segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Decidida



Eu fiquei olhando pro Chris com a cara furiosa esperando uma explicação e ele simplesmente acenou e continuou se “atracando” com a Katharina. Percebendo que eu estava olhando pra porta da sala enfurecida o Christian falou em meu ouvido:
 - vou te levar pra sala de musica.
Ele se levantou segurando minha mão e fomos andando direto pelo corredor e viramos a terceira esquerda.
 - é aqui. – falou.
Era uma sala media com um piano, um violão marrom e duas guitarras uma preta e outra azul escura.
 - toca pra mim. – pedi.
Ele foi ate o piano e sentou-se.
 - senta aqui comigo. – pediu arredando pro lado.
Ele começou a tocar uma canção linda e eu não fazia idéia de qual era.
 - é linda. – comentei.
Ele parou e olhou o celular.
 - o professor chegou e temos que ir. – explicou.
Ele se levantou e me deu a mão novamente. Quando chegamos à sala o professor estava escrevendo no quadro e nem percebeu nossa chegada. Os meninos estavam com os cadernos abertos, mas não copiavam nada só a hora que o professor virava.
Eu copiei e fiquei escutando o bla bla bla do professor sobre corpo humano e sinal do recreio bateu e todos saíram correndo pra fora da sala. O Christian veio ate mim devagar.
 - as meninas querem que você cante. – falou com indiferença.
 - legal.  Onde estão elas então? – perguntei tentando não parecer nervosa.
Ele me puxou ate a sala de musica que as meninas estavam antes da aula e respondeu:
 - aqui.
Todas olharam pra mim sorrindo e a Jess falou com o Christian:
 - finalmente! Eu achei que a aula nunca iria acabar.
 - me desculpa vossa senhoria. Você sabe que o professor fala mais do que um papagaio. Aqui esta ela, eu vou sair para pegar os lanches e já volto. – respondeu indo em direção ao refeitório.
 - que musica eu canto Jess? – perguntei nervosa.
Ela olho pras meninas elas comentaram algo ate que a Jess gostou da idéia da thayna:
 - My Heart will go on a musica tema do filme Titanic. Seria legal ouvir na voz dela.
 - Carol o que você acha? – perguntou a Jess empolgada.
Eu não respondi e comecei:

Every night in my dreams
I see you, I feel you
That is how I know you go on
Far across the distance
And spaces between us
You have come to show you go on

Near, far, wherever you are
I believe that the heart does go on
Once more you open the door
And you're here in my heart
And my heart will go on and on

Love can touch us one time
And last for a lifetime
And never let go till we're gone
Love was when I loved you
One true time I hold to
In my life we'll always go on

Near, far, wherever you are
I believe that the heart does go on
Once more you open the door
And you're here in my heart
And my heart will go on and on

You're here, there's nothing I fear
And I know that my heart will go on
We'll stay forever this way
You are safe in my heart
And my heart will go on and on

