sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dias felizes são raros


Dias felizes são raros

 - ai minha cabeça. – falei com preguiça.
Eu olhei pro relógio e eram 11 horas e eu ainda estava com sono. Que horas eu fui dormir ontem? E o Kyle? E a Clarinha? Droga! Não consigo me lembrar de nada.
 - oi princesa! Trouxe seu café. – cantarolou o Kyle entrando pela porta.
 - o que aconteceu ontem? Não consigo me lembrar de nada. – falei colocando a mão na cabeça pra parar de doer.
 - ainda bem. Você estava péssima ontem e a Clarinha, nem se fala. Mas eu não quero te contar nada de ontem, porque nos vamos fazer um piquenique! – exclamou feliz.
 - minha cabeça dói! Não quero ir pra luz, quero ficar aqui deitada com a cortina fechada. – falei me atirando na cama.
 - ah nem vem. Você vai se levantar daí, ir pra praia, depois vamos ir fazer um piquenique. – praia? Mais que praia? Tem praia nesse fim de mundo? Novidade.
 - ta bom seu chato. Eu vou. – falei me levantando na cama. – vou comer tudo!
Eu peguei a bandeja de café que ele tinha trago e comecei a comer.
 - quer Ky? – perguntei percebendo que ele olhava.
 - não obrigado. Já tomei café ha 4 horas atrás. Vou ir buscar as coisas pro piquenique e se apronte para quando eu voltar. – ele me deu um beijo na testa e saiu.
 - oi Carol! – berrou a Clarinha entrando pela janela.
 - não grita, por favor, minha cabeça. Vem cá me dar um beijo meu bebe. – falei fazendo um biquinho.
 - esta melhor? – perguntou se sentando na cama e ignorando o meu “meu bebe”.
 - um pouco, só a cabeça que dói. Conte-me o que houve ontem. Não consigo me lembrar de nada. – pedi e ela não disse se quer uma palavra.
  - deixa pra lá então. Se não se importar tenho um encontro hoje e preciso trocar de roupa e escolher um biquíni. – falei ironicamente.
Eu peguei meu biquíni preto e branco, uma saída de praia o protetor solar e enfiei tudo na bolsa e troquei de roupa.
 - aonde vocês vão mãe? – perguntou a Clara sentada na janela.
 - NOS vamos fazer um piquenique e ir a praia. Espera ai você me chamou de mãe? Ai, que fofo. – falei apertando suas bochechas.
 - é! E já me arrependo. E pra que esse... Essa roupa ai que você esta levando? – perguntou descendo da janela.
 - nos também vamos à praia e... Uma mensagem do Ky. Acho melhor você tentar arrumar um disfarce de uma criança. – falei colocando a bolsa no ombro.
Ela começou a brilhar e quando parou, parecia uma criança de uns quatro anos.
 - esta bom assim? – perguntou girando seu vestidinho branco.
 - esta ótima! Vamos? – perguntei e ela veio desastrada ate o corredor do hotel.
 - hum... Acho que terá que me carregar. – falou ela estendendo os braços.
Eu desci pelo elevador e todos a minha volta olhavam com a cara de “essa garota já é mãe?” e eu comecei a rir e provoquei-a.
 - Clarinha olha, esses são os vizinhos da mamãe. Diga oi para eles.
Ela me olhou com uma cara furiosa e eu comecei a rir e só parei quando chegamos e o Kyle estava parado perto do carro.
 - eu não sabia que você tinha uma filha Carol. – falou em voz alta.
 Eu mostrei língua pra ele e coloquei-a no banco de trás e sentei no da gente.
 - aonde nos vamos primeiro? – perguntei apertando o meu cinto.
 - praia, piquenique ao por do solpasseio e casa.  – falou já dirigindo o carro.
 - ok. – concordei.
Fomos em silencio enquanto eu digitava textos no celular e acabava apagando e escrevendo de novo.
 - chegamos Carolsinha. – falou pegando a Clara no colo.
Eu olhei em volta e vi que realmente tinha uma praia lá. Tinha uns quiosques lá e guarda-sol pra todo lado.
 - acho melhor você ir colocar um biquíni. – falou fechando o carro.
 - tem razão. – concordei indo pra um acho que devia ser um banheiro sei lá.
Eu fiquei lá dentro com vergonha e coloquei a saída de praia e o Kyle já estava sem camisa no mar segurando a Clara como se fosse sua filha.
 - você devia passar o protetor Ky! – gritei pegando-o na bolsa.
 - e você não devia nadar de saída de praia. – gritou girando ela na água.
Eu fechei a cara e coloquei a saída de praia encima da mesa e corri ate a água e peguei a Clarinha.
 - alguém tem que passar protetor. – reclamei.
Eu a sentei