Eu sai andando e vi o Christian com a cara amarrada olhando pra
janela sem nem perceber que eu tinha entrado, eu estranhei e sai andando ate
minha mesa.
- c-christian? –
gaguejei.
- sim? – respondeu
rispidamente.
- o que houve? –
perguntei com medo.
- nada não! Q-quer dizer
nada com você não, esqueça. – disse se aliviando.
- não vai me contar, ou
não pode? – perguntei levantando da minha mesa e indo ate a dele.
- eu não quero. – disse
lentamente. – esqueça ta legal Ana Carolina! – disse tirando os materiais da
mochila.
- depois a gente
conversa. Só, fique calmo e respira e lembre-se que eu te amo. – disse voltando
a minha mesa.
- e não esqueça que eu a
amo também. – ele sorriu e olhou com uma sombracelha erguida quando entrou uma
mulher na sala ao invés do nosso velho professor.
Alguns meninos abriram um sorriso e um de cabelo loiro e olho
cinza gritou:
- ela esta de volta!
Eu olhei meio confusa os meninos foram abraçá-la menos o
Christian que fechou a cara e saiu da sala jogando o casaco encima da cadeira.
Eu achei melhor não segui-lo e fui falar com o Christopher:
- o que houve com ele?
- quem? Há! Seu namorado?
Não esquenta com ele é que ele não curte muito essa professora E então ele faz
a aula inteira com raiva ele só gosta da aula não da professora. – ele estava feliz,
pois a Kath tinha saído e dado um tempo a ele.
- ah, obrigado. E como
assim ele faz as aulas? Por que ele saiu? – perguntei confusa.
- ah, você não sabe?! Nos
temos educação física uma vez por semana e ela é nossa professora e ela é muito
doce e gentil e o Christian odeia ela eu não sei porque. Agora vamos pra
quadra? – ele apontou pra fora.
- ah, claro. Obrigado
Chris. – eu abri um sorriso e ele o retribuiu ficou feliz por eu o chamar pelo
seu apelido.
Eu sai andando com o Christopher e quando a gente chegou à
quadra eu parei por um segundo e vi uma imagem linda: o Christian sem camisa com
a bola de basquete na mão, ele viu que eu o olhava mandou a bola forte nos
braços do Christopher e veio andando ate mim com o rosto corado:
- o que foi Carol?
- há?Que? . Ah, nada não!
Quer dizer... Ah eu não sei é que eu
nunca te vi assim. – eu fiquei um pouco nervosa porque não sabia o que falar.
- ah relaxa Carol. Poxa,
eu sou tão feio assim?! – brincou.
- você é exatamente o
contrario de feio, mas não quero te ver assim se mostrando para todo mundo. –
brinquei.
- hum, então eu tenho uma
condição. – falou mexendo no meu cabelo.
- qual? – falei
desconfiada.
- Você vai fazer aula
hoje. – ele abriu um sorriso.
- eu? Aula. De que? –
perguntei confusa.
- hum... Natação. – falou
com um sorriso no rosto.
Eu olhei em volta tentando achar alguma piscina e eu não vi
nenhuma, ai me dei conta de que era obvio que era aula de basquete. Eu me virei
pra ele com o rosto corado de vergonha:
- e-eu não tenho roupa
adequada.
- eu fui dormir na sua
casa bobinha. Eu peguei umas roupas pra vc. – ele continuou rindo.
- ah! Christian Dankont
vou matar você! – eu enfureci de raiva e comecei a bater nele que estava mais
rindo do que ligando para meus tapas.
- ah Carol relaxa. Eu só
mexi em algumas gavetas. – sussurrou.
- ta bom, mas aonde estão
minhas roupas? – disse tentando quebra o clima.
- la em cima nos
armários. – disse apontando para o corredor.
- ah, ok então. – disse já indo quando ele segurou meu braço.
- Carol, ela precisa de
você e eu tenho compaixão com os outros e por isso quero que você vá ate La.
Agora pode ir. – ele me soltou e eu subi sem entender nada.
Quando cheguei perto dos armários eu vi a katharina chorando
sentada no chão e o Christopher com a cara enfurecida saiu pisando duro e eu
fui ate ele:
- o que houve Chris?
- nada não! Pergunta pra
esse carrapato ai! – ele apontou pra Kath e saiu pisando duro. Eu me agachei e
virei pra Kath que estava encharcada de tanto chorar:
- o que houve?