Quando eu acabei eu estava nervosa e de cabeça baixa esperando alguma resposta. As meninas começaram a bater palmas e o Christian estava na janela aplaudindo.
 - nossa Carol que voz! – falou a Jess orgulhosa.
Eu estava envergonhada demais pra responder e o Christian chegou com um Cheetos grande e eu olhei com uma cara de fome.
 - esta com fome Carol? – perguntou colocando um Cheetos na minha boca.
 - bem, era só isso a gente vai ensaiar algumas musicas amanha no recreio.  Você vem? – perguntou a Jess em voz alta.
 - claro. – respondi baixinha quase num sussurro.
Eu saí da sala com o Christian que me deu o pacote de salgadinho.
 - não quero que você passe por aqui vamos dar a volta. – falou tentando me levar pra longe do refeitório.
Eu soltei minha mão e fui pro refeitório e quando cheguei lá o Chris estava sentado encima da mesa beijando a Katharina e meus olhos se encheram de lagrimas e eu saí correndo e comecei a chorar e ele me abraçou.
 - o que eu fiz pra merecer isso Christian? – perguntei choramingando.
 - ter se apaixonado por ele. – sussurrou. – agora vamos pra sala. Temos aula de historia e você não pode perder aula mais.
Ele segurou minha mão e me levou pra sala. Chegando eu peguei minha mochila e tirei minha calça preta rasgada e minha blusa de caveira caída no ombro e meu All star.
Eu fui ao banheiro e vesti minha roupa e peguei os sapatos e o vestido que o Chris tinha me dado e joguei do lado na mesa dele.
 - o que isso significa? – perguntou pegando o vestido do chão.
 - significa que eu já fiz minha escolha e não é você. – falei com raiva e fui sentar no fundo da sala bem longe dele.
Ele fechou a cara e eu abri o caderno e fiquei lendo uns textos que o professor pediu e contava cada minuto ate a aula acabar, mas não parecia acabar e eu fechei o caderno e o sinal bateu.
 - aleluia! – berrou o Dave no fundo da sala – tchau gente, tchau Carol.
 - tchau Dave. Tchau meninas. – respondi.
 - tchau Carol. – responderam em couro.
O Christian veio na minha direção e segurou minha mão.
 - vamos embora amor. – disse devagar.
A gente foi andando e eu parei na metade do caminho para falar com ele.
  - Christian, a gente podia dormir no meu apartamento hoje porque minhas roupas estão lá e eu me sinto melhor dormindo em “casa”.
  - ok. Como você quiser, mas eu queria te levar em um restaurante lá no centro da cidade. Posso? – perguntou sorrindo.
  - pode.  – respondi sorrindo.
A gente foi em silencio pelo caminho ate o meu apartamento ele não parecia estar pensando porque suas mãos estavam suando frio.
 - Christian o que foi? – perguntei.
 - nada não. – mentiu.
 - Christian Dankont eu te conheço ha cinco dias, mas é o suficiente para saber que você não esta bem. O que foi? – insisti.
 - eu... Quer dizer, eu tive a sensação de que você estava mentindo pra mim. – falou de cabeça baixa e com a franja no rosto.
 - quando? – perguntei confusa.
 - quando eu te contei meu segredo. Você parecia segura demais para ser também. – falou olhando pra frente e vendo se estávamos chegando.
 - me desculpa. Eu não queria mentir, mas eu achei que faria você se sentir melhor. – falei colocando sua franja atrás da orelha.
Ele sorriu e simplesmente disse:
 - tudo bem.
Eu tirei as chaves da mochila e abri a porta do apartamento estava calmo e a baby lux estava encima da cama com a cara emburrada.
 - meu deus! Que menininha mal-humorada! Falei jogando a mochila no chão.
 - não é culpa minha. Você faz minha cabeça doer tanto, minha sorte é que hoje dói menos. O que você fez de bom? – perguntou com menos raiva.
 - minha decisão. – respondi.
 - ele? – perguntou apontando pro Christian.
 - sim, por que? – perguntei tirando o All Star.
 - ah ainda bem! O Christopher fazia meu coração doer. Ele era muito ruim por dentro. E eu ate gosto desse sujeitinho ai. – falou.
 - sabe Baby lux, você podia ser minha filha. – falou o Christian tentando pega-la.
 - é mesmo. A gente podia a chamar de Carol Dankont ou de Christina Alves. – brinquei.
 - o que?! Os dois são loucos eu não sou filha de ninguém. Ah, eu vou ir embora pra ver se param de tirar sarro da minha cara. – reclamou ela e saiu voando pela janela.
Eu ri e o Christian me carregou e me colocou encima da cama. Ele colocou a mão no meu pescoço e me beijou.
 - eu te amo. – sussurrou.
 - eu também. E o jantar ainda esta de pé? – perguntei.
 - com certeza. Eu vou ir embora pra me arrumar e passo aqui mais tarde, ok? – perguntou.
 - como quiser. – falei indo abrir a porta pra ele.
 “tchau” sussurrou.
 “tchau Christian.” Sussurrei quando ele já tinha ido embora.
Eu abri o guarda-roupa e peguei uns 15 vestidos e leguei pra Sam:
 “preciso de ajuda!”
 “com o que?”
 “roupas.”
 “ok, um minuto.”
Ela bateu na porta e eu atendi e ela olhou minhas roupas.
 - você só tem cores escuras? – perguntou olhando para mim.
 - é. – confessei.
Ela olhou e montou umas combinações com meus vestidos e uma ficou assim:
   

