Eu acordei as 05h00min da manha para me arrumar, tomei banho
vesti uma jeans, um salto e uma blusa roxa com um colar e uns brincos com
caveiras, saí procurando minhas luvas e meu piercing.
- você é gótica? –
sussurrou Sam atrás de mim.
Eu levei um susto e Sam sussurrou umas “desculpas”, eu coloquei
as luvas o piercing e me virei pra ela:
- sou sim. Algo contra?
- não nada é que vocês
são diferentes, sabe curioso. – curioso?Como assim ela estava me chamando de
objeto?Aff que raiva dessa garota legalmente fofinha.
Tentei mudar de assunto pra não rolar briga entre a única amiga
que eu conheci nesse lugar:
- tem algum cara interessante
la na escola? – fiz uma cara de maliciosa.
- bem... Tem o
Christopher, o Matt da enfermaria, e um carinha gótico la na escola mas ele não
fala com ninguém só com os professores e quando tem alguma atividade em dupla,
ele faz tudo e fica imóvel. – ela suspirou.
- bem me conte sobre
eles. – insisti.
Ela olhou o relógio e pegou uns horários de aula e sussurrou
“ainda temos tempo” e começou a falar:
- Bem, o Christopher tem
namorada, mas eles não são namorados exatamente, ele o déia ela só que ela faz
questão de ficar perseguindo ele e não o deixa em paz, ele já tentou se livrar
dela mas nada. – ela fez como se estivesse matando uma galinha, eu ri e ela
continuou:
- e o Cara da enfermaria
o Matt, ele é bem mais velho, e um pouco brincalhão demais e algumas meninas só
se machucam para vê lo, mas ele é um gatinho vale à pena. – ela fez uma cara de
triste e ficou em silencio.
Eu entendi, ela gostava dele, mas ele era mais velho do que ela
e um pouco “brincalhão” e ela era seria e eu já tinha uma missão: ajudar minha
amiga.
- ei, Sam eu vou ajudar você,
custe o que custar.
Ela corou e sorriu, e depois me abraçou eu a abracei de volta e
ela olhou pro relógio e disse:
- eu tenho que ir Carol
por que eu pego uma van especial, tudo bem pra você ir sozinha?
Eu me lembrei que o Christopher ia me buscar então balancei a
cabeça fazendo um sim e Sam saiu rápida como o vento.
Eu arrumei os matérias de acordo com o horário de aula passei um
brilho labial e levei um susto com um grito na janela:
- Carol, Vamos a gente
vai se atrasar!
Eu olhei da janela e ele sorriu acenando eu sorri junto tranquei
a porta do meu quarto e desci correndo.
- oi gata. – disse.
“Ah, la vem ele de novo” pensei.
- oi. – eu disse
secamente.
Ele passou o braço em volta da minha cintura e me abraçou e
sussurrou em meu ouvido “eu vim cedo pra gente passar um tempinho juntos”, eu
abracei ele de volta e sorri ele olhou pra mim me soltou e saiu andando com uma
cara de tédio.
A saiu andando e o Christopher ficou tagalerando sobre a cidade
e eu fiquei um pouco triste por sentir falta da minha antiga cidade, ele me viu
com uma cara triste e perguntou:
- algum problema
Carolsinha?
Eu suspirei e quando eu ia responder eu levei um tombo no chão e
meu salto quebrou e eu torci o tornozelo. Eu comecei a chorar de dor e o
Christopher ficou olhando para meu pé e disse “desculpa”, eu não entendi ate
que ele tirou minhas sandálias e quebrou o salto e colocou no meu pé e me
colocou no seu colo.
Eu fiquei calada um pouco sem graça o Chris olhou meu rosto e
com uma mão ele encostou minha cabeça no sei peito e ficou me olhando com uma
carinha triste, eu abri um sorriso para tentar animá-lo ele percebeu e me levou
pra dentro de uma área verde e me sentou no chão, eu estranhei por que aquilo
não era a escola e ele começou a cantar more than this do one direction, eu
abri um sorriso e sussurrei “cause i can Love you more than this” ele abriu um sorriso e passou a mão no meu rosto.
Ah não! Não é possível Christopher você tem namorada e a gente
se conhece ah dois dias, para garoto.
- eu to apressando as
coisas não to? – perguntou percebendo meu desespero.
- bem, digamos que sim. –
eu disse lentamente.
Ele jogou o corpo encima de e colocou sua testa sobre a minha e
perguntou:
- você gosta de mim?
Eu parei e fiquei viajando em seus olhos por um segundo pensei
bem e respondi fazendo outra pergunta:
-como você sabe?!
Ele sorriu e me deu um selinho e o sinal bateu e ele me levantou
e discou um numero e nesse minuto a Sam entrou e colocou meu braço em volta do
pescoço dela me ajudando a andar, Christopher me mandou um beijinho e saiu
correndo feito um doido.
- o que ele tem? –
perguntei a Sam.
- ele ta fugindo Da
Katharina, a doida por ele. – ela começou a rir.
- como você sabia de mim
e do Chris? – sussurrei.
- ele é muito meu amigo.
– sussurrou ela.
Nesse instante chegou um cara loiro do olho verde/marrom e ela
tremeu, eu a encorajei mesmo sentindo dor, ela deu um passo a diante e disse:
- ei meu amor, temos
outra.
Ele virou e ficou todo roxo me segurou e sussurrou algo no
ouvido dela e me levou pra enfermaria.
Eu fiquei observando ele limpar o meu machucado e reparei que
ele devia ter uns 17 anos, e era bem bonito, mas não tão quanto o Christopher,
ele percebeu que eu estava olhando e perguntou:
- esta doendo?
- não, imagina (menti). É
que você tem talento devia ser medico. – era verdade ele tinha talento mesmo,
mas o que ele estava fazendo ali? Trabalho em um misera escola?
- é que eu amo uma
garota e ela estuda aqui e eu tento passar o máximo de tempo com ela só que eu
fico um pouco bobo quando estou perto dela e não penso em nada o que fazer ou
falar só nela. – ele suspirou.
“Ai que romântico!” pensei, meu plano vai ser mais fácil do que
eu imaginava mais eu ainda tinha um longo passo: fazer com ele tentasse pensar
enquanto estivesse com ela, não parece ser difícil, mas ele estava sendo
sincero e seu rosto dizia “preciso de ajuda” pra mim, eu o olhei e dei um
grito:
- Saaaaaam!
Ele se assustou na mesma hora mais ficou feliz por eu chamar a
Sam, ela veio correndo e da janela perguntou “que foi?” eu simplesmente
respondi:
- fique aqui comigo. – eu
abri um sorriso de malicia e ela ergueu uma sombra celha com uma cara de “o que
você esta tramando”, e eu me virei para o Matt e disse:
- tudo bem se minha ficar
aqui ate você acabar?
- C-claro. – gaguejou, eu
já ia por meu plano em ação e então peguei o telefone enviei uma mensagem para
o Christopher dizendo “venha na porta da enfermaria e me chame, diz que é
particular e me tira daqui”.
Eu disse para o Matt que
meu tornozelo estava melhor e que eu agüentava andar e ele pegou uma bolsa de
gelo e colocou então o Christopher chegou e falou na porta:
- Carol, precisamos
conversar em particular.
Eu não hesitei dei um obrigado ao Matt e disse para a Sam me
esperar que eu voltava e sai como Christopher, que sem entender nada perguntou:
- por que me pediu pra
fazer isso?
- eu estou ajudando a Sam
a ficar com o Matt, e era minha chance de deixar os dois a sós.
- só você mesmo, por isso
eu amo você! – ele sorriu ironicamente e pegou minha mão levando-a em seu rosto
quando ele ia me beijar ele ouviu um grito bem alto.
- ah droga! – suspirou.
- o que foi? – perguntei
preocupada.
Ele me olhou com uma cara de dor, e sussurrou fechando os olhos:
- katharina.
Eu abaixei a cabeça pra pensar um pouco e tive uma idéia.
Levantei o rosto e disse a Christopher na se preocupar e sai mancando ele me olhou
com uma cara de “o que você esta tramando?!” e veio me ajudar a andar.
- ah, Chris como eu vou
te ajudar se você não me deixar sozinha! – resmunguei e ele começou a rir e
repetiu ironicamente “te ajudar”.
- eu vou te levar ate a
enfermaria e depois eu vou me esconder em algum lugar.
- ok, então rápido me diz
com é essa tal de Katharina. – pedi tentando apressar o passo.
- bem... – suspirou – ela
usa roupa de patricinha, mas tem uma carinha de legal, ruiva e muito distraída
por que passa o tempo todo me perseguindo. – ele ficou com raiva por eu
perguntar dela.
- ei, eu vou te ajudar a
se livrar dela pra gente ficar juntos e não pra criar briga. – eu o beijei e
ele sorriu.
- tudo bem então, sem
brigas. – ele me deixou na enfermaria e saiu meio “fugindo”.
Eu me virei para o Matt e a Sam eles estavam conversando e bati
na porta e sussurrei um “posso entrar?”
O Matt deu um beijo na mão de Sam que ficou toda vermelha e saiu
cantarolando e saltando. Eu já um pouco sem graça por ter cortado o clima do
casal disse ao Matt:
- desculpa, eu não devia
ter entrado, mas eu não posso ficar muito com o Christopher e meu pé estava
doendo. – suspirei, eu realmente não queria estragar nada.
Eu pensei que o Matt ia ficar com raiva ou triste comigo, mas
ele só abriu um sorriso e cantarolou um “obrigado Carol, você é demais”. Eu
olhei pra ele e sorri. Como um cara pode ser tão legal assim sem estresse e sem
preocupação de vida? Parece que ele só tem uma coisa pra se preocupar sua
felicidade, e eu admiro isso.
- Carol, seu tornozelo ta
bem melhor e você tem aula agora os mapas estão ali logo à frente, qualquer
coisa venha aqui de novo e traga a Sam. – disse.
- ta bom, obrigado Matt.
- de nada, ate mais. Diz
a Sam que não se esqueça de vir aqui quando a aula acabar. – disse ele me
ajudando a ir ate a porta.
- ta, tchau.
Eu olhei umas listas com o nome e os números da sala de cada
aluno, fiquei triste por Sam não ser da minha sala, mas pelo menos era na sala
ao lado,e tinha uns nomes: Christopher(ainda bem), Katharina(que droga) e um
outro um tal de Christian(ah esse só pode ser o gótico de quem a Sam falou, mas
Christian? Todo mundo aqui tem C no nome?!).
Eu sai andando e entrei na classe de cabeça baixa e sentei em um
lugar vazio, uns rapazes ficaram falando sobre mim e o Christopher fechou a
cara, uma menina ruiva se levantou e veio ate mim:
- ola, sou Katharina!
Kath para os íntimos. – ela abriu um sorriso e estendeu a mão e o Christopher
rosnou atrás de mim.
- oi sou Carol, sei que
seremos grandes amigas. – menti.
- é tomara, quer sentar
em dupla comigo?
- C-claro, obrigado.
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