparado e meu corpo implorando por ele sem ter que beijá-lo. Eu estou em uma enrascada.
 - então não precisa contar a ele. – falou engolindo outro sanduíche.
 - não posso. Se ele descobrir por outra pessoa vai doer muito nele em mim, por ter o machucado. Eu vou dizer, mas não posso fazer isso sozinha. – falei colocando o lanche no chão – vamos dormir agora.
Ele deitou passando a mão pela minha cintura e eu fiquei bem aquecida e confortável.
 - obrigado. – sussurrei.
Ele sorriu e me beijou levemente, eu fechei os olhos e dormi.
Eu vi o Christian sentado encima do telhado com um casaco preto olhando pro nada, eu saí andando e quando olhei deu rosto estava com uma maquiagem preta borrada de lagrimas de sangue que desciam pelo seu rosto. Fiquei assustada e recuei quando eu esbarrei em algo e olhei pra trás erro o pai dele com uma faca na mão me perseguindo, eu pulei do telhado e caí encima de uma cama gigante e quando olhei o Christian estava morto no chão e a anjinha chegou perto de mim e sussurrou: “você o matou!”, eu comecei a chorar e vi o Christopher com uma coroa dizendo varias vezes: - agora finalmente consegui o que eu queria. Todos em volta estavam mortos e eu estava com uma faca na mão do lado do Christopher com uma coroa e dando risadas perversas
“agora só falta uma.” Pensei, e me vi enfiando a faca na anjinha rindo sem parar.
 - ah! – gritei de medo e quando vi eu ainda estava na cama. “foi só um pesadelo” pensei.
 - Carol! São quatro da manha, a gente ainda tem uma hora, e porque você esta gritando? – perguntou sem abrir os olhos.
 - e-eu tive um p-pesadelo. – gaguejei me deitando de novo.
 - me desculpe eu não sabia. Vem cá! – ele me abraçou e se levantou e eu escutei um ruído.
 - Carol? – falou uma voz doce que eu já conhecia.
 - anjinha! Que bom que você esta aqui! – exclamei e abracei-a forte.
 - vai me esmagar desse jeito! E meu nome é Clarinha!– protestou.
 - eu nem sabia que anjos tinham nome. Posso te chamar de baby lux? – perguntei.
 - baby lux?! Ta bom, mas me diga, você teve algum pesadelo essa noite? – perguntou deitando-se em meu colo feito um bebe.
 - bem, baby lux. Sim eu tive, mas não quero lembrar. – falei estremecendo.
 - tudo bem Carolsinha. – falou se acomodando em meu colo.
 - porque não posso deixar o Christopher te ver? – perguntei.
 - se ele me ver e acreditar na minha existência terei que proteger os dois. – falou espreguiçando em meu colo.
Eu ri dela e ela saiu correndo e o Chris chegou com uma bandeja de café da manha e colocou no meu colo.
 - pra mim? – perguntei impressionada.
Ele fez que sim com a cabeça e desceu de novo. Eu comi e desci para buscar minha mochila e ele estava arrumando a cozinha.
Eu peguei a mochila e tirei minha escova de dente e a toalha, quando eu ia pegar o meu vestido o Chris chegou com uma sacola na mão e me entregou.
Eu abri era um vestido roxo e um sapato:
               
 - eu sei que não faz muito seu estilo, mas você vai ficar linda com eles. – falou um pouco sem graça.
 - você esta brincando?! É lindo! Obrigado. – falei dando um giro com o vestido – agora eu tenho que me arrumar.
Eu subi correndo e coloquei o vestido em um cabide e pendurei encima do Box, e coloquei o sapato encima do tapete.
“obrigado.” Repetia em minha mente. Eu pensei em tudo desde que cheguei à cidade: meus amigos e amigas, o Chris, o Christian, o Matt que era super legal comigo, as aulas que eu tinha perdido eu lavei o cabelo e comecei a me enxugar e vesti o vestido que ele tinha me dado e o sapato, eu achei um pouco diferente do que eu usava, mas estava tão puro... Tão normal... Tão eu. Eu fiquei me olhando e nem passei maquiagem. Saí com o cabelo solto cacheado e o Chris me olhou dos pés a cabeça.
 - esta linda. – comentou.
Eu o abracei e ele abriu um sorriso e me entregou minha mochila:
 - temos aula lembra. – falou indo em direção a porta.
Eu saí e o Christian estava parado em frente a casa discutindo com uma moça mais ou menos de uns 15 anos eu fiquei escondida atrás do carro do Chris escutando:
“a gente terminou há um mês!” – começou Christian.
“e daí? Você ainda me ama gato. Vamos voltar?” – perguntou a moça com uma voz insuportável.
“eu não te amo. E não vou voltar com você! Vim aqui buscar minha namorada e não discutir com você! Vá embora!” – berrou o Christian enfurecido.
“você vai se arrepender Christian! E ha ha ha sua namorada dormiu na casa de outro que gozado.” – falou ironicamente.
“eu confio nela! A Carol é o amor da minha vida e eu nunca amei ninguém assim. A gente esta passando por uns conflitos, mas vai passar e a gente vai ser muito feliz. Agora me de licença.” – aquilo foi uma facada no meu peito o Christian veio andando e chamou e eu saí de trás do carro e o abracei tão forte que a gente quase caiu no chão.