 - essa ficou boa! Experimente. – pediu.
Eu entrei no banheiro vesti e soltei o cabelo.
 - como estou? – perguntei ansiosa.
 - um falta um toque final. Sente-se aqui. – ela pegou o pente encima da minha cama e fez um coque.
Eu levantei e me olhei no espelho e a Sam sorriu.
 - esta linda. – comentou.
 - obrigado. – agradeci indo olhar pro relógio.
 - eu tenho que ir agora eu tenho muito dever de casa. Ate amanha amiga. Me conta tudo do jantar ok? – perguntou saindo disparada pela porta.
Eu fechei a porta e fiquei na janela esperando o Christian por uns 25min e ele chegou e percebeu que eu estava da janela olhando e não subiu.
Eu desci e ele estava encostado no carro com um smoking preto e uma gravata de laço, e uma calça preta.
 - você esta lindo. – falei indo abraçá-lo.
Ele me abraçou e sussurrou: “você também”.
Eu entrei no carro e ele ficou em um silencio total e deixou a mão livre por um minuto e eu coloquei minha mão encima da mão dele.
 - eu te amo. – sussurrei.
Ele sorriu e tirou a mão para mudar a marcha do carro.
 - chegamos. – falou indiferente.
Eu desci do carro e vi que era um restaurante enorme e muito refinado eu fiquei morrendo de vergonha.
 - o que foi? – perguntou percebendo meu desespero.
 - nada. É que eu não sou acostumada a ir a lugares assim. – confessei de cabeça baixa.
 - fique tranqüila. Se você quiser a gente pode ir a outro lugar. – falou.
 - não! Quer dizer, não precisa Christian eu estou com você e nada vai dar errado. – falei segurando seu braço.
Ele me guiou ate a porta do restaurante onde um garçom nos levou ate uma das mesas que ficava perto das janelas.
 - achei que você ficaria mais tranqüila perto das janelas.  – falou quase num sussurro.
Ele chamou um garçom e pediu o cardápio e eu fiquei olhando pra fora das janelas.
 - escolha o que você quiser. – disse me entregando um dos cardápios.
Eu olhei e olhei, não tinha absolutamente nome algum que eu conhecesse só um monte de baboseiras.
 - eu preferia uma grande porção de batata frita. – falei tão baixo que esperei que o Christian não ouvisse.
 - eu também. – falou para o meu espanto.
Ele chamou novamente o garçom e pediu uma porção de coisas.
 - uma porção de camarão e salada, com suco de laranja natural pra você e um suco de maracujá pra mim. – falou meio desanimado.
 - por que não vai comer? – perguntei preocupada.
 - não estou com fome. – respondeu tocando a mesa com os dedos.
A gente esperou uns 10 minutos para servirem a gente. Nesse tempo, Christian ficou tão calado quanto um mudo. Por um segundo eu pensei que ele estivesse pensando como sempre ate perceber que ele estava fitando meu rosto.
 - Christian, por que estamos tendo um dia assim? – perguntei tentando quebrar seu silencio.
 - casais comuns têm dias assim. – falou para meu espanto. “casais?” pensei.
O garçom chegou com uma porção de camarão com salada. Colocou o suco na frente do Christian e outro na minha.
 - bom apetite. – falou o Christian ainda meio desanimado.
Eu peguei um garfo e comecei a comer e ele bebia o suco gole a gole fitando-me profundamente.
 - você esta estragando meu jantar com esse olhar. – falei ironicamente.
 - me desculpa. Acontece que eu nunca tinha reparado como você é tão linda. – falou me deixando com vergonha.
Eu terminei de comer e bebi o suco que estava ficando quente de tanto ficar encima da mesa.
 - acabou? – perguntou o Christian empolgado.
 - sim. – falei colocando o copo na mesa.
Ele chamou o garçom e pagou a conta e me puxou pra fora do restaurante.
 - nos vamos a um lugar muito especial, mas primeiro vamos a uma loja. – explicou.
Ele dirigiu rápido e parou em um shopping e voltou sem o smoking e com uma caixa nas mãos.
 - aonde nos iremos você não deve usar um salto tão alto assim. Calce essa sapatilha. – falou colocando a caixa no meu colo.
Era uma sapatilha preta com um lacinho na frente e um laço de fita pequeno atrás.
 - obrigado. – sussurrei.
A gente parou em um lugar iluminado e com muitas crianças: um parque de diversões.
 - não estava esperando isso não é?! – falou com ironia.
Eu sorri e ele me puxou direto pra roda-gigante.
 - é aqui que vamos primeiro. Vou comprara os ingressos me espere aqui. – pediu e saiu correndo feito uma criança.
Eu sentei em um banco e fiquei olhando em volta e vi mães xingando os filhos que estavam correndo pelo parque, garotos de 15 a 18 anos indo atrás de garotas, pais procurando mães que foram atrás dos filhos. E uma moça de cabelos grisalhos e pele branca chegou perto de mim.
 - esta sozinha querida? – perguntou.
 - não. Estou com meu namorado. Ele foi buscar os ingressos. – respondi.
 - hum... Aquele ali? – perguntou apontando pro Christian.
 - ele mesmo. Como soube? – perguntei entediada.
 - bem, ele estava olhando pra você o tempo inteiro e então eu supus: ou ele é seu namorado ou um ladrão querendo roubá-la, mas logo eu percebi que era o Christian e só vim conferir se estava tudo bem. – falou me deixando curiosa.
 - como sabe que ele se chama Christian? – perguntei assustada.
 - prazer meu nome é Clarinha. Baby lux pros íntimos. Fala serio meu disfarce está tão bom assim? – perguntou se olhando em um pequeno espelho que tinha em sua bolsa.
 - ha ha ha! Você me assustou. Não devia sair assustando os outros assim! – falei rindo.
 - desculpa. Eu não sei me comportar bem como humana. – falou. – Christian já está vindo.
 - oi Carol. Quem é esse velho coroca ai? – perguntou ironicamente.
 - eu sou fêmea! E seja lá que signifique coroca eu não sou isso! Christian Dankont. – falou ela enfurecida.
 - calma Clarinha. Eu sabia que era você. Humanos normais não tem o cabelo branco desse jeito. Agora vamos. – falou me puxando pra roda-gigante.
A gente entrou na fila que era pequena e subimos.
 - tem medo de altura? – perguntou ajustando meu cinto de segurança.
 - um pouco. – confessei.
 - então vai ter que ficar de olhos fechados. – falou.
A roda começou a girar e o Christian ficava gritando “uhuuu” o tempo todo. Ele me levou em todos os brinquedos do parque e depois comprou três cachorros-quentes, dois algodoes doces e dois refrigerantes.
 - eu tenho que ir embora. – falei emburrada.
 - ta bom. Vamos. – falou me puxando pro carro.
Ele ficou tagarelando no meu ouvido sobre o parque e os brinquedos e o disfarce da Baby lux. Eu estava morrendo de sono e fingi estar escutando ate que ele me disse algo que me chamou atenção:
 - vai dormir na minha casa hoje.
 - eu não sei... E o seu pai? – perguntei esfregando os olhos.
 - ele foi viajar e volta amanhã à noite. E também eu queria aproveitar uma noite com você e parar de ser medroso. – falou olhando pra frente imóvel.
 - ok. – sussurrei.
eu estava feliz com ele. ele era minha decisão e minha vida. estava tudo bem ate que me deu calafrios e o diário apareceu encima da janela do carro e eu fiquei paralisada de medo.

