segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sentimentos de um gótico


Eu sai andando e vi o Christian com a cara amarrada olhando pra janela sem nem perceber que eu tinha entrado, eu estranhei e sai andando ate minha mesa.
 - c-christian? – gaguejei.
 - sim? – respondeu rispidamente.
 - o que houve? – perguntei com medo.
 - nada não! Q-quer dizer nada com você não, esqueça. – disse se aliviando.
 - não vai me contar, ou não pode? – perguntei levantando da minha mesa e indo ate a dele.
 - eu não quero. – disse lentamente. – esqueça ta legal Ana Carolina! – disse tirando os materiais da mochila.
 - depois a gente conversa. Só, fique calmo e respira e lembre-se que eu te amo. – disse voltando a minha mesa.
 - e não esqueça que eu a amo também. – ele sorriu e olhou com uma sombracelha erguida quando entrou uma mulher na sala ao invés do nosso velho professor.
Alguns meninos abriram um sorriso e um de cabelo loiro e olho cinza gritou:
 - ela esta de volta!
Eu olhei meio confusa os meninos foram abraçá-la menos o Christian que fechou a cara e saiu da sala jogando o casaco encima da cadeira. Eu achei melhor não segui-lo e fui falar com o Christopher:
 - o que houve com ele?
 - quem? Há! Seu namorado? Não esquenta com ele é que ele não curte muito essa professora E então ele faz a aula inteira com raiva ele só gosta da aula não da professora. – ele estava feliz, pois a Kath tinha saído e dado um tempo a ele.
 - ah, obrigado. E como assim ele faz as aulas? Por que ele saiu? – perguntei confusa.
 - ah, você não sabe?! Nos temos educação física uma vez por semana e ela é nossa professora e ela é muito doce e gentil e o Christian odeia ela eu não sei porque. Agora vamos pra quadra? – ele apontou pra fora.
 - ah, claro. Obrigado Chris. – eu abri um sorriso e ele o retribuiu ficou feliz por eu o chamar pelo seu apelido.
Eu sai andando com o Christopher e quando a gente chegou à quadra eu parei por um segundo e vi uma imagem linda: o Christian sem camisa com a bola de basquete na mão, ele viu que eu o olhava mandou a bola forte nos braços do Christopher e veio andando ate mim com o rosto corado:
 - o que foi Carol?
 - há?Que? . Ah, nada não! Quer dizer...  Ah eu não sei é que eu nunca te vi assim. – eu fiquei um pouco nervosa porque não sabia o que falar.
 - ah relaxa Carol. Poxa, eu sou tão feio assim?! – brincou.
 - você é exatamente o contrario de feio, mas não quero te ver assim se mostrando para todo mundo. – brinquei.
 - hum, então eu tenho uma condição. – falou mexendo no meu cabelo.
 - qual? – falei desconfiada.
 - Você vai fazer aula hoje. – ele abriu um sorriso.
 - eu? Aula. De que? – perguntei confusa.
 - hum... Natação. – falou com um sorriso no rosto.
Eu olhei em volta tentando achar alguma piscina e eu não vi nenhuma, ai me dei conta de que era obvio que era aula de basquete. Eu me virei pra ele com o rosto corado de vergonha:
 - e-eu não tenho roupa adequada.
 - eu fui dormir na sua casa bobinha. Eu peguei umas roupas pra vc. – ele continuou rindo.
 - ah! Christian Dankont vou matar você! – eu enfureci de raiva e comecei a bater nele que estava mais rindo do que ligando para meus tapas.
 - ah Carol relaxa. Eu só mexi em algumas gavetas.  – sussurrou.
 - ta bom, mas aonde estão minhas roupas? – disse tentando quebra o clima.
 - la em cima nos armários. – disse apontando para o corredor.
 - ah, ok então.  – disse já indo quando ele segurou meu braço.
 - Carol, ela precisa de você e eu tenho compaixão com os outros e por isso quero que você vá ate La. Agora pode ir. – ele me soltou e eu subi sem entender nada.
Quando cheguei perto dos armários eu vi a katharina chorando sentada no chão e o Christopher com a cara enfurecida saiu pisando duro e eu fui ate ele:
 - o que houve Chris?
 - nada não! Pergunta pra esse carrapato ai! – ele apontou pra Kath e saiu pisando duro. Eu me agachei e virei pra Kath que estava encharcada de tanto chorar:
 - o que houve?
 - e-e-e-ele brig-g-gou c-co-comigo. – ela gaguejou tanto que eu não entendi quase nada.
 - por? – perguntei sentando no chão.
 - ele disse que me odeia e que eu sou grudenta, chata, horrorosa e que ele gosta de outra pessoa não de mim. – disse se acalmando.
Eu engoli a seco e tentei não sair de la correndo para xingar o Christopher.
 - escuta Kath talvez as vezes você fica muito no pé do Christopher, mas ele não disse por mau. Vai ver ele estava nervoso por causa de algo e acabou descontando em você. Você é uma ótima pessoa e ele vai te pedir desculpas ta?! – disse abraçando ela.
 - é. Talvez você tenha razão. Obrigado Carol. – ela saiu sorrindo e o sinal pro recreio bateu e eu vi o Christian vindo ate mim com uma cara feliz.
 - era isso que eu estava falando.
 - eu percebi. E então a proposta ainda esta de pé? – falei acompanhando ele ate o bebedouro.
 - não precisa fazer nada por mim não. E eu só pedi aquilo para você ajudar a “iludida”, eu vou para de andar sem camisa por ai promessa. – ele sorriu e se inclinou para beber água e eu encostei-me à parede de braços cruzados e vi a Jessica vindo em minha direção, correndo e ela estava animada e começou:
 - você já tem o grupo pro trabalho?
 - grupo? Trabalho? Do que você esta falando? – perguntei confusa.
 - ah Jess ela é muito distraída e nem deve ter percebido do trabalho ontem. – disse o Christian se metendo na conversa.
 - realmente.  – ela concordou e se virou pra mim – o professor disse pra gente que cada um tinha que fazer um grupo com no Maximo cinco alunos e um deles tinha que ser de outra classe. Você já tem um grupo em mente?
 - ah, eu acho que sim. Né Christian? – eu me virei pra ele com um sorriso no rosto.
 - ah nem pense nisso. Não vamos fazer grupo com aquele chato. – indignou.
 - Jess obrigado por me informar. Eu vou lanchar com o Christian quer vim?  - perguntei.
 - não obrigado eu tenho que ir montar meu grupo e tem ensaio da banda. Tchau Carol tchau Christopher. – disse indo apressada para a sala de musica.
Eu sai andando seguindo o Christian ate o refeitório. Eu nunca tinha ido lá, pois as aulas estavam sendo só meio horários por causa de uma greve e eu achei o refeitório muito grande e tinha mais alunos do que eu imaginava. Ele saiu me puxando por umas mesas e puxou uma cadeira pra que eu sentasse. Só tinha meninos la e eu fiquei com um pouco de vergonha e fiquei em silencio enquanto o Christian foi buscar o lanche. Um dos meninos de cabelo loiro o mesmo da sala puxou assunto.
 - sou Dave, você é nova aqui não é?  - ele estendeu a mão.
 - sou sim. Prazer em conhecê-lo Dave sou Carol. – eu o cumprimentei gentilmente. 
 - você e o Christian estão namorando ha quanto tempo? – perguntou me oferecendo batata frita.
 - há um dia. – eu aceitei uma bata e os outros ficaram olhando para mim e eu ignorei.
 - hum, ele fala muito de você. Meus ouvidos já estão ate doendo de ouvir seu nome. – brincou tapando os ouvidos.
 - ah. Vocês nem devem ter se falado muito esses dias. Fiquei sabendo que a greve estava durando há uma semana. – disse comendo e mudando de assunto.
 - é mesmo. Esse povo chato faz greve e quem sobra somos nos. Mas cadê o Christian? Ele foi buscar o lanche ou fazê-lo?! – ele olhou em volta parecendo procurá-lo.
 - ah, eu não sei. Não conheço muito a escola. Ajuda-me a procurá-lo? – disse levantando.
 - ta. Vem por aqui. – ele me puxou ate um pátio (enorme também).
 - hum, que droga onde esse “boy” se meteu! – ele parou e olhou em volta.
Eu andei um pouco a frente e me lembrei do celular e liguei cinco vezes e só dava ocupado e eu fiquei preocupada.
 - Dave... Ah...  Liguei cinco vezes e nada. A gente tem que se preocupar? – eu já estava “roendo as unhas” de preocupação.
 - ah... Não. Eu sei aonde ele esta, mas você terá que ir sozinha, ok? – perguntou bem perto de mim (tão perto que se o Christian estivesse lá iria matar ele)
 - ta, claro. Onde fica? – perguntei sem me afastar.
 - vou te levar. Acompanha-me? – perguntou já tomando minha mão sem me deixar responder.
Ele me levou ate a quadra e me puxou ate um lugar que ficava ao lado dela e me segurava pela cintura para a gente andar através de uns barrancos e ele parou.
 - anda só um pouco e já vai chegar lá. Ah e mais uma coisa quando o Christian vai pra la é sinal de que ele esta bem triste então não diga pra ele que veio aqui comigo. – ele saiu andando e eu respirei fundo e andei a frente. Quando cheguei lá o Christian estava jogando umas pedrinhas na água coma cara triste e um pouco molhada.
 - estava chorando? – perguntei-me aproximando.
 - não. Só estava pensando um pouco em minha vida. Pode chegar perto não vou morder você. – disse sem virar o rosto.
Eu andei um passo e sentei só seu lado, ele deitou no meu colo e eu fiz cafuné na cabeça dele que sorriu por meio segundo e começou a falar:
  - eu amo você mais do que ele.
 - eu sei. – interrompi.
 - eu tenho sentimentos, tiro todo meu tempo o mundo pra ficar perto de você e sou o único que te entende. – continuou aumentando a voz.
 - sei disso também. – disse tentando acalmá-lo.
 - e então por que ainda esta indecisa? – perguntou chorando.
 - Christian, eu não queria vir pra cá! Eu não queria ter conhecido ele antes do que você! Eu não queria que eu estivesse com o coração divido entre o garoto perfeito e um ogro, gentil e sem coração! Eu queria continuar minha vida onde eu estava. E eu não sei porque estou indecisa. – gritei chorando.
Ele virou o rosto e quando me viu chorando me abraçou forte colocando minha cabeça em seu peito dando para ouvir seu coração. Ele sussurrou “me perdoe” varias vezes e me colocou em seu colo como se eu fosse um neném eu fiquei com vergonha, mas como só tinha eu e ele eu fiquei mais relaxada.
 - quer que eu cante pra você? – perguntou.
 - quero. – disse com a voz falhada.
 - ok. – disse e começou:
 Gotta be you – One direction
Girl I see it in your eyes you're disappointed
Cause I'm the foolish one that you anointed with your heart
I tore it apart
And girl what a mess I made upon your innocence
And no woman in the world deserves this
But here I am asking you for one more chance...

