Antes de começar o capitulo eu tenho que falar umas coisinhas:
Eu agora vou colocar POVS na minha historia. O que é isso? Bem,
por exemplo, se eu colocar no meio do texto: pov Christian ou com o nome de
qualquer personagem, vai ser como se esse personagem estivesse contando não a
Carol. Ah e tem também os flashbacks (vocês já devem saber o que eh isso) vai
funcionar assim: quando eu colocar flashback on, significa que é o inicio da
lembrança de algum personagem. E quando eu colocar flashback end. é o fim, vão
entrar personagens novos e sair alguns que já estavam na historia. O capitulo
vai ser cheio de surpresas! Começando:
Sentimentos confusos
Eu fiquei sem conseguir dizer uma palavra. O Christian estava
mais concentrado no volante e depois que percebeu meu silencio olhou pro lado.
- o que isso esta fazendo
aqui? – perguntou tirando o diário do meu colo.
- eu não sei. Apareceu
derrepente como acontecia antes. Eu estou com medo Christian. – falei olhando
pra janela em esperança da algum sinal da baby lux.
Ele jogou o diário pela janela do carro e fechou a janela
furioso.
- Christian eu to com
medo. – falei cobrindo meus braços com minhas mãos.
- eu vou te levar pra sua
casa. – falou secamente.
Eu me encolhi no banco e mesmo com as janelas fechadas, eu ainda
estava com muito frio. Christian não me disse uma palavra enquanto me levava,
era estranho, porque ele era do tipo de pessoa que me ajudava sempre mesmo eu
conhecendo ele ha cinco dias eu o amava. Eu decidi quebrar o silencio:
- ah, e em relação ao
trabalho que a Jess tinha dito. A gente vai fazer mesmo?
- bem... Eu não sei.
Talvez sim, talvez não. Mas isso não vem ao caso. Esta melhor? – perguntou e eu
senti certa insegurança em sua voz.
- um pouco melhor. Eu
ainda estou com frio, mas pelo menos não estou com medo. – menti.
- ok então. Eu vou sair
pra resolver umas coisas e não vou dormir com você hoje. – falou e eu tremi. A
coisa que eu menos queria era dormir sozinha. Eu sozinha era como um imã para
aquele diário maldito.
- tudo bem. Então te vejo
amanha? – perguntei percebendo meu prédio logo à frente.
Ele não respondeu apenas saiu do carro e me abraçou forte e me
deu um beijo tão profundo que senti lagrimas correndo de seus olhos.
- viver cada momento como
se fosse o ultimo. – ele disse aquilo e me partiu o coração, parecia uma
despedida.
- eu te amo muito. – eu
disse, mas não fazia idéia do porque.
- eu também. Para sempre.
Agora tenho que ir. – ele me abraçou forte e saiu disparado com o carro me
deixando com medo e frio na porta do prédio onde não havia ninguém. Só eu e
minha solidão.
POV Christian
Eu sai disparado com o carro chorando muito e com o coração
partido de deixá-la sozinha daquele jeito. Eu mal consegui enxergar o asfalto
com tantas lagrimas e com tanta dor. Eu peguei o telefone do meu bolso e liguei
para a pessoa que eu sabia que melhor podia explicar para a Carol o que eu
estava fazendo: Matt.
- alo? – perguntou com a voz sonolenta.
- Matt, sou eu Christian. Escuta eu preciso que você conte algo
a Carol por mim, mas, por favor, tente ser “delicado” com ela. Ela já esta
machucada demais e eu não queria, mas foi preciso.
- claro, pode contar comigo cara. Diga. - ele tinha me deixado
menos culpado, mas ainda estava arrasado.
Eu contei tudo a ele que parecia estar arrasado comigo e triste
pela Carol. Como eu a conhecia sabia que ela não teria um bom comportamento em
relação a isso mais era isso. Eu tinha minha vida. Eu chorava a cada palavra
que eu dizia e ele parecia perceber e dizia para que eu ficasse calmo.