6 comentários:

  1. Amei. Está cada vez mais emocinfante. Estou esperando o próximo capítulo. Bjs parabéns mais uma vez mais!!

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    1. Obrigado Caroline. estou muito feliz em saber que você gosta e honrada por ter recebido sua visita. e seu blog também é ótimo, ele já me ajudou muito no Stardoll.

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  2. Sério. Vc visitava o meu blog do stardoll. É incrivel eu nem sabia disso. Q Vc me conhecia por ele. Infelizmente ouve alguns problemas lá e as portadoras estavam meio q sem tempo pra postar nele ,então ele fechou. Mas é uma grande felicidade pra mim conhece lá.

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  3. Eu criei um novo blog, o ilove-amordoce-ficcion.blogspot.com ele não é uma sobre o stardoll . Nele eu estou escrevendo minha ficção do jogo amor doce. Eu ficaria contente se Vc o visitace. Mas não repare na simplicidade dele. É porque não tem muito tempo que eu criei ele. Mas to fazendo o possivel para melhora-lo. Bjs e muito obrigada. Ah me adiciona no stardoll: kakaucaroline muito.ah espero ansiosa pelo próximo capítulo.

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    1. obrigado Caroline. estou seguindo seu novo blog e minha nota foi: 10. e vou te enviar os convites no stardoll, e me passe o nome da sua docete.

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  4. Ok. Muito obrigada. No amor doce, eu também uso o nome kakaucaroline. Aí vc me manda convite lá tá. Também vou seguir seu blog. To adorando ele. Bjs até mais

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