Can we fall, one more time?
Stop the tape and rewind
Oh and if you walk away I know I'll fade
Cause there is nobody else...

It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...

Now girl I hear it in your voice and how it trembles
When you speak to me I don't resemble, who I was
You've almost had enough
And your actions speak louder than words
And you're about to break from all you've heard
Don't be scared, I ain't going no where...

I'll be here, by your side
No more fears, no more crying
but if you walk away
I know I'll fade
Cause there is nobody else...

It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you...

Oh girl, can we try one more, one more time?
One more, one more, can we try?
One more, one more time
I'll make it better
one more, one more, can we try?
One more, one more,
Can we try one more time to make it all better?

Cos its gotta be you
its gotta be you
only you
only you...

It's gotta be you
only you
It's gotta be you
only you!

Eu cantei junto com ele, que ria de mim. Ele me levou pra casa e quando eu cheguei la tinha uma caixa preta encima da cômoda e eu fui abri-la... 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Primeiro a felicidade depois a decepção


Primeiro a felicidade depois a decepção

Ele me levou pra um lugar bem alto mais ou menos igual a uma montanha só que mais baixa. Quando chegou la em cima ele tapou meus olho e me fez caminhar um pouco mais a frente quando eu abri o olhos...
 - C-christian que l-lindo. – gaguejei. Era realmente lindo tinha a vista da cidade toda e alguns prédios, mas a noite só tinha as luzes.
 - é realmente lindo mesmo aqui. Senta ai. – apontou pra grama.
Eu olhei pra ele que sentou primeiro e depois sentei a sua frente de um jeito que ele pudesse me abraçar e eu olhei para a cidade inteira que dava pra ver la de cima, era lindo.
 - não vá se acostumando. A senhorita tem que dormir a noite. – resmungou.
 - então você vai ficar comigo no meu quarto. – abri um sorriso de malicia.
Ele me virou e me deitou na grama e me abraçou depois passou os dedos no meu rosto e me beijou e sussurrou:
 - Claro que sim.
Eu coloquei a cabeça no seu peito e bocejei sem querer ele olhou pra mim e disse:
 - vou te levar de volta pra sua suíte.
Ele passou o braço em volta da minha cintura sem me deixar negar e me carregou. “ah, eles pensam que eu não sei andar?!” pensei.
 - Eu te amo. – sussurrou.
Eu o abracei mais forte e sussurrei “eu também”.
Ele abriu um sorriso e me desceu do seu colo e eu olhei em volta e já estava na frente da minha suíte eu peguei a chave e abri a porta ele já estava saindo.
 - Christian você disse que ia ficar. – lembrei.
 - eu vou. Só vou buscar meus materiais. – falou.
 - hum, você promete que vai voltar? – perguntei.
 - claro que sim, eu não vou fugir de passar a noite com a garota mais linda do mundo. – brincou.
 - se fugir vou atrás de você. – resmunguei.
 - ok, toma o endereço da minha casa se eu não voltar vai la me buscar vossa majestade. – ele me deu um papel e saiu.
Eu olhei pro papel e comecei a rir. “que garoto estranho e eu gosto dele.” Pensei. Eu me virei e olhei pro meu quarto que estava todo bagunçado e peguei a vassoura e varri tirei a poeira e passei pano no chão, eu corri e lavei o banheiro (tudo em 30min) e corri pra tomar banho e passei uma maquiagem (sem me vestir) e coloquei um vestido leve azul escuro e fiz um coque no cabelo sentei na cama e coloquei o fone de ouvido e comecei a cantar.
Uns 10min depois eu escutei alguém batendo na porta era o Christian. Ele estava com uma calça com um rasgado no joelho e uma blusa verde escura com um monte de desenhos, estava lindo, eu fechei a porta puxando ele pra dentro e voltei pra cama com o fone na mão ele sorriu e perguntou ironicamente:
 - lembra do que eu disse a você?
 - não. – falei confusa.
 - “eu não pretendo fazer nada que você não queira que eu faça com você ta bom, eu não apressar, a gente se conhece há algumas horas somente”. – lembrou-me.
 - Christian! Por quê? – indignei.
 - porque eu quero seu bem e se conhece há tão pouco tempo. – falou levemente.
Eu engoli a seco e o puxei pra me beijar.
- você é perfeita. – comentou.
 - eu sei mais a gente tem que parar por aqui. – me levantei e sentei em cima da cama.
 - por quê? – ele ficou aliviado mais confuso.
 - olha pro relógio. – eu me virei e mostrei o relógio era 03hor50min.
 - puxa como eu sou desatento. – ele puxou o forro da cama e me deitou. – você tem dormir.
 - tenho, e você também. – falei já me deitando do lado dele.
 - não to com sono. – falou livremente.
 - tudo bem. Christian eu tenho que te falar algo. – falei levemente.
 - diga. – pediu.
 - bem... Antes da gente se conhecer eu estava gostando de outro cara. – falei tentando fazer com que meu coração não disparasse de medo do que ele ia dizer.
Ele me olhou e viu minha cara de insegurança, parou pra pensar por meio segundo e se virou pra mim e começou a rir.
 - garoto do que você esta rindo? Isso é serio ta! – briguei.
 - bem, eu tenho que te revelar uma coisa também. Eu fiquei com umas 100 garotas antes de você. – e caiu no chão de rir de mim.
Eu fiquei roxa de raiva e me virei pro outro lado e cobri o rosto e falei bem alto:
- Christopher Felling.
- o que tem ele? – ele subiu na cama e me olhou com uma cara meio preocupada.
 - era ele o cara de quem eu estava falando. – repeti levemente sem virar o rosto.
Eu escutei ele socar a parede e se deitar no chão depois ele pegou o celular e ficou andando inquieto e eu dormi.