- Eu tinha tanta coisa para contar pra ela. Tantos planos,
tantas esperanças. Eu acabei estragando tudo. Será que um dia ela vai me
perdoar? – eu falava chorando e sentindo uma dor enorme no peito.
- eu não sei cara. Ela com certeza vai tentar fazer algo contra
ela mesma ou se culpar, mas com o tempo ela vai seguir em frente. Você errou
muito cara. Mas agora você só tem que fazer o que seu coração manda. Eu tenho
que desligar a Sam está aqui em casa e esta com ciúmes de eu falando no
telefone. Tchau Christian. – falou não me dando tempo para despedir-me dele.
- tchau Matt. – sussurrei
no telefone.
POV Carol
O Christian estava estranho comigo. Ele tinha dito que eu ia
dormir na casa dele, mas parece que depois do diário ele nem se lembrava disso.
Eu soltei meu cabelo e vesti uma camisola branca e dormi.
–
Eu acordei mais cedo eram 04 horas da manha e eu perdi totalmente
o sono. Eu fui tomar banho e lembrei-me de quando eu tinha oito anos e conheci
meu melhor amigo: Kyle.
Flashback on:
- filha cuidado quando for brincar lá fora. – era minha mãe
sempre preocupada comigo.
- ta bom mãe! Eu já sou bem grandinha não se preocupe comigo. –
berrei do quintal.
Eu saí cantarolando pelo jardim e vi umas flores roxas lindas.
Eu corri em direção a elas ate que o espinho de uma rosa arranhou minha perna e
eu cai no chão.
- ai! – gritei e fiquei
sentada no chão com as mãos encima da perna.
Um menino que parecia ter uns nove anos pegou uma flor roxa e
deu um beijo nela e me entregou.
- sou o Kyle. Esta
doendo? – perguntou olhando o sangue na minha perna.
- sim. Sou Carol. Pode me
ajudar? – eu olhei pra cima e vi que ele tinha os olhos verdes e o cabelo castanho
escuro, ele era tão lindo. Eu fiquei um pouco incomodada por ele estar tão
perto de mim e ele saiu.
Cerca de 5 minutos depois ele voltou com um curativo e uma
toalha molhada nas mãos.
- posso? – perguntou
tocando de leve minha mão.
- não! Vai doer. – falei
com medo.
- não vai não. – ele
tirou minhas mãos da minha perna e me olhou nos olhos e tirou minhas mãos de
leve da minha perna e eu fiquei olhando para aqueles olhos lindos e me perdi
por um segundo e ele colocou o curativo.
- pronto. – falou sorrindo.
– eu te disse que não ia doer nada.
- obrigada Kyle. – minha
voz parecia de uma garotinha de cinco anos e eu me levantei com dificuldades e
ele me ajudou passando a mão na minha cintura e me levantando. Eu o abracei e a
gente saiu andando e conversamos sobre nossas brincadeiras e ele me disse que
era novo na cidade.
Os dias iam se passando e se transformaram em anos, e eu e Kyle
éramos cada vez mais próximos. A gente não brincava mais como antes eu tinha 12
e Kyle 13. Eu tinha dado meu primeiro beijo nele e a gente disse que ia se
casar, mas o tempo parecia complicar tudo. A gente estudava na mesma escola e
as meninas diziam que a gente era namorado, mas eu nunca o olhava daquele
jeito. Era só amizade, ou não?!
Um dia ele chegou à escola com uma cara triste e não me disse
uma palavra.
- Kyle esta tudo bem? –
perguntei preocupada.
- não muito. Carol, a
gente é amigo há muito tempo. E você sabe que eu nunca te deixaria, mas
infelizmente vou ter que deixá-la agora. – aquilo me deixou muito triste, ninguém
tinha me deixado antes. E Kyle era especial e eu não podia perdê-lo.
- por que? – perguntei já
trasbordando em lagrimas.
- minha mãe vai mudar de
cidade para uma cidade maior. Eu sinto muito Carolsinha. – ele limpava as
lagrimas do meu rosto e eu fazia o mesmo com as dele.