 - você escutou? – perguntou.
 - cada palavra. – respondi segurando na sua mão.
 - então você sabe o tanto que eu te amo. – completou sorrindo – cadê o azedo?
 - esta lá na sala, já deve estar saindo. – respondi e comecei a rir.
 - você esta linda. – falou me rodando.
 - obrigado.  – falei e olhei-o da cabeça aos pés – você também.
 - oi Christian. – disse ele com uma torrada na boca.
 - oi azedo. – disse passando o braço pela minha cintura.
 - ainda comendo Chris? – perguntei segurando o riso.
 - hum, eu tenho muita fome. Acho que eu devo ter algum problema de gula.
Eu comecei a rir e o Christian perguntou:
 - a gente vai no carro de quem hoje?
 - eu tenho que ir à casa da minha avó conferir se esta tudo bem então vocês podem ir sozinhos. Tudo bem pra você Carol? – perguntou piscando o olho.
 - claro, sem problemas. – respondi fazendo um sorriso malicioso para o Christian que ficou vermelho feito um pimentão.
Eu acenei com a mão para o Chris e saí e o Christian começou:
 - como passou a noite?
 - mal. Eu tive um pesadelo, mas a baby lux me ajudou. – falei na certeza de que ele precisava dela tanto quanto eu.
 - baby lux? – perguntou confuso.
 - eu pensei que eu estava ficando louca, mas ela me disse que era um anjo e protetora e eu quero que você acredite em sua existência para que ela possa te proteger. – expliquei.
Ele fechou os olhos e a baby lux apareceu em nossa frente com os braços cruzados e uma cara brava.
 - o que eu disse a você Carol?! – falou furiosa.
 - eu sei o que estou fazendo. Christian essa é Clarinha que eu chamo de baby lux. – apresentei.
 - puxa! Como você é pequena parece um bebe mesmo. – comentou ele e começou a rir.
 - ótimo. Já que não precisam de mim eu vou ir embora. Tchau. – ela saiu e mostrou língua pro Christian.
 - Carol, eu tenho que te contar um segredo. – falou com uma cara de vergonha.
 - eu... Nunca... Eu... Ah, eu sou virgem. Pronto falei. – ele abaixou a cabeça com as bochechas roxas de vergonha.
 - eu não ligo. Também sou. – falei na maior tranqüilidade.
 - então nos dois deixaremos de ser essa noite. – sussurrou em meu ouvido.
Eu fiquei com um pouco de vergonha.
A gente chegou à escola e todos ficaram olhando pra gente, as meninas estavam na sala de musica e eu dei um tchauzinho pela janela. A Sam estava no final do corredor beijando o Matt (beijando nada! Eles estavam se agarrando lá!), eu fiquei surpresa e Christian não pareceu perceber.
Ele pareceu estar pensando (como sempre), e eu precisava conversar com ele quando eu vi a tristeza em seus olhos e meu coração disparou.
 - o que foi Christian? – perguntei preocupada.
 - nada meu amor. Só um pressentimento ruim. – falou jogando a franja no rosto para que eu não pudesse ver sua tristeza.
“detesto pressentimentos ruins.” Pensei. Eu pensei que já tivesse me decidido, mas não era tão fácil quanto parecia. Eu o amava quando estava com ele, mas amava o Chris quando estava com ele. Eu fui em direção a escadaria e puxei-o pelo braço.
 - o que viemos fazer aqui? A aula começa daqui cinco minutos. – falou sem entender.
Eu não respondi e quando chegamos lá encima eu o beijei suavemente, mas ele me puxou e me beijou forte. Ele encostou a testa na minha e sorriu e me abraçou quase me esmagando.
“eu te amo muito.” Sussurrei varias vezes. Quando fui ver eu já estava desmanchando em lagrimas. E percebendo o Christian enxugou elas com a ponta dos dedos.
 - não chora. – pediu.
Uma aura negra veio no meu coração e eu cai de joelhos. Estava doendo muito e o Christian se agachou comigo e me abraçou.
 - Christian, meu coração esta doendo. Eu estou com um pressentimento péssimo. – falei chorando.
“vai ficar tudo bem. Agora vamos pra aula.” Sussurrou me levantando.
Eu andei com ele de volta e dei graças a deus por eu não estar de maquiagem senão eu estaria parecendo uma assombração agora. Eu encontrei a Sam cantando no armaria e fui falar com ele dizendo pro Christian me esperar na sala.
 - pelo que vi as coisas entre você e o Matt estão ótimas.
 - estão mesmo. Olha o que ele me seu. – falou me mostrando um anel de compromisso.
 - é amiga você tem sorte. Eu queria poder me decidir de uma vez por todas e poder ter segurança.  – falei indo ate a sala com ela.
Quando chegamos o Christian estava sentado encima de uma mesa com os meninos batucando na mesa. O Dave me viu e gritou bem alto:
 - Oi Carol!
Eu ri e acenei e olhei pros lados procurando algum sinal do Chris e nada quando olho pra porta ele entra abraçado com a Katharina e eu fiquei vermelha de raiva, ele pareceu não se importar.
 - oi Christopher, oi katharina. – cumprimentei enfurecida.
 - oi Carol. – responderam.
Eu fui pro fundo da sala para onde o Christian estava sentado e passei o braço pela sua cintura...