 - vai se atrasar. – disse secamente.
Eu abri os olhos e ele estava com o uniforme e tudo e senti o cheiro de sabonete então provavelmente ele tinha tomado banho. Eu levantei tomei um banho de cinco minutos e ele ficou me olhando sem dizer nada. Eu não sabia o que dizer certamente ele estava assim por ontem a noite então ele quebrou o silencio:
- o que você sente por mim?
- eu o amo. – disse com a voz de medo.
- e por ele? – disse fazendo um C com a mão.
- eu achei que estava gostando dele mais quando vi e pensei. Era somente amizade. – falei devagar.
- tudo bem era só isso. E não precisa ficar com medo de mim, eu me irritei um pouco, mas agora passou e eu ainda te amo. – ele sorriu e pegou a mochila – vamos?
- ta bom, eu só vou ir dar bom dia a Sam, se ela não tiver ido. – eu olhei pro relógio e sai pela porta.
A Sam estava com umas oito garotas, uma altas outras baixas eu simplesmente sorri e acenei.
- Carol, quero te apresentar umas amigas: essas são: Ana Paula(a loira), thayna(a de cabelo castanho escuro cacheado), Ani( a baixinha de cabelo preto), bruna ( a bonita moreninha), Isadora(a de cabelo preto grande), Jessica ( a branquinha de cabelo grande), Gabriela( a de olho meio azul meio verde, sei la), e Ana Caroline( a branquinha de cabelo liso). – disse apontando pra cada uma.
- prazer em conhecê-las e bom dia, Sam eu vou ir rápido porque o Christian ta me esperando. – eu sai correndo e fui pra portaria e ele estava la parado me olhando e começou a rir de novo.
- garoto você só sabe rir! Qual o motivo da graça dessa vez? – resmunguei saindo andando.
- seu namoradinho veio aqui. – disse ele correndo pra me acompanhar.
- eu não sabia que você era louco. Eu só tenho você esqueceu? – disse meio confusa.
- não era eu. Era o Christopher. – disse lentamente.
- o que ele veio fazer aqui! – gritei furiosa.
- calma amorzinho, ele veio perguntar se você estava, acho que ele ia te levar a escola mais eu disse que ela tinha namorado e que eu era ele e ele saiu com raiva e pegou o celular-brega dele e ligou pra alguém. – disse com calma.
- há droga! Eu devia ter falado com ele. É culpa sua! – acusei.
- minha? – indignou.
- sim! Quer dizer não! Ah, eu não sei! Ninguém mandou você ser tão gentil e bonito e me levar pra aquele terraço maldito! Ah, eu sou uma idiota de ter sido tão fácil com você. Eu não quero nem devo estar em um triangulo amoroso. – berrei.
- need not be worried. Just so you decide if your love for me is so strong to his love for him. No matter in your decision, I will love you forever. Forever and ever. (não precisa se ​​preocupar. só assim você decidiu se o seu amor por mim é tão forte que seu amor por ele. não importo com a decisão, eu vou te amar para sempre. para todo o sempre.) – cantou.
 - obrigado. – sussurrei.
 - você vai conversar com ele e explicar tudo o que esta acontecendo e se for ele fique la e eu vou embora sozinho. Se for eu venha me encontrar na escadaria no final da aula, ok? – perguntou serio.
- t-ta b-bom. –gaguejei com medo.
- ta, agora a gente tem aula. Vem? – ele estendeu a mão e eu toquei a mão dele levemente e sai andando ate que eu vi o Christopher socando o armário e fui tentar falar com ele.
- precisamos conversar. – sussurrei olhando pra baixo.
- serio?! – debochou.
- me perdoe? – perguntei.
- por o que? Você acha que estou chateado? Pois bem, não eu não estou e não preciso de vocês monstros sem coração. – indignou. Eu fiquei furiosa por ele nos chamar de mostro, mas eu tinha que me culpar mesmo a culpa e minha não dele e ele foi tão gentil e educado e eu simplesmente o usei.
- Christopher me perdoe, eu ia te contar só que eu não te vi mais e me desculpe pelo Christian ele não pensa antes de falar. Não importa, sou eu quem está pedindo desculpas e gostaria que você olhasse nos meus olhos, por favor. – disse devagar.
Ele virou com uma cara furiosa e me olhou nos olhos aquilo me fez sentir um peso enorme de culpa e eu continuei:
- ontem na sala eu fiquei um pouco curiosa e queria ver o rosto dele e quando ele percebeu que eu estava olhando ele saiu da sala e eu só queria fazer amizade com ele. Ai eu o cumprimentei e me apresentei, ele ficou feliz por eu também ser gótica e a gente conversou la na escadaria e nos divertimos bastante ate que ele perguntou se eu queria sair com ele e eu disse que tudo bem, a gente saiu  e se conheceu melhor do que eu conheci você e depois ele me levou pra minha suíte.
- vocês passaram a noite juntos? – perguntou com o rosto colado com o meu eu me afastei um pouco mesmo não tendo forças pra isso e respondi:
- sim, mas não aconteceu nada.
- me fez perder tempo pra isso? – perguntou com a cara estressada.
- não, o que eu queria te dizer é que eu te amo também. – eu disse aquilo por que era verdade eu também o amava só não queria admitir isso pra mim mesma. Ele me olhou com uma cara de confuso e me abraçou quase me esmagando e eu chorei não sei se era de felicidade ou de medo, mas era muito bom poder falar pra ele o que eu sentei ele olhou pra meus olhos limpou e me disse pra ir pra sala sozinha por que ele não queria confusão com ninguém.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Christian Dankont


Uma observação: eu não me responsabilizo por nada que esse blog influencia, e eu sou gótica sim, que tiver preconceito, por favor, não leia mais por que vai entrar outro gótico na historia.
Começando:

Christian Dankont

Depois que eu sentei com a Katharina a gente copiou uma atividade de historia e ela terminou primeiro que eu e foi pedir ao professor para beber água e saiu feito uma louca. Eu tentei ficar o Maximo quieta possível, mas algo me chamou atenção: um garoto com o cabelo preto, e olhos pretos também, estava sentando sozinho e com a franja jogada no rosto ele estava de preto com crucifixos e batom preto, eu me concentrei ao Maximo para ver seu rosto, mas era impossível ate que ele se virou e percebeu que eu estava olhando e eu fiquei vermelha de vergonha e paralisada por que ele era muito lindo (mais do que o Christopher). Ele se levantou e disse algo ao professor e saiu e eu me levantei logo em seguida e disse ao professor que eu precisava ir ao banheiro ele falou sim e a Julia chegou à sala e eu sai correndo.
 - ei garoto! – gritei.
Ele se virou e olhou pra mim com uma cara de tédio e eu cheguei bem perto e estendi a mão:
 - sou Carol.
Ele me olhou com a cara de confuso e tocou a minha mão e sussurrou em meu ouvido:
 - Christian.
Nessa hora eu morri de choque e fiquei imóvel. “meu deus! Como um cara pode ter uma voz tão linda tão irresistível e ainda sim ficar calado” pensei. Meu corpo ficou imóvel e eu fiquei sem palavras percebendo isso o Christian falou:
 - algum problema?
 - N-não. É que sua voz é l-linda. – gaguejei.
Ele fez uma cara de sem graça e depois abriu um sorriso e começou a mexer nas minhas pulseiras:
 - digamos que agora eu tenha uma companheira.
 - e eu tenho um companheiro também, mas eu tenho que fazer algo com você primeiro espere ai.
Ele fez uma cara de confuso e eu corri para o banheiro e peguei uma toalha que estava em um pacote novinho e molhei e sai correndo de novo, ele me olhou depois olhou pra toalha em minhas mãos e disse:
 - pra que isso?
Eu não disse nada apenas cheguei perto dele que ainda estava confuso e comecei a passar a toalha em sua boca pra tirar o batom e ele não pareceu gostar, mas gostou da parte que eu estava quase colada com ele. Eu joguei a toalha no lixo e olhei e vi que ficou bem melhor sem batom, o Christian pegou um espelho em seu bolso e olhou sua boca e abriu um sorriso e me abraçou forte e puxou ate o terraço da escola.
Ele tapou meus olhos e me fez andar um pouco a frente e me abraçou por trás soltando meus olhos:
 - o que achou? – perguntou.
Eu olhei bem era uma vista linda de umas montanhas e não era a cidade, a cidade ficava do outro lado mais eu nem quis olhar só queria aproveitar meu momento com meu companheiro.
 - é lindo. – respondi.
Ele abriu um sorriso de vitoria e eu o abracei e nos dois começamos a rir ele pegou o seu celular e ligou umas musicas do Evanescence, e sentou no chão eu me sentei a sua frente e ele me abraçou a gente cantou um pouco e eu contei uma piadas e ele ria mais de mim do que delas. Eu contei da minha vida e ele contou da dele e a gente riu bastante ele tirou fotos fazendo caretas e eu ajudei depois a gente comeu o Doritos dele e o meu Cheetos e depois a gente bebeu refrigerante e ele pegou minhas pulseiras e achou uma escrita “1D” e começou a rir e me perguntou:
 - nos somos os góticos mais estranhos do mundo, não somos?
 - é nos somos mesmo.  – concordei.
 - e então que tal a gente fazer coisas de gente normal? – sugeriu.
 - tipo? – perguntei confusa.
 - passear a noite! – exclamou feliz.
Eu parei por um minuto e me lembrei do Christopher e da Sam que ficaria sozinha, mas depois pensei “por que não?” e abri um sorriso malicioso e disse:
 - excelente idéia. Essa noite tudo bem? – apressei.
 - perfeito. Que horas? – ele se encheu de esperança.
 - 00h00min. – falei.
 - não entendi por que meia noite? – perguntou confuso.
 - não é seguro pra nossa espécie sair cedo e aparecer em publico e também por que tem mais estrelas no céu. – fiz um sorriso malicioso.
 - tudo bem, mas Carol eu não pretendo fazer nada que você não queira que eu faça com você ta bom, eu não apressar, a gente se conhece há algumas horas somente. – suspirou.
 - escuta Christian eu gosto de você! Gosto muito e talvez eu só não queira algo mais que beijos, mas somente isso tudo bem, ok. – eu disse sinceramente.
 - tudo bem então. – ele olhou pro relógio – a gente tem que ir logo por que daqui a pouco chega o guarda da escola. Quer que eu a leve embora? – perguntou se levantando do chão.
 - se não for te incomodar em nada. – falei.
 - não, não vai. Agora venha. – ele me ajudou a levantar e me abraçou de novo sussurrando um “obrigado” e saiu com a cara de tédio e jogou a franja no rosto novamente.
Eu não entendi mais me joguei na frente dele e o beijei, era estranho eu beijar ele, mas ele não recusou e depois passou o braço pela minha cintura e saímos andando.
Eu cheguei ao meu apartamento e dei um braço no Christian na portaria eu o convidei pra entrar, mas ele disse “outra hora.”
 - ta, então ate mais tarde. – suspirei.
 - ok, tchau minha linda. – ele me deu um beijo na testa e saiu com cara de tédio.
Eu sai andando e encontrei Sam parada na porta do meu quarto olhando para mim com uma cara de “me deve explicações!” eu olhei pra ela e simplesmente a disse pra entrar e ela se atirou no meu quarto e começou:
 - hoje de manha quando você disse que ia me ajudar custe o que custar isso significava você sair morrendo de dor para me deixar sozinha com o Matt?!
 - sim. Escuta você foi à pessoa mais legal que encontrei aqui e minha única amiga e você o ama e ele te ama e só fiz um favor pra você não precisa ficar zangada. – resmunguei.
 - obrigada Carolsinha. Você é incrível. – ela me abraçou e sorriu e logo foi mudando de assunto:
 - e enquanto a você e o Christian?
 - Bem, a gente conversou, se conheceu, ouviu musica, e eu contei umas piadas sem graça e ele riu mais de mim o que das piadas. – eu fiquei um pouco sem graça ao contar isso pra Sam.
 - nossa! Então você teve uma tarde incrível, mas já indo estragá-la o Christopher ficou morrendo de raiva por que ele viu você indo atrás do Christian. – disse.
 - o que?! – eu entrei em choque eu não vi o Christopher hora alguma como ele me viu Com o Christian?!
 - isso mesmo. Ele ate me perguntou se vocês estavam namorando, mas eu disse que não sabia e ele foi embora roxo de raiva. – disse lentamente.
Eu entrei em estado de choque. Como isso aconteceu? E eu não vi? Eu sou uma imprestável mesmo! Ah, droga como eu ia me explicar para o Christopher?! Bem, pelo menos eu ainda vou sair com o Christian hoje.
 - Sam, eu não quero falar sobre isso não. Mas obrigado pela visita e poderia me deixar sozinha um pouco eu vou tentar dormir para descansar a mente.  – implorei.
 - claro “amiguxa”, descanse bem ate amanha. – ela sorriu e sai cantarolando um “happy Day” e eu deitei e fiquei olhando para o relógio.
Passaram se 3 horas e parecia uma eternidade para mim. O quarto era tão claro que parecia cegar-me e quando eu estava consciente eram 1020min e eu levantei e fui direto tomar banho e passe perfume e cremes e coloquei só um jeans básico e uma blusa preta caída no ombro, mas eu caprichei no “make-up”. Passei um batom roxo e um delineador e maquiagem preta bem forte e por fim coloquei um brinco de estrela e minhas pulseiras e olhei no relógio eram 23horas e 40 minutos e eu fiquei arrumando o quarto para que ele parecesse agradável e escutei alguém abrindo a porta e fui correndo abrir. Era o Christian, ele estava com uma calca jeans e uma jaqueta preta e sorriu e me deu um beijo na bochecha.
 - vamos senhorita? – perguntou.
 - claro meu lorde. – brinquei.
A gente saiu andando e ele me puxou de leve e saiu me puxando pelas ruas e me levou para um lugar bem alto e antes de subir perguntou:
 - tem medo de altura?
 - Não. Onde estamos indo?  - resmunguei.
 -para um lugar bem alto fique calma. - pediu me puxando. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Agora entendi o "school of clashes"