- e-e-e-ele brig-g-gou
c-co-comigo. – ela gaguejou tanto que eu não entendi quase nada.
- por? – perguntei
sentando no chão.
- ele disse que me odeia
e que eu sou grudenta, chata, horrorosa e que ele gosta de outra pessoa não de
mim. – disse se acalmando.
Eu engoli a seco e tentei não sair de la correndo para xingar o
Christopher.
- escuta Kath talvez as
vezes você fica muito no pé do Christopher, mas ele não disse por mau. Vai ver
ele estava nervoso por causa de algo e acabou descontando em você. Você é uma
ótima pessoa e ele vai te pedir desculpas ta?! – disse abraçando ela.
- é. Talvez você tenha
razão. Obrigado Carol. – ela saiu sorrindo e o sinal pro recreio bateu e eu vi
o Christian vindo ate mim com uma cara feliz.
- era isso que eu estava
falando.
- eu percebi. E então a
proposta ainda esta de pé? – falei acompanhando ele ate o bebedouro.
- não precisa fazer nada
por mim não. E eu só pedi aquilo para você ajudar a “iludida”, eu vou para de
andar sem camisa por ai promessa. – ele sorriu e se inclinou para beber água e
eu encostei-me à parede de braços cruzados e vi a Jessica vindo em minha direção,
correndo e ela estava animada e começou:
- você já tem o grupo pro
trabalho?
- grupo? Trabalho? Do que
você esta falando? – perguntei confusa.
- ah Jess ela é muito
distraída e nem deve ter percebido do trabalho ontem. – disse o Christian se
metendo na conversa.
- realmente. – ela concordou e se virou pra mim – o
professor disse pra gente que cada um tinha que fazer um grupo com no Maximo
cinco alunos e um deles tinha que ser de outra classe. Você já tem um grupo em
mente?
- ah, eu acho que sim. Né
Christian? – eu me virei pra ele com um sorriso no rosto.
- ah nem pense nisso. Não
vamos fazer grupo com aquele chato. – indignou.
- Jess obrigado por me
informar. Eu vou lanchar com o Christian quer vim? - perguntei.
- não obrigado eu tenho
que ir montar meu grupo e tem ensaio da banda. Tchau Carol tchau Christopher. –
disse indo apressada para a sala de musica.
Eu sai andando seguindo o Christian ate o refeitório. Eu nunca
tinha ido lá, pois as aulas estavam sendo só meio horários por causa de uma
greve e eu achei o refeitório muito grande e tinha mais alunos do que eu
imaginava. Ele saiu me puxando por umas mesas e puxou uma cadeira pra que eu
sentasse. Só tinha meninos la e eu fiquei com um pouco de vergonha e fiquei em
silencio enquanto o Christian foi buscar o lanche. Um dos meninos de cabelo
loiro o mesmo da sala puxou assunto.
- sou Dave, você é nova
aqui não é? - ele estendeu a mão.
- sou sim. Prazer em
conhecê-lo Dave sou Carol. – eu o cumprimentei gentilmente.
- você e o Christian
estão namorando ha quanto tempo? – perguntou me oferecendo batata frita.
- há um dia. – eu aceitei
uma bata e os outros ficaram olhando para mim e eu ignorei.
- hum, ele fala muito de
você. Meus ouvidos já estão ate doendo de ouvir seu nome. – brincou tapando os
ouvidos.
- ah. Vocês nem devem ter
se falado muito esses dias. Fiquei sabendo que a greve estava durando há uma
semana. – disse comendo e mudando de assunto.
- é mesmo. Esse povo
chato faz greve e quem sobra somos nos. Mas cadê o Christian? Ele foi buscar o
lanche ou fazê-lo?! – ele olhou em volta parecendo procurá-lo.
- ah, eu não sei. Não
conheço muito a escola. Ajuda-me a procurá-lo? – disse levantando.
- ta. Vem por aqui. – ele
me puxou ate um pátio (enorme também).
- hum, que droga onde esse
“boy” se meteu! – ele parou e olhou em volta.
Eu andei um pouco a frente e me lembrei do celular e liguei
cinco vezes e só dava ocupado e eu fiquei preocupada.