- ainda vamos nos casar,
né? – perguntou me fazendo rir.
- claro. Cadê minha
aliança? – perguntei e ele riu.
Ele pegou um anel do bolso e era de ouro com uma pedrinha de
diamante.
- minha avo me deu. Ela
disse que era pra uma garota especial, e logo pensei em você. E então quer se
casar comigo? – ele ria, mas eu estava surpresa.
- Kyle! Talvez a gente
nunca mais se veja e você esta me dando a aliança de sua avo?! – eu estava
chocada.
- eu não ligo. Quero você
pra sempre. Casa comigo? – ele olhava dentro dos meus olhos e eu estava
chocada. “como um garoto de treze anos me pede em casamento assim!” pensei.
- ta. Aceito. – ele pegou o anel e colocou no meu dedo e me
abraçou.
- agora eu preciso ir. –
ele me deu um selinho e saiu sem me dar tempo de dizer nada.
Eu chorei sozinha. Eu estava só no mundo agora. Kyle era meu
único amigo e eu tinha perdido ele. Minha vida tinha virado um caos. O único
que resta é o anel que me lembra ele. Acho que nunca mais vamos nos ver.
Flashback end.
Eu vesti um vestido branco curto de florzinha e peguei o anel
dentro da minha mala que não tinha sido desfeita. Eu olhava aquele anel e me
lembrava do Kyle, meu melhor amigo, meu primeiro amor, meu primeiro beijo,
minha primeiro decepção. Eu o coloquei no meu dedo e passei um gloss e peguei
minha mochila e fui pra escola olhando pro anel. Eu tinha aquele anel ha cinco
anos.
Eu passei na enfermaria e vi o Matt mexendo em uns papeis.
- oi Matt. – cumprimentei
feliz.
- ah,
oi Carol. – falou. – espere isso ai no seu dedo é um anel, e você está feliz e
de vestido colorido?
- o
passado me deixa mais feliz do que o futuro. Você viu o Christian? – perguntei
escorando na porta.
- era
sobre isso que eu queria falar com você. Bem, o Christian... Foi embora. – eu
congelei me veio o sentimento de raiva, culpa tristeza, medo, ódio. Eu não
sabia o que sentir. Lagrimas caiam sobre meu rosto e eu sentei no chão e
coloquei o rosto sobre meus joelhos e tapei com meus braços. Bubble Wrap
(Mcfly). Matt me abraçou e limpou minhas lagrimas me fazendo lembrara novamente
de Kyle. Eu o abracei mais forte e o sinal pra ir pra salas tocou. Eu levantei
com sua ajuda e sai chorando.
Já na sala eu sentei e fiquei em silencio só observando tudo: o
Chris estava encima da mesa brincando com o cabelo da Kath, o Dave estava
batendo na mesa com o lápis e cantando. O lugar do Christian estava vazio, a
Jess e as meninas entraram na sala e cumprimentaram todos inclusive a mim que
respondi com um “sorriso amarelo” e voltei a olhar o movimento da sala quando o
professor chegou, eu me surpreendi com algo.
- gente esse é o novo
colega de classe de vocês: Kyle. Ele chegou ontem na cidade e quero que recebam
ele sem bolinhas de papel e não cantem, por favor. Kyle você senta ali. – ele
apontou para mesa do Christian me causando raiva e o Rapaz de alto uns 1.70
talvez. Ele se sentou no meu lado e estendeu a mão pra mim.
- prazer em conhecê-la,
sou Kyle.
- Sou Carol. Bem-vindo!
Posso ajudar em algo? – perguntei sem empolgação.
- não! Obrigado, não
quero incomodá-la. – eu reconhecia aqueles olhos. Eram verdes e o cabelo
castanho escuro. Era o Kyle! Meu melhor amigo! Não acredito! Eu o encarei
tentando confirmar se era mesmo ele e eu sorri.
- que foi? – perguntou
percebendo que eu o encarava sorrindo.
Eu levantei a mão e ele viu o anel e abriu um lindo sorriso. O
professor saiu da sala com uma papelada e eu levantei e o abracei forte.
- Carol! Quanto tempo! Eu pensei que a gente nunca mais ia se
ver. E você cresceu e esta tão diferente. Vem cá me de um abraço.
- eu também Kyle. Puxa você esta tão grande e você esta tão
diferente. E ai me conta onde você esteve esse tempo todo? – perguntei feliz
tentando enganar meu coração em relação ao Christian.
- eu estava morando lá perto da biblioteca e estava em uma
escola lá perto. E você muito aqui ha muito tempo? – ele tocou minha mão com
uma expressão feliz no rosto.
- ha uns seis dias. – eu
toquei seu rosto de leve com as mãos e sorri. Kyle estava encantador e não
muito diferente. Ele sorria e me olhava da cabeça aos pés. Tantas perguntas,
explicações, pedidos de desculpas, sentimentos confusos. Tudo de uma vez em
minha cabeça. A traição do Christopher, a ida repentina do Christian, a Sam que
eu nem se quer vi hoje, a volta misteriosa de Kyle. Eu estava tão feliz e tão
triste.
- Kyle, eu quero lhe
contar tanta coisa. – falei tirando minhas mãos de seu rosto.
- eu também. – disse e o
sinal pro recreio bateu.
- ótimo. Vem, quero lhe
mostrar a escola. – falei puxando ele pela escola toda.
- bem aqui é a sala de
musica das meninas. – apontei pra sala e continuei andando.
- refeitório. – peguei uma
maça e parei.
- acabamos? – perguntou.
- não! Quer dizer, não sei
se posso te levar ao próximo lugar. – falei desesperada, afinal eu não podia levá-lo
lá, era o lugar onde o Christian ficava quando estava triste.
- hã? Não entendi. Você me
leva pra fazer um passeio turístico pela escola e para do nada. O que você tem
pra me contar? – perguntou percebendo meu desespero.
Eu olhei o relógio e falei:
- vamos passear no final
da aula e eu te conto tudo.
Ele fez que sim com a cabeça e saiu em direção ao refeitório.
Eu peguei o telefone e disquei o numero do Christian 50 vezes e
ele nunca atendia. Eu enviei mensagens e nada. Liguei pra Sam e o telefone
estava fora de área. Eu não consegui convencer meu coração de que talvez Kyle fosse
uma nova opção. Eu amava o Christian, mas amava o Christopher também. Mesmo depois
dos dois terem me chateado e me abandonado eu não sabia se realmente odiava
eles. Eu me sentei no chão e fiquei pensando confusa, meus sentimentos estavam
confusos e não tinha ninguém para me ajudar.
- Carol? – eu levei um
susto e olhei pra cima era o Christopher.
- vá embora daqui. –
falei com raiva.
- não posso. Você precisa
de mim. – ele se abaixou e sentou do meu lado me deixando furiosa.
- não preciso! Vaza daqui!
Talvez a Katharina precise mais de você do que eu. – eu estava vermelha de
raiva.
- talvez, se eu fosse
obrigado a namorar com ela pra não ter que a ver sofrer. – falou calmo.
- você nunca me beijou
daquele jeito. – falei baixinho.
- você nunca deixou. Era sempre
o Christian e Christian. Ha essas horas ele deve estar bem longe daqui e o único
que você tem aqui sou eu. – falou colocando a mão em meu rosto.
- na verdade não. Ela tem
a mim agora. – disse Kyle chegando pela
escada.
- que ótimo! Você já tem
outro! To indo embora! Fique ai com esse cara. – falou o Chris indo embora com
raiva.
Eu o abracei e ele começou:
- quem é Christian?
Fiquei muito emocionada e também meio triste pelo christian. Confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Mas apesar disso eu amei o capítulo. E estou ainda mais empolgada a continuar lendo. Bjs continui lendo minha fic também.
ResponderExcluirO Christian nao queria partir, mas ele nao teve escolha. ele também sofreu muito por ter ido, mas em breve eu vou explicar o motivo. Bjs continue lendo, e a sua Fic esta ótima continue assim.
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