Eu acordei as 05h00min da manha para me arrumar, tomei banho vesti uma jeans, um salto e uma blusa roxa com um colar e uns brincos com caveiras, saí procurando minhas luvas e meu piercing.
 - você é gótica? – sussurrou Sam atrás de mim.
Eu levei um susto e Sam sussurrou umas “desculpas”, eu coloquei as luvas o piercing e me virei pra ela:
 - sou sim. Algo contra?
 - não nada é que vocês são diferentes, sabe curioso. – curioso?Como assim ela estava me chamando de objeto?Aff que raiva dessa garota legalmente fofinha.
Tentei mudar de assunto pra não rolar briga entre a única amiga que eu conheci nesse lugar:
 - tem algum cara interessante la na escola? – fiz uma cara de maliciosa.
 - bem... Tem o Christopher, o Matt da enfermaria, e um carinha gótico la na escola mas ele não fala com ninguém só com os professores e quando tem alguma atividade em dupla, ele faz tudo e fica imóvel. – ela suspirou.
 - bem me conte sobre eles. – insisti.
Ela olhou o relógio e pegou uns horários de aula e sussurrou “ainda temos tempo” e começou a falar:
 - Bem, o Christopher tem namorada, mas eles não são namorados exatamente, ele o déia ela só que ela faz questão de ficar perseguindo ele e não o deixa em paz, ele já tentou se livrar dela mas nada. – ela fez como se estivesse matando uma galinha, eu ri e ela continuou:
 - e o Cara da enfermaria o Matt, ele é bem mais velho, e um pouco brincalhão demais e algumas meninas só se machucam para vê lo, mas ele é um gatinho vale à pena. – ela fez uma cara de triste e ficou em silencio.
Eu entendi, ela gostava dele, mas ele era mais velho do que ela e um pouco “brincalhão” e ela era seria e eu já tinha uma missão: ajudar minha amiga.
 - ei, Sam eu vou ajudar você, custe o que custar.
Ela corou e sorriu, e depois me abraçou eu a abracei de volta e ela olhou pro relógio e disse:
 - eu tenho que ir Carol por que eu pego uma van especial, tudo bem pra você ir sozinha?
Eu me lembrei que o Christopher ia me buscar então balancei a cabeça fazendo um sim e Sam saiu rápida como o vento.
Eu arrumei os matérias de acordo com o horário de aula passei um brilho labial e levei um susto com um grito na janela:
 - Carol, Vamos a gente vai se atrasar!
Eu olhei da janela e ele sorriu acenando eu sorri junto tranquei a porta do meu quarto e desci correndo.
 - oi gata. – disse.
“Ah, la vem ele de novo” pensei.
 - oi. – eu disse secamente.
Ele passou o braço em volta da minha cintura e me abraçou e sussurrou em meu ouvido “eu vim cedo pra gente passar um tempinho juntos”, eu abracei ele de volta e sorri ele olhou pra mim me soltou e saiu andando com uma cara de tédio.
A saiu andando e o Christopher ficou tagalerando sobre a cidade e eu fiquei um pouco triste por sentir falta da minha antiga cidade, ele me viu com uma cara triste e perguntou:
 - algum problema Carolsinha?
Eu suspirei e quando eu ia responder eu levei um tombo no chão e meu salto quebrou e eu torci o tornozelo. Eu comecei a chorar de dor e o Christopher ficou olhando para meu pé e disse “desculpa”, eu não entendi ate que ele tirou minhas sandálias e quebrou o salto e colocou no meu pé e me colocou no seu colo.
Eu fiquei calada um pouco sem graça o Chris olhou meu rosto e com uma mão ele encostou minha cabeça no sei peito e ficou me olhando com uma carinha triste, eu abri um sorriso para tentar animá-lo ele percebeu e me levou pra dentro de uma área verde e me sentou no chão, eu estranhei por que aquilo não era a escola e ele começou a cantar more than this do one direction, eu abri um sorriso e sussurrei “cause i can Love you more than this” ele abriu um sorriso e passou a mão no meu rosto.
Ah não! Não é possível Christopher você tem namorada e a gente se conhece ah dois dias, para garoto.
 - eu to apressando as coisas não to? – perguntou percebendo meu desespero.
 - bem, digamos que sim. – eu disse lentamente.
Ele jogou o corpo encima de e colocou sua testa sobre a minha e perguntou:
 - você gosta de mim?
Eu parei e fiquei viajando em seus olhos por um segundo pensei bem e respondi fazendo outra pergunta:
 -como você sabe?!
Ele sorriu e me deu um selinho e o sinal bateu e ele me levantou e discou um numero e nesse minuto a Sam entrou e colocou meu braço em volta do pescoço dela me ajudando a andar, Christopher me mandou um beijinho e saiu correndo feito um doido.
 - o que ele tem? – perguntei a Sam.
 - ele ta fugindo Da Katharina, a doida por ele. – ela começou a rir.
 - como você sabia de mim e do Chris? – sussurrei.
 - ele é muito meu amigo. – sussurrou ela.
Nesse instante chegou um cara loiro do olho verde/marrom e ela tremeu, eu a encorajei mesmo sentindo dor, ela deu um passo a diante e disse:
 - ei meu amor, temos outra.
Ele virou e ficou todo roxo me segurou e sussurrou algo no ouvido dela e me levou pra enfermaria.
Eu fiquei observando ele limpar o meu machucado e reparei que ele devia ter uns 17 anos, e era bem bonito, mas não tão quanto o Christopher, ele percebeu que eu estava olhando e perguntou:
 - esta doendo?
 - não, imagina (menti). É que você tem talento devia ser medico. – era verdade ele tinha talento mesmo, mas o que ele estava fazendo ali? Trabalho em um misera escola?
  - é que eu amo uma garota e ela estuda aqui e eu tento passar o máximo de tempo com ela só que eu fico um pouco bobo quando estou perto dela e não penso em nada o que fazer ou falar só nela. – ele suspirou.
“Ai que romântico!” pensei, meu plano vai ser mais fácil do que eu imaginava mais eu ainda tinha um longo passo: fazer com ele tentasse pensar enquanto estivesse com ela, não parece ser difícil, mas ele estava sendo sincero e seu rosto dizia “preciso de ajuda” pra mim, eu o olhei e dei um grito:
 - Saaaaaam!
Ele se assustou na mesma hora mais ficou feliz por eu chamar a Sam, ela veio correndo e da janela perguntou “que foi?” eu simplesmente respondi:
 - fique aqui comigo. – eu abri um sorriso de malicia e ela ergueu uma sombra celha com uma cara de “o que você esta tramando”, e eu me virei para o Matt e disse:
 - tudo bem se minha ficar aqui ate você acabar?
 - C-claro. – gaguejou, eu já ia por meu plano em ação e então peguei o telefone enviei uma mensagem para o Christopher dizendo “venha na porta da enfermaria e me chame, diz que é particular e me tira daqui”.
 Eu disse para o Matt que meu tornozelo estava melhor e que eu agüentava andar e ele pegou uma bolsa de gelo e colocou então o Christopher chegou e falou na porta:
 - Carol, precisamos conversar em particular.
Eu não hesitei dei um obrigado ao Matt e disse para a Sam me esperar que eu voltava e sai como Christopher, que sem entender nada perguntou:
 - por que me pediu pra fazer isso?
 - eu estou ajudando a Sam a ficar com o Matt, e era minha chance de deixar os dois a sós.
 - só você mesmo, por isso eu amo você! – ele sorriu ironicamente e pegou minha mão levando-a em seu rosto quando ele ia me beijar ele ouviu um grito bem alto.
 - ah droga! – suspirou.
 - o que foi? – perguntei preocupada.
Ele me olhou com uma cara de dor, e sussurrou fechando os olhos:
 - katharina.
Eu abaixei a cabeça pra pensar um pouco e tive uma idéia. Levantei o rosto e disse a Christopher na se preocupar e sai mancando ele me olhou com uma cara de “o que você esta tramando?!” e veio me ajudar a andar.
 - ah, Chris como eu vou te ajudar se você não me deixar sozinha! – resmunguei e ele começou a rir e repetiu ironicamente “te ajudar”.
 - eu vou te levar ate a enfermaria e depois eu vou me esconder em algum lugar.
 - ok, então rápido me diz com é essa tal de Katharina. – pedi tentando apressar o passo.
 - bem... – suspirou – ela usa roupa de patricinha, mas tem uma carinha de legal, ruiva e muito distraída por que passa o tempo todo me perseguindo. – ele ficou com raiva por eu perguntar dela.
 - ei, eu vou te ajudar a se livrar dela pra gente ficar juntos e não pra criar briga. – eu o beijei e ele sorriu.
 - tudo bem então, sem brigas. – ele me deixou na enfermaria e saiu meio “fugindo”.
Eu me virei para o Matt e a Sam eles estavam conversando e bati na porta e sussurrei um “posso entrar?”
O Matt deu um beijo na mão de Sam que ficou toda vermelha e saiu cantarolando e saltando. Eu já um pouco sem graça por ter cortado o clima do casal disse ao Matt:
 - desculpa, eu não devia ter entrado, mas eu não posso ficar muito com o Christopher e meu pé estava doendo. – suspirei, eu realmente não queria estragar nada.
Eu pensei que o Matt ia ficar com raiva ou triste comigo, mas ele só abriu um sorriso e cantarolou um “obrigado Carol, você é demais”. Eu olhei pra ele e sorri. Como um cara pode ser tão legal assim sem estresse e sem preocupação de vida? Parece que ele só tem uma coisa pra se preocupar sua felicidade, e eu admiro isso.
 - Carol, seu tornozelo ta bem melhor e você tem aula agora os mapas estão ali logo à frente, qualquer coisa venha aqui de novo e traga a Sam. – disse.
 - ta bom, obrigado Matt.
 - de nada, ate mais. Diz a Sam que não se esqueça de vir aqui quando a aula acabar. – disse ele me ajudando a ir ate a porta.
 - ta, tchau.
Eu olhei umas listas com o nome e os números da sala de cada aluno, fiquei triste por Sam não ser da minha sala, mas pelo menos era na sala ao lado,e tinha uns nomes: Christopher(ainda bem), Katharina(que droga) e um outro um tal de Christian(ah esse só pode ser o gótico de quem a Sam falou, mas Christian? Todo mundo aqui tem C no nome?!).
Eu sai andando e entrei na classe de cabeça baixa e sentei em um lugar vazio, uns rapazes ficaram falando sobre mim e o Christopher fechou a cara, uma menina ruiva se levantou e veio ate mim:
 - ola, sou Katharina! Kath para os íntimos. – ela abriu um sorriso e estendeu a mão e o Christopher rosnou atrás de mim.
 - oi sou Carol, sei que seremos grandes amigas. – menti.
 - é tomara, quer sentar em dupla comigo?
 - C-claro, obrigado.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Primeiro Dia