- Dave... Ah... Liguei cinco vezes e nada. A gente tem que se
preocupar? – eu já estava “roendo as unhas” de preocupação.
- ah... Não. Eu sei aonde
ele esta, mas você terá que ir sozinha, ok? – perguntou bem perto de mim (tão
perto que se o Christian estivesse lá iria matar ele)
- ta, claro. Onde fica? –
perguntei sem me afastar.
- vou te levar.
Acompanha-me? – perguntou já tomando minha mão sem me deixar responder.
Ele me levou ate a quadra e me puxou ate um lugar que ficava ao
lado dela e me segurava pela cintura para a gente andar através de uns
barrancos e ele parou.
- anda só um pouco e já
vai chegar lá. Ah e mais uma coisa quando o Christian vai pra la é sinal de que
ele esta bem triste então não diga pra ele que veio aqui comigo. – ele saiu
andando e eu respirei fundo e andei a frente. Quando cheguei lá o Christian estava
jogando umas pedrinhas na água coma cara triste e um pouco molhada.
- estava chorando? – perguntei-me
aproximando.
- não. Só estava pensando
um pouco em minha vida. Pode chegar perto não vou morder você. – disse sem
virar o rosto.
Eu andei um passo e sentei só seu lado, ele deitou no meu colo e
eu fiz cafuné na cabeça dele que sorriu por meio segundo e começou a falar:
- eu amo você mais do que ele.
- eu sei. – interrompi.
- eu tenho sentimentos,
tiro todo meu tempo o mundo pra ficar perto de você e sou o único que te entende.
– continuou aumentando a voz.
- sei disso também. –
disse tentando acalmá-lo.
- e então por que ainda
esta indecisa? – perguntou chorando.
- Christian, eu não queria
vir pra cá! Eu não queria ter conhecido ele antes do que você! Eu não queria
que eu estivesse com o coração divido entre o garoto perfeito e um ogro, gentil
e sem coração! Eu queria continuar minha vida onde eu estava. E eu não sei
porque estou indecisa. – gritei chorando.
Ele virou o rosto e quando me viu chorando me abraçou forte
colocando minha cabeça em seu peito dando para ouvir seu coração. Ele sussurrou
“me perdoe” varias vezes e me colocou em seu colo como se eu fosse um neném eu
fiquei com vergonha, mas como só tinha eu e ele eu fiquei mais relaxada.
- quer que eu cante pra você?
– perguntou.
- quero. – disse com a
voz falhada.
- ok. – disse e começou:
Gotta be you – One direction
Girl I see it in your eyes you're
disappointed
Cause I'm the foolish one that you anointed with your heart
I tore it apart
And girl what a mess I made upon your innocence
And no woman in the world deserves this
But here I am asking you for one more chance...
Can we fall, one more time?
Stop the tape and rewind
Oh and if you walk away I know I'll fade
Cause there is nobody else...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...
Now girl I hear it in your voice and how it trembles
When you speak to me I don't resemble, who I was
You've almost had enough
And your actions speak louder than words
And you're about to break from all you've heard
Don't be scared, I ain't going no where...
I'll be here, by your side
No more fears, no more crying
but if you walk away
I know I'll fade
Cause there is nobody else...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...
Oh girl, can we try one more, one more time?
One more, one more, can we try?
One more, one more time
I'll make it better
one more, one more, can we try?
One more, one more,
Can we try one more time to make it all better?
Cos its gotta be you
its gotta be you
only you
only you...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you!
Cause I'm the foolish one that you anointed with your heart
I tore it apart
And girl what a mess I made upon your innocence
And no woman in the world deserves this
But here I am asking you for one more chance...
Can we fall, one more time?
Stop the tape and rewind
Oh and if you walk away I know I'll fade
Cause there is nobody else...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...
Now girl I hear it in your voice and how it trembles
When you speak to me I don't resemble, who I was
You've almost had enough
And your actions speak louder than words
And you're about to break from all you've heard
Don't be scared, I ain't going no where...
I'll be here, by your side
No more fears, no more crying
but if you walk away
I know I'll fade
Cause there is nobody else...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...
Oh girl, can we try one more, one more time?
One more, one more, can we try?
One more, one more time
I'll make it better
one more, one more, can we try?
One more, one more,
Can we try one more time to make it all better?
Cos its gotta be you
its gotta be you
only you
only you...
It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you!