quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Penúltimo capitulo: A volta de Christian


 Penúltimo capitulo: A volta de Christian


1 ano depois...

Eu acordei indisposta, ou melhor, doente. Eu não tenho nem ideia do que eu tenho. Só sei que é dor de cabeça, febre e espirro, muitos espirros. Tentei ligar pro Ky pra saber se ele estava bem e se ia vir aqui hoje, mas o celular não atendia. “deve estar dormindo.” pensei.
 - você esta um horror. – sussurrou lux já sem disfarce.
 - isso me ajudou muito sua feia. Cadê o Ky? – perguntei dando mais um espirro.
 - sou sua anja da guarda, não dele. Pra que existe essa coisa ai. – falou apontando pro celular.
- celular, essa é a Clara. Clara, esse é o celular mágico. – eu comecei a rir e espirrei de novo.
- estou pensando seriamente em arrancar seu nariz pra você para de espirrar. – falou grossamente.
 - ei! Eu estou doente não morta, por enquanto. Vai tentar achar o Ky sua chata. – ordenei.
 - ta bom! – gritou voando pela janela.
Escovei os dentes, E deitei novamente e comecei a pensar em tudo que tinha me acontecido desde que cheguei à cidade. Algumas coisas me faziam rir e outras chorar. Talvez naquele momento o meu único motivo pra sorri seria o Kyle, mas o que estava acontecendo entre nos? Era estranho o reencontrar depois tanto tempo o encontrar parecia ser algo tão... Velho! Eu não estava gostando dele, quer dizer não do jeito que eu gostava do Christian, era algo mais pra irmãos. Christian, queria tanto que você estivesse aqui.
 - Carol? – berrou o Kyle entrando pela porta.
 - meu nome. Eu te liguei mil vezes sabia? – perguntei já com dificuldade pra respirar.
 - eu vou te levar ao medico. Troque de roupa. – pediu.
 - não com você aqui. – falei mostrando língua.
 - eu não teria problema algum em relação a isso. – sussurrou consigo mesmo.
 - ei! – gritei.
 - ta sua chata. Vou sair! – falou de mal humor.
Eu peguei um vestido preto horrível e vesti com um tênis All star e sai.
 - não vai escovar os dentes? – perguntou.
 - já escovei. Quer testar? – perguntei com um sorriso malicioso.
Ele não respondeu apenas sorriu e eu levei uma sensação de “fora”.
Eu desci o elevador inteiro espirrando e quando cheguei la em baixo, minhas pernas tremeram e encontrei alguém que eu não queria ou queria?
 - K-Kyle. – gaguejei.
 - que foi meu amor? – perguntou me fazendo corar.
 - é-é e-ele. – eu não estava nem conseguindo falar.
 - quem? – perguntou colocando a mãos na minha cabeça pra ver se eu estava louca.
Eu comecei a chorar de felicidade e corri pra abraçá-lo.
 - Christian! Quanto tempo! Onde você estava? Por que foi embora? Ah, eu senti tanto sua falta.
 - eu também Carol. Escuta, eu vou te contar tudo vem comigo? – perguntou estendendo a mão.
Eu olhei pro Kyle que fez que sim com a cabeça e eu coloquei a mão na do Christian que me levou ate um jardim.
 - eu estava no Canadá, fazendo um tratamento medico para uma doença rara que só 5% dos casos tem cura. E eu tive muita sorte. – falou meio triste.
 - e por que não me contou Christian! – gritei espirrando de novo.
 - eu sabia que você ia ficar preocupada. E também caso eu não conseguisse a cura, não queria que você ficasse sabendo. – falou me abraçando.
 - nunca mais faça isso, ok? – pedi já chorando em seus braços.
 - prometo. E você me conta, quem era aquele com você lá no hotel? – eu engoli a seco.
 - era o K-Kyle. Era um amigo meu de infância. Ele voltou ha um ano e vem sendo minha única companhia. – falei meio sem graça.
 - serio? Mas e o Christopher?
 - eu não sei. Ultimamente eu não ando vendo ele na escola e a ultima vez que o vi estava com a Katharina... – falei espirrando de novo.
 - escuta, eu estava indo ao medico antes de você voltar. E eu acho que eu preciso mesmo ir. – falei meio sem jeito.
 - não. Eu vou cuidar de você na minha casa, vem. – ele me deu mão e eu acabei observando seu rosto. Estava pálido e com olheiras. O cabelo dele estava mais curto e ele estava magro. Ele sorria mais não era um sorriso sincero e sim um sorriso de dor ou culpa.
 - Christian... – eu tremi a falar do meu nome.
 - diga. – pediu.
 - eu te amo muito, mais do que tudo. – falei já com lagrimas no rosto.
 - eu também e, você chora de mais. Sorria. – eu acabei rindo.
 Ele me parou quase chegando a sua casa e começou a me olhar profundamente e me beijou. Eu sorri e tentei ficar na ponta dos pés já que ele era bem mais alto do que eu, e ele acabou percebendo.
 - baixinha. – brincou.
 - gigante. – eu mostrei língua pra ele.
A gente começou a rir e finalmente chegamos à sua casa. Ele subiu e buscou um cobertor e sentou no sofá e me deitou em seu colo e me cobriu.
 - está confortável assim? – perguntou.
 - está perfeito, obrigado. – falei me encolhendo no cobertor.
 A gente ficou em silencio curtindo aquele momento e nada parecia atrapalhar. Eu havia esperado muito tempo pra ter ele de volta e agora parece que nem foi tanto tempo assim. Eu sempre havia dito isso mais agora eu cheguei a uma conclusão completa de que esse é o melhor dia da minha vida. Eu nunca mais queria perde-lo de novo. Nunca mais.
 - Carol... – sussurrou.
 - fala.
 - me perdoe. – pediu.
 - por? – perguntei.
 - por ter te abandonado.
 - você não me abandonou. Você estava doente, ou esta, e você precisava de tratamento e eu estou feliz por você estar de volta. – eu sorri.
 - e enquanto ao Kyle, não pensa nele? – perguntou me fazendo parar por um segundo.
 - Kyle é uma pessoa muito boa Christian, e eu sei que ele merece algo melhor do que eu. E alem disso ele é só meu amigo, e eu sei que se eu estiver feliz com você ele vai me perdoar. – falei já com lagrimas nos olhos.
 - vai mesmo. – sussurrou a lux entrando pela porta como ela nunca fazia.
 - Clarinha! Vem cá! – gritou o Christian e ela foi correndo abraçá-lo.
 - eu estava com tanta saudade. – sussurrou ela sorrindo.
 - eu também, minha filhinha. – sussurrou o Christian.
 - e o que você estava dizendo sobre o Ky? – perguntei tirando-a do colo do Christian.
 - ele já te perdoou. Ele ficou muito feliz por ver sua alegria quando o Christian voltou e ele disse que vai continuar te protegendo, mas ele não quer obrigar você a ficar com ele e sim com quem você ama. – falou mexendo no meu cabelo.
 - bem, pelo visto esse tal de Kyle é uma pessoa incrível. Devia ir falar com ele Carol. – incentivou Christian.
 - depois agora eu estou passando mal. – eu deitei de novo.
Christian pegou o controle de TV e ligou em um desenho que eu nem tinha ideia de qual era ele fingia estar bem, mas não estava. Eu tinha apenas um resfriado, ele tinha alguma doença que o fazia ficar fraco e depressivo.
 - vamos superar isso juntos, ok? – sussurrei.
 - ta. Carol, obrigado.
 - por? – perguntei tentando me levantar e acabei fracassando.
 - por me amar esse tempo todo mesmo eu tendo te abandonado e por eu estar me recuperando e estragando sua vida. – falou me fazendo chorar.
 - Pra sempre, lembra? E eu não ia deixar você logo agora. Eu te amo. – sussurrei dando outro espirro.
 - um cuida do outro, combinado?
 - combinado. Será que você podia me dar um xarope, acho que eu vou acabar sem nariz se eu espirar mais uma vez. – falei me lembrando da lux. Ele sorriu enquanto eu fiquei sentada perdida em pensamentos. Ele pegou uma colher encheu de xarope e me deu.

“Cidade nova, vida nova, eu Ana Carolina (ou Carol) detesto cidade grande, e acho que é por isso que eu vou ficar aqui, mas pelo menos eu vou ficar longe da minha Irma chata, eu vou ter paz, mas em compensação...
Eu estava completamente com raiva dos meus pais por eles me deixarem sozinha em uma cidade de desconhecidos pra estudar ainda por cima, ele disseram que é pro meu bem, mas eu detesto cidades grandes prefiro lugares sóbrios.”
Estou me apresentando de novo pra mostrar que meu destino estava traçado desde o dia em que conheci Kyle aos 8 anos ate agora. Desde as minhas brigas com quase todo mundo ao dia em que tive o amor da minha vida de volta. Talvez o Ky me perdoe, talvez a Clara pare de reclamar de tudo e eu consiga ficar bem para ela ficar também. Tudo tem um “talvez”. mas de uma coisa estou certa, nada vai tirar o Christian de mim, nada. E nos vamos ficar juntos, pra sempre. 

Romântico nao? aconselho vcs a lerem de novo so que escutando "Te Vivo" do luan santana, fica emocionante.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dias felizes são raros


Dias felizes são raros

 - ai minha cabeça. – falei com preguiça.
Eu olhei pro relógio e eram 11 horas e eu ainda estava com sono. Que horas eu fui dormir ontem? E o Kyle? E a Clarinha? Droga! Não consigo me lembrar de nada.
 - oi princesa! Trouxe seu café. – cantarolou o Kyle entrando pela porta.
 - o que aconteceu ontem? Não consigo me lembrar de nada. – falei colocando a mão na cabeça pra parar de doer.
 - ainda bem. Você estava péssima ontem e a Clarinha, nem se fala. Mas eu não quero te contar nada de ontem, porque nos vamos fazer um piquenique! – exclamou feliz.
 - minha cabeça dói! Não quero ir pra luz, quero ficar aqui deitada com a cortina fechada. – falei me atirando na cama.
 - ah nem vem. Você vai se levantar daí, ir pra praia, depois vamos ir fazer um piquenique. – praia? Mais que praia? Tem praia nesse fim de mundo? Novidade.
 - ta bom seu chato. Eu vou. – falei me levantando na cama. – vou comer tudo!
Eu peguei a bandeja de café que ele tinha trago e comecei a comer.
 - quer Ky? – perguntei percebendo que ele olhava.
 - não obrigado. Já tomei café ha 4 horas atrás. Vou ir buscar as coisas pro piquenique e se apronte para quando eu voltar. – ele me deu um beijo na testa e saiu.
 - oi Carol! – berrou a Clarinha entrando pela janela.
 - não grita, por favor, minha cabeça. Vem cá me dar um beijo meu bebe. – falei fazendo um biquinho.
 - esta melhor? – perguntou se sentando na cama e ignorando o meu “meu bebe”.
 - um pouco, só a cabeça que dói. Conte-me o que houve ontem. Não consigo me lembrar de nada. – pedi e ela não disse se quer uma palavra.
  - deixa pra lá então. Se não se importar tenho um encontro hoje e preciso trocar de roupa e escolher um biquíni. – falei ironicamente.
Eu peguei meu biquíni preto e branco, uma saída de praia o protetor solar e enfiei tudo na bolsa e troquei de roupa.
 - aonde vocês vão mãe? – perguntou a Clara sentada na janela.
 - NOS vamos fazer um piquenique e ir a praia. Espera ai você me chamou de mãe? Ai, que fofo. – falei apertando suas bochechas.
 - é! E já me arrependo. E pra que esse... Essa roupa ai que você esta levando? – perguntou descendo da janela.
 - nos também vamos à praia e... Uma mensagem do Ky. Acho melhor você tentar arrumar um disfarce de uma criança. – falei colocando a bolsa no ombro.
Ela começou a brilhar e quando parou, parecia uma criança de uns quatro anos.
 - esta bom assim? – perguntou girando seu vestidinho branco.
 - esta ótima! Vamos? – perguntei e ela veio desastrada ate o corredor do hotel.
 - hum... Acho que terá que me carregar. – falou ela estendendo os braços.
Eu desci pelo elevador e todos a minha volta olhavam com a cara de “essa garota já é mãe?” e eu comecei a rir e provoquei-a.
 - Clarinha olha, esses são os vizinhos da mamãe. Diga oi para eles.
Ela me olhou com uma cara furiosa e eu comecei a rir e só parei quando chegamos e o Kyle estava parado perto do carro.
 - eu não sabia que você tinha uma filha Carol. – falou em voz alta.
 Eu mostrei língua pra ele e coloquei-a no banco de trás e sentei no da gente.
 - aonde nos vamos primeiro? – perguntei apertando o meu cinto.
 - praia, piquenique ao por do solpasseio e casa.  – falou já dirigindo o carro.
 - ok. – concordei.
Fomos em silencio enquanto eu digitava textos no celular e acabava apagando e escrevendo de novo.
 - chegamos Carolsinha. – falou pegando a Clara no colo.
Eu olhei em volta e vi que realmente tinha uma praia lá. Tinha uns quiosques lá e guarda-sol pra todo lado.
 - acho melhor você ir colocar um biquíni. – falou fechando o carro.
 - tem razão. – concordei indo pra um acho que devia ser um banheiro sei lá.
Eu fiquei lá dentro com vergonha e coloquei a saída de praia e o Kyle já estava sem camisa no mar segurando a Clara como se fosse sua filha.
 - você devia passar o protetor Ky! – gritei pegando-o na bolsa.
 - e você não devia nadar de saída de praia. – gritou girando ela na água.
Eu fechei a cara e coloquei a saída de praia encima da mesa e corri ate a água e peguei a Clarinha.
 - alguém tem que passar protetor. – reclamei.
Eu a sentei na areia e passei protetor nas costas dela e vi que tinha marcas, como se ela tivesse encolhido as asas e colocado dentro dela.
 - esta doendo lux? – perguntei passando a mão de leve.
 - um pouco. Eu me sentiria mais a vontade se eu estivesse com roupa de humano também. – falou olhando todas as crianças em volta com biquínis, maiôs e sungas.
Eu peguei dinheiro na minha bolsa e coloquei a saída de praia e fui ate uma loja que tinha lá do outro lado da rua.
 - vocês tem maiô, tamanho 4 anos roxo claro? – perguntei.
 - que tal esse senhora? – perguntou o moço. Senhora? Ele acha que eu sou velha.


 - perfeito! – falei entregando o dinheiro para ele.
 - olha tem um banheiro ali do lado e você pode vesti-la ali mesmo. Sabe é bem mais limpo do que os da praia. – cochichou.
 - claro. – eu a levei e ela tomou o maiô de mim e virou se e trocou sozinha.
 - ficou uma gracinha! – falou o moço quando eu sai com ela da loja.
O Kyle estava nadando todo vermelho porque não tinha passado protetor e ela saiu da água e pegou o protetor.
 - já é meio tarde. – falei ironicamente.
 - eu sei minhas costas estão ardendo. Ah que lindinha a Clarinha. – falou apertando suas bochechas.
 - se você fizer isso de novo, vou afogar você. – sussurrou a Clarinha estressada.
 - ok agora vão aproveitar a praia e parem de brigar. – falei parecendo minha mãe.
Eles se olharam e a Clarinha desceu do meu colo e correu pras ondas.
 - e a mãe dela não vai? – perguntou o Kyle me irritando.
 - já estou indo seu chato. A julgar pela idade ela esta com o tamanho de uma criança. – eu joguei areia nele e sai correndo.
Eu peguei a lux e a gente ficou brincando feito um bando de crianças na água.
01 hora depois.
A Clara desceu do meu colo e sentou na cadeira.
 - eu não quero nadar mais. – resmungou.
 - ela tem razão Carol, temos que ir agora. – falou o Ky me carregando.
 - eu tenho pernas. – xinguei.
 - shh! – ele encostou a cabeça no meu peito.
Eu desci e coloquei a saída de praia e peguei a Clara que vestiu o vestido branco e se despediu da praia.


                                  

- olha Carol, as ondas estão sumindo. – falou apontando.
- é mesmo. Vamos? – perguntei penteando meu cabelo que estava um “lixo”.
Ela veio andando e olhando pra trás e eu vesti meu vestido dentro do carro quando biquíni secou.
 - e agora? – perguntei apertando o cinto da lux.
 - piquenique ao por do sol. – lembrou-me.
A gente andou de carro por um tempão e eu acabei cochilando ate quando o Kyle me acordou.
 - chegamos? – perguntei.
 - sim. Olhe em volta. – pediu e eu levantei a cabeça.

                                         

 - que lindo Kyle! – exclamei boquiaberta.
 - queria que fosse especial. Que bom que você gostou. – falou tímido.
Eu olhei pro banco de trás e a Lux estava dormindo igual um anjinho (ela é um!).
Kyle estacionou o carro e pegou a lux no colo como se fosse sua filha.
 - obrigado Ky. – falei com os olhos cheios de lagrimas.
 - que isso Carol, não era pra você chorar. – falou fingindo de zangado.
 - eu acho que se você não tivesse voltado... Eu não ia conseguir superar tudo isso.
 - de nada. Agora vamos? – perguntou me dando um beijo na testa.
Eu fiz que sim e ele me levou ate mais ou menos o meio do parque e me mostrou:




  - está bom? Eu não sou muito bom pra piqueniques então improvisei. – falou colocando a lux encima da toalha.
 - está ótimo, vamos começar? Eu estou faminta. – brinquei e ele riu.
Sentamos na toalha e eu acabei comendo mais do que ele. A lux dormiu muito e não parecia ir acordar tão cedo. No final a gente ficou andando e olhando o por do sol que estava divino.
 - está tudo quase perfeito. – falou Kyle com uma expressão de insegurança.
 - porque quase? – perguntei olhando pra lux.
 - Carol eu sei que vou estragar tudo agora, mas eu tenho que te contar. – falou e eu percebi que estávamos perto do estacionamento.
Eu respirei fundo e ele colocou a lux dentro do carro e ficou a 5 cm da minha boca.
 - escuta, eu não paro de penar em você desde o dia em que fui embora ha 4 anos atrás. Eu sei que você não deve sentir mais nada que não seja amizade por mim, mas não dava mais pra ficar calado. Estava tudo preso aqui dentro... – falou apontando pro seu coração.
 - e mesmo que você vá negar eu te amo. E nunca consegui amar ninguém mais como você. – completou.
Eu fiquei calada e não estava surpresa. Ele não estava transformando tudo em perfeição por nada. Ele se aproximou mais ainda.
 - posso? – perguntou com as mãos em meu rosto e a testa na minha.
Eu olhei em seus olhos e minha respiração já estava mais rápida e eu fiz que sim e ele me beijou.
Era um beijo intenso e parecia não terminar. Era saudade. Eu não queria sair daquele momento nunca mais. Ele parou para recuperar a respiração e me abraçou.
 - eu não sei o que eu sinto Ky. – falei chorando novamente.
 - isso só você pode descobrir. – falou me soltando. – vamos?
 - ta. – falei indo pro carro.
A viajem foi estranha e silenciosa. A lux acordou e foi embora pela janela e eu estava em casa novamente em cima da cama chorando. Mas por outro lado estava feliz. Eu toquei meus lábios e pude sentir de novo a sensação do beijo e eu limpei as lagrimas e dormi feliz.

nossa! e agora? Kyle ou Christian? como a Carol vai reagir com a volta do seu antigo amor? nao deixem de ler.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

meu novo blog!

gente vim anunciar meu novo blog! é uma Fanfic do jogo amor doce.
eu nao estou copiando ninguém, mas eu estava com vontade de fazer uma Fic ha uns 5 meses e nao fiz porque estava muito "comum" e agora eu resolvi fazer.
olhem la nos meus blogs ou sigam o link abaixo:
http://amordocefic.blogspot.com.br/
o blog ainda esta em "manutenção" por isso eu nao arrumei ele todo, mas logo logo ele estará lindo.
por favor, recomendem o blog pra suas amigas para que eu conheça mais leitores.
ah, e eu nao vou parar com esse blog por causa da Fic nao. ainda tem mais um monte de capítulos novos e vocês ainda vão me aguentar por mais tempo(ha ha)
enfim só leiam meu novo blog e nao esqueçam de comentar.  bjs
essa imagem ficou péssima! droga meu programa parou de funcionar e eu estou me virando com o que posso! mas enfim leiam, ok?

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre cuidados



 - Carol já são 04h00min da manha, acho melhor eu levar você pra casa. – falou o Kyle preocupado.
 - tem razão. Clarinha vem com a gente? – perguntei sabendo que a resposta seria um grande não.
 - não obrigado. Eu vou com meu namorado. Tchau Carol, tchau Kyle. – falou me dando um beijo na bochecha. Namorado? Que namorado? Ah, que ótima desculpa.
 - tchau. – falamos eu e Kyle em coro.
Ela saiu pela porta sorridente e Kyle foi andando em direção ao carro.
 - graças a deus amanhã é sábado. Eu não ia aguentar ter que ir pra escola agora. – reclamei entrando no carro.
 - se divertiu? – perguntou tirando o casaco.
 - muito! Obrigado Kyle. Parece coisa do destino...
 - o que? – perguntou ligando o ar condicionado.
 - você ter voltado agora. Sabe se você não estivesse aqui eu estaria em casa chorando e me cortando, solitária, me destruindo. – falei engolindo a seco.
 - da nada então, mas se for isso o destino quer o melhor pra você e eu também. Agora me responda uma pergunta. – eu tremi.
 - o que?
 - você me amava mesmo? – outra facada no meu peito.
 - com todo meu coração.  – engoli a seco de novo.
 - e agora o que sente por mim? – eu já estava começando a ficar sem resposta.
 - eu não sei Ky. Passaram-se cinco anos e eu me lamentei esse tempo todo por ter perdido você. Mas agora você esta sendo maravilhoso comigo e eu estou muito confusa com tudo o que esta me acontecendo. Tenho medo de você partir de novo. – eu já estava começando a chorar.
 - não chora Carol. Não era essa minha intenção. Escuta mesmo que você não sinta nada por mim, eu não vou te abandonar igual o seu ex fez. Eu não o conheci para saber, mas eu sei que ele deve ter tido um motivo muito grave pra fazer isso. Você é minha princesinha e eu te protegi desde a primeira vez que ti vi e vou proteger ate quando o destino permitir. – ele tocou meu rosto de leve eu me acalmei. Realmente eu estava muito confusa e desesperada, Christian era uma pessoa boa ele devia ter um bom motivo pra ir embora. Mas qual?
Eu peguei o telefone e digitei uma mensagem para saber.

POV Christian

Outra mensagem da Carol. Desta vez ela esta perguntando o motivo que eu fui embora e eu não consigo responder. Eu queria tanto ter ela comigo agora. Eu estou com tanta saudade dela. O que será que esta acontecendo já que faz dois dias que parti? Será que ela já esta com o Christopher de novo ou não? E a Baby lux? Ah, ela deve estar tão chateada comigo, mas eu queria que ela soubesse o motivo. Vai Christian! Responde a Carol! Ok vou responder:

“Sei que não fiz o certo, talvez não por você nem saber o porque, por isso quero me desculpar por ter te machucado.
Isso eu sei que te feriu o coração, mas do mesmo jeito quem se arrepende tem perdão, né?
Então, mesmo não falando rimando...
Peço-te perdão...
Do fundo do meu coração…”

Perfeito! Ela merece algo assim. Por enquanto eu não quero que ela saiba o motivo. Talvez pra ela seja tão doloroso quanto é pra mim, mas eu quero que ela seja feliz e esqueça-se de minha existência. Carol, eu te amo mais do qualquer pessoa do mundo e sofro muito cada minuto por você. Se eu tivesse coragem para contar-lhe...

POV Kyle

A Carol estava encolhida no banco com o celular na mão chorando, eu imaginei que devia ser alguma mensagem do tal de Christian mais eu prefiro não perguntar só colocar a mão em seu ombro como sinal de que ela pode contar comigo.
 - eu estou bem Kyle é só mais uma das mensagens enigmáticas do Christian. – falou abrindo um sorriso.
 - chegamos Carol – falei indo abrir a porta para que ela saísse.
Ela sauí do carro com uma expressão vazia do rosto e me abraçou muito forte.
 - obrigado... – sussurrou varias vezes.
Eu subi com ela e a deixei dentro do seu apê  Ela não me mandou ir embora e me abraçou ainda chorando.
 - fica, por favor. – implorou.
 - claro. – falei tentando a fazer parar de chorar. – troca de roupa você não pode dormir com esse vestido, vai te machucar a noite.
Ela olhou em direção a uma gaveta e eu fui ate lá e peguei uma blusa preta e um short curto leve.
 - tudo bem esse aqui? – perguntei e ela simplesmente fez que sim com a cabeça.
Ela entrou no pequeno banheiro e saiu com o vestido embrulhado em um pano e colocou-o em seu guarda roupa e me deu uma toalha molhada e apontou para a maquiagem em seu rosto.
Eu limpei enquanto ela estava com os olhos fechados sem dizer uma palavra. Ela parecia estar mal! Não péssima. Ela estava com acara de depressão e se deitou em meu colo e ficou encarando a janela enquanto eu acariciava seu cabelo.
Ela se levantou e olhou para meu rosto com uma expressão triste eu vi em seus olhos que ela precisava de mim mais do que tudo naquela hora.
 - me beija. – pediu com a voz fraca.
 - quer que eu te beije? Mas Carol... – eu estava 100% confuso.
Ela não me respondeu apenas me beijou com uma leveza que nem dava pra sentir e ela jogou o corpo frágil sobre o meu e começou a beijar mais forte.
 - Carol... – droga o que ela tinha? Carência?
Ela me olhou com um olhar que não era o dela e começou a me beijar chorando.
Uma coisa que parecia um anjo entrou correndo pela janela e a afastou de mim.
 - tira as mãos dela! – gritou.
 - mas não fui eu...  Ela começou a me... – eu me levantei e vi que a Carol estava chorando muito.
 - shh! Quieto! Não foi ela. Quando ela começa a ficar triste ela se deprime e forma algo ruim dentro dela. Ai! estou fraca. – ela caiu no chão e eu fui ajudá-la.
 - minha força é movida aos sentimentos dela. Quando ela esta feliz eu fico forte...
 - e quando ela esta triste você fica fraca. Entendi agora. Carol! Olha pra mim. Sou eu Ky, seu melhor amigo. – falei tentando colocar um sorriso falso em meu rosto.
 - e onde esta o Christian? Ele disse que eu ia dormir na casa dele hoje, mas ele me deixou aqui e foi embora de carro. – ela estava confusa e parecia depressiva.
 - Carol o Christian... Bem ele foi pra casa. Mas ele vai voltar amanha e você vai encontrá-lo na escola. – ela abriu um sorriso e me abraçou.
 - pode me emprestar seu telefone? – perguntei e ela me entregou ele.
Eu olhei a lista telefônica e não tinha muitos números e logo anotei o do tal de Christian.

POV Christian

Uma ligação de um numero que eu nem sabia de quem era, mas as 4:30 da manha deve ser algo grave para alguém me ligar assim. Vou atender.
~ Ligação on ~
Alo?
Alo. É o Christian?
Sim ele mesmo. E quem é?
Kyle um antigo amigo da Carol. Aquele nome me doeu e eu já ia desligar o telefone, mas ele insistiu:
Christian eu nem te conheço direito, mas sei que você deve ter tido um ótimo motivo pra ir embora assim derrepente. Escuta, eu estou com a Carol aqui e com uma coisa que se aprece com um anjo, mas eu nem sei o que é. A Carol esta chorando muito e esta confusa e não para de perguntar por você. Cara, você tem muita sorte em ter ela. A Carol é a garota mais bonita, legal, inteligente e pura que eu já conheci em toda a minha vida. Por isso eu peço que você diga o motivo que você foi embora, mas não por telefone quero que você venha aqui. Talvez você não possa vir agora ou não queira mais eu imploro que se você não for falar o motivo para que ela não pare de sofrer me faça o favor: pare de enviar essas mensagens a ela.  Deixe-a em paz e não responda ela mais, talvez assim ela consiga ser feliz com uma pessoa que não vá abandoná-la sem explicar o motivo. Deixe-a viver. Tchau.
~ Ligação off ~
Eu estava chorando com o telefone desligado no ouvido. Talvez ele estivesse certo! Talvez ela merecesse alguém que não faça o que fiz com ela. Mas tem um motivo! Não Christian, você vai deixá-la viver. Talvez daqui um ou dois anos eu volte ou menos do que isso eu não sei.

POV Clarinha (baby lux)

Eu não estava bem. Cada vez que a Carol chorava, eu sentia uma dor que parecia incurável. Eu não estava enxergando quase nada. Só embaçado e escutando algumas palavras que o Kyle dizia pra Carol que pareciam acalmá-la. Ele tinha uma alma limpa e tinha tanto amor dentro dele. Parecia que ele tinha traçado seu próprio destino que seria protegê-la ate o fim. Era tão linda sua alma. Dava vontade de ficar olhando por horas e horas (é eu consigo olhar as almas das pessoas)
 - Kyle... – chamei com dificuldade.
 - sim? Já melhorou? Quer ajuda em algo? – perguntou desesperado.
 - não. Só, obrigado. Por protegê-la. – eu sorri e ele sorriu de volta e me colocou no colo dela.
 - olha Carol. É a Clarinha. Lembra? Sua amiga. – ele me mostrou e a Carol sorriu me fazendo melhorar.
 - como sabe que sou eu? – perguntei tentando levantar.
 - o cabelo e os olhos. Esta melhor? – perguntou tentando me fazer levantar.
 - um pouco, mas eu consigo ir embora. Kyle... – eu levantei e estava tentando esticar as asas.
 - sim? – perguntou tirando o forro da cama da Carol.
 - cuide dela. Ela precisa mais de você do que eu. – pedi já na janela preparando-me para voar.
 - sempre Clarinha. Não se preocupa com a Carol, eu cuidarei dela. Promessa. – falou cruzando os dedos e eu sai pala janela feliz.


POV Kyle

 - Boa noite minha princesa. Vou cuidar de você. Prometo. – falei colocando a Carol na cama e cobrindo-a.


o que acharam? comentem.
           (logo, logo vou dizer o motivo que o Christian foi embora daqui a dois capitulos. obs: pessoas sensíveis se preparem pra chorar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Halloween


Eu engoli a seco e falei de cabeça baixa:
 - meu ex.
 - e o outro de cabelo preto e olhos azuis? – perguntou parecendo estar com ciúmes.
 - meu ex. – falei e ele fez uma cara confusa.
 - espera ai, me deixa tentar compreender: você namorava com os dois. Tipo um triangulo amoroso? – perguntou ainda confuso.
 - é. Mais ou menos isso. – falei meio envergonhada.
 - bem, isso não me importa. Eu te proponho uma coisa. – falou com um sorrisinho no rosto.
 - o que? – perguntei.
 - como hoje é Halloween  vão fazer uma festa aqui na escola à noite. Vem comigo? – perguntou colocando a mão no meu ombro.
 - não sei Ky (era o antigo apelido dele) não estou com pique pra festas hoje. – falei meio sem graça.
 - e é por isso que estou te convidando. Carol, você tem que melhorar seu astral minha princesinha. Não aceito um não como resposta. – o velho Ky de sempre tentando me fazer rir.
 - ok. Eu topo. Mas eu não sei se tenho fantasia... – eu e minhas velhas desculpas.
 - hum... Já sei! Depois da aula eu vou me arrumar em casa e depois e passo na sua e te ajudo a se arrumar, esta bem? – perguntou sorrindo.
 - claro Ky. – falei já rindo e me esquecendo de meus problemas.
 - ok então. Vamos o sinal já bateu. – falou estendendo a mãos para me ajudar a levantar.
Eu gentilmente toquei sua mão e me levantei ainda sorrindo. Talvez o Christian tenha tido um motivo pra ir embora, talvez o Christopher realmente só esteja com a Kath pra que ela não sofra talvez eu esteja me apaixonando pelo Ky de novo. Parece estar tudo resolvido menos o fato da Sam não ter aparecido o dia inteiro. E se eu perguntasse para o Matt, talvez ele saiba algo.
 - Ky, vem comigo ate a enfermaria? – perguntei já indo em direção a ela.
 - pra que? –perguntou olhando pra porta da sala.
 - eu preciso saber uma coisa sobre uma amiga minha. – falei puxando ele para andarmos mais rápido.
 - ta bom então.  – falou deixando-me puxá-lo.
Chegamos à enfermaria e estava tudo decorado para o Halloween inclusive o corredor lá perto.
 - oi Matt! – falei dando-lhe um beijo na bochecha – esse é meu amigo Kyle, ele é novo aqui. Eu vim saber da Sam.
 - ela foi viajar com os pais dela para aproveitar o Halloween  Prazer em conhecê-lo Kyle. Acho melhor vocês dois irem pra sala antes que a professora de Edu. Física de um ataque.  – falou estendendo a mão para o Kyle.
 - o prazer é todo meu. É você tem razão. Vamos Carol? – perguntou o Kyle parecendo estar com pressa.
 - ta bom. – respondi indo atrás dele no corredor.

POV Kyle

Droga Kyle! O que esta acontecendo com você? Você prometeu pra si mesmo que não ia voltar a se apaixonar por ela de novo. Foi só uma coisa de criança, ela nem deve sentir nada por você mais. E ela nem é a mesma de sempre! Pra que você a convidou pra droga de festa.
 - Carol, reparou a decoração da escola? – perguntei olhando pras aboboras e esqueletos nas paredes.
 - sim. Hilário isso. Eles decoraram tudo na hora do recreio e a gente nem percebeu. – falou ela dando um giro no corredor.
 - talvez estivéssemos ocupados demais pra perceber. – falei indiferente.
 - obrigado Ky. – droga! Ela esta me chamando pelo apelido de novo.
 - pelo que? – perguntei tentando não ficar vermelho, ou melhor, roxo de ver aquele rostinho lindo.
 - se não fosse por você, provavelmente eu estaria chorando sozinha em casa agora. – ela me abraçou e eu meio que tentei escapar, mas não deu.
 - sempre vou proteger você de tudo que eu poder. Quando eu te conheci eu te ajudei com um machucado, e será assim para sempre prometo. – não dava mais pra esconder. Aquela cena no corredor e sem ninguém olhando e mesmo se tivesse alguém eu nem ligo. Era minha Carolsinha em meus braços naquele instante e mesmo que o tal de Christian chegue do nada e tente tira-la de mim eu não vou permitir. Minha pequena, sempre minha.
 - o tempo passou e nada mudou. – sussurrou ela e eu vi uma lagrima em seu rosto.
 - tem razão. – sussurrei limpando suas lagrimas.

Flashback on:

 - eu não vou ir embora mãe! – gritei em meio a lagrimas.
 - temos que ir filho. Aqui é muito pequeno pra nos. Escuta você vai adorar a cidade nova! Tem muitos amigos pra você e a escola é ótima. – mães! Sempre mentindo pra nos.
 - eu não ligo! Eu quero ficar aqui com a Carol! Esses é o único lugar que me sinto bem sem o papai e você quer tirar isso de mim! – eu me deitei no chão e peguei o celular e disquei o numero da Carol:
Eu não quero ir embora Carol! – falei ainda chorando.
E eu não quero que você vá, mas Kyle ela é sua mãe. Sabe o que é melhor pra você. – falou soluçando, ela estava chorando também?
E a gente? Carol a gente nunca mais vai se ver na vida. Eu não quero perder você assim... – eu tentei manter a calma.
...

Carol você ainda esta ai? – tinha um silencio total.

 - ola senhora Fernanda. Espero que não se importe mais eu acabei de sair da aula e gostaria de me despedir de seu filho. – era a Carol. Ela tinha vindo aqui em casa! Eu corri e a abracei.
 - vamos pro meu quarto. – sussurrei puxando-a pelo braço.
Ela me abraçou forte e começou a chorar e eu acabei chorando junto com ela.
 - eu te amo. – sussurrei.
 - eu também. – falou.
 - Kyle querido temos que ir. – berrou minha mãe do primeiro andar.
 - Ky + Carol = pra sempre? – perguntou ela limpando as lagrimas do meu rosto.
 - ate quando o destino permitir. – respondi meio sem graça e sem resposta pra ela e desci correndo.

Flashback end.

A imagem dela chorando ficou em minha mente desde o dia em que fui embora e eu me sentia culpado por ela.
 - Happy Halloween! – gritou percebendo que todos saiam da sala.
 - doces ou travessuras? – perguntei para o Matt que passava com um kit de primeiros socorros no corredor.
 - injeção no Kyle!  - gritou ele tirando uma agulha do kit e me fazendo correr.
 - eu te pego Kyle não adianta correr.
Eu corri o Maximo que pude e parei perto de um banheiro já morrendo de rir.
 - esse banheiro é feminino ou masculino? Eu não sei porque tem uma aranha aqui e não um placa de identificação. – falei chorando de tanto rir.
 - você é um bobo. Mas já que parou posso te espetar agora. – falou com um sorriso malicioso.
 - ok você ganhou! Espete-me! Nunca pensei que eu fosse morrer de injeção adeus mundo cruel. – eu estava rindo tanto que mal conseguia pronunciar as palavras direito.
 - to brincando Kyle. Tenho que ir guardar isso antes que o diretor me pegue. Bom Halloween pra você.  – ele saiu rindo e eu fui atrás dele.
 - não vai à festa hoje à noite?
 - não. Eu bem que queria, mas minha namorada foi viajar e eu não curto muito ir a lugares sozinho. Você vai? – perguntou olhando a Carol correndo no corredor.
 - sim. Com ela mesmo. – falei meio orgulhoso.
 - fico feliz por alguém estar deixando ela feliz. Não que eu não gostasse do antigo namorado dela, mas ele era muito sombrio e ela estava sempre triste e com você ela esta tão feliz. – falou ele rindo sozinho.
 - acha que eu e ela somos namorados?
 - sim. Porque não são? – perguntou ele já apressando o passo.
Eu fiquei indiferente e saiu.
 - Carol vou me arrumar pra festa mais tarde eu passo no seu apê – falei.
 - ok. Ate Ky. – falou ela indo embora.


POV Carol

Eu fui embora sorrindo pela primeira vez. Kyle estava me fazendo tão bem. Eu não sou muito do tipo que gosta de festas mais o Halloween iria ser muito legal! Eu fiquei pensando em qual fantasia usar e que em que horas o Ky devia vir ajudar e tinha uma mensagem no meu telefone:

“Desculpa... Do fundo do coração…
Mas lhe quero comigo eternamente
Te amo, para sempre…
Desculpa-me por todos os momentos que tornei nossa felicidade perturbada.
Sofro por um perdão,
Um perdão que parece impossível,
Será?
Será que você é capaz de me perdoar? ”
Era do Christian. Meu coração congelou no mesmo instante e minha felicidade acabou. Eu comecei a chorar e entrei no apartamento correndo. Todos em volta me olhavam e eu tranquei a porta e sentei no chão e comecei a chorar. Eu pensei que seria fácil superar sua ida quando o Kyle chegou, mas não era tão fácil assim. Eu li e re-li a mensagem tantas vezes e tentei responde-la, mas sempre dizia que ele não podia receber mensagens e isso me doía muito.
Começou a escurecer.
Eu olhei no telefone e já eram 8 horas da noite. Será que o Ky vem mesmo? Pensei.
Logo em seguida eu escuto um toc toc na porta e era o Kyle. Ele estava com um casaco preto com gola alta e o cabelo pra trás, dentes falsos de vampiro (na verdade eram duas presas) e com o rosto cheio de maquiagem branca.
 - estou bonito? - perguntou percebendo que eu estava boquiaberta.
 - esta sim! Igual um vampiro mesmo. E como vai ser a minha? – eu abri a porta toda para que ele passasse.
Ele levantou uma sacola e tirou de lá um vestido preto muito lindo.





















 - Kyle ele deve ter custado muito caro! – falei admirada.
 - não ligo é um presente. Você estava chorando? – perguntou.
 - não! Ah, deixe isso pra la! Venha me ajude a me arrumar. – falei tirando as maquiagens da gaveta.
Ele tirou uns pinceis da sacola que havia trago e começou a ma maquiar e eu fique tão pálida que parecia um zumbi. Ele continuou com a make up e passou um lápis preto no meu olho e colocou um batom roxo.
 - agora só falta o vestido. O vista. – pediu.
Eu entrei no banheiro e vesti o vestido com dificuldade e o zíper atrás não dava e eu sai com as costas de fora.
 - fecha o zíper pra mim. – pedi.
Ele se aproximou das minhas costas e tocou de leve com a mão gelada me fazendo arrepiar e fechou o zíper.
 - você esta linda. – sussurrou no meu ouvido. – vamos?
Eu fiz que sim com a cabeça e ele segurou minha mão de leve e me levou ate um carro preto com os vidros escuros.
 - também sabe dirigir? – pergunta obvia!
 - sim. Entre senhora. – falou abrindo a porta pra mim.
Eu entrei no carro e comecei a olhar pra fora sem falar nem se quer uma palavra. Aquilo era muito estranho pra mim. Fazia-me lembrar a noite em que eu vi o Christian pela ultima vez e me causava uma dor enorme.
 - diga alguma coisa – implorei.
 - por quê? Não gosta de silencio? o radio esta ligado. – falou fazendo uma cara de confuso.
Eu me concentrei e escutei uma musica mínima que era incompreensível. Eu me encolhi no banco e vi um lugar com uma musica alta e com uma decoração esplêndida.
 - essa é nossa escola?! Uau! A decoração esta ótima. – comentei surpresa.
Ele segurou a minha mão e entramos como se fossemos um casal e todos olhavam surpresos e eu abaixei a cabeça de tanta vergonha.
 - vamos dançar senhorita? – perguntou.
 - com certeza. – falei deixando ele me levar pro meio da pista de dança.
Ele parou por uns segundos como se estivesse escutando algo e eu fiquei curiosa.
 - o que foi?
 A musica que estava passando acabou e começou uma musica lente e ele sorriu. Eu deitei em seu peito e deixei ele me guiar, pois em não sabia dançar e comecei a chorar.
Eu olhei
Pra trás dele e vi uma mulher de cabelos brancos e era a BABY LUX?! Eu disse que ia pegar uma bebida e fui ate ela.
 - você me deve explicações mocinha! – falei zangada.
 - você e suas ordens. Devia aproveitar a festa e que fantasia legal. – falou ironicamente.
 - você esta bem? – perguntei pegando um ponche na mesa.
 - não. Estou muito fraca ultimamente. Eu queria ir lá te ajudar, mas não dava nem pra voar. O que houve? – perguntou desmanchando o sorriso do rosto.
 - Christian foi embora e me deixou aqui, Christopher me traiu com a Katharina-galinha e meu antigo amigo e primeiro namorado voltou. – falei e ele cuspiu o ponche por fora da janela.
 - O QUE?! Eu saio umas horas e você já dá uma revira-volta na sua vida?! Droga Carol, eu quase morri com você sofrendo tanto... – falou ela um pouco triste.
 - deixe-me entender uma coisa: você é ligada a mim? Tipo, tudo o que sinto você sente em forma de dor? – eu confusa de novo.
 - isso mesmo! Se você estiver feliz eu estou bem e forte, mas quando você fica triste... – ela não terminou a frase.
 - me perdoe Clarinha eu não sabia. Vem quero te apresentar uma pessoa. – a puxei pelo braço e levei ate o Kyle.
 - Kyle essa é minha amiga Clara e Clara esse é o Kyle. – apresentei formalmente.
 - prazer. – falaram em coro.
Eu dancei com ele quase a noite toda e nos divertimos. Nos três. Tudo estava tão perfeito e não tinha nada e ninguém que estragasse aquilo. Era o melhor halloween da minha vida. Ainda sim com o buraco que Christian tinha deixado em meu coração, eu tinha que tentar seguir em frente. Por mim e por todos a minha volta. Se meu destino foi: mudar de cidade, me apaixonar por dois caras, ser abandonada, assombrada por um diário, protegida por uma anja/fada e ter meu melhor amigo de volta seria assim.

O que acharam? comentem.