 Primeiro Dia (Eu escrevi de novo pra quem não leu)


Cidade nova, vida nova, eu Ana Carolina (ou Carol) detesto cidade grande, e acho que é por isso que eu vou ficar aqui, mas pelo menos eu vou ficar longe da minha Irma chata, eu vou ter paz, mas em compensação...
Eu estava completamente com raiva dos meus pais por eles me deixarem sozinha em uma cidade de desconhecidos pra estudar ainda por cima, ele disseram que é pro meu bem, mas eu detesto cidades grandes prefiro lugares sóbrios.
 - aff, que droga!
Meu celular não pegava de jeito nenhum, não sei se foi por ele estar descarregando ou por eu estar batendo nele.
 - ah, desisto.
Eu sai pisando duro do carro com a mala na mão e andei rápido pra ver se as garotas que estavam em volta paravam de olhar pra mim e pro carro que eu estava saindo. Eu andei rápido e...
 - ai garoto olha por onde anda! - resmunguei.
Ele virou, e eu olhei para seus olhos a azuis e seu cabelo preto lindo ele estava com uma blusa verde e uma calca jeans apertada e ele delicadamente pegou minha mala que caiu no chão, seu celular e falou:
 - desculpa, é que você estava andando tão rápido e eu estava um pouco distraído.
 - T-tudo bem. - gaguejei - eu estava com pressa pra chegar ao apartamento, é que eu não gosto de cidades grandes. 
 - você é nova aqui? - perguntou.
 - sou sim, eu acabei de chegar. - corei.
 - ah como eu sou distraído! Bem-vinda, eu sou Christopher, mas pode me chamar de Chris.
 - eu sou Carol! Desculpe te incomodar sem nos conhecermos direito, mas você pode-me dizer onde fica essa escola. – eu o mostrei o panfleto e ele começou a rir.
 - Garota, não tem aula hoje não, Mas se você aceitar eu passo aqui amanha de manha e “pego” você. Tudo bem?
Ele pegou um papel e uma caneta dentro da mochila e anotou seu numero de telefone, e me entregou.
 - se não quiser que eu venha me liga ta? – disse ele colocando o papel na minha mão.
 - C-claro – gaguejei de novo como um cara que eu conheci á dois minutos se oferece assim pra me levar pra escola? Ele estava pensando que eu era o que? Aff, esse povo de cidade grande.
 - tudo bem então, tchau Carol. – ele me deu um beijo na bochecha e saiu andando com a cara angelicalmente feliz.
 - Tchau. – sussurrei.
Eu sai quase caindo por que fiquei olhando o Christopher, ai que cara lindo e educado! Tudo bem que a gente se conheceu há dois minutos, mas eu já to achando que não vai ser tão ruim morar aqui.
Eu fui direto ao elevador pra subir pro meu quarto e umas garotas ficaram cochichando sobre mim, eu ignorei, e uma menina com o cabelo levemente azulado ela sorriu e disse:
 - me desculpe por elas, mas aqui ninguém se acostuma com pessoas novas. Sou Samanta, mas pode me chamar de Sam.
 - prazer Sam, sou Carol. Poderia por favor, me levar ao meu quarto é que eu to um pouco perdida. - confessei.
 - tudo bem! Vamos.
Sam saiu me puxando feito uma louca por um monte de corredores, ela abriu a porta de um quarto e sussurrou "só seu", e saiu andando. Eu entrei joguei a mala no chão, tirei as purseiras e as sandalias e cai na cama, acho que vô dormir umas 10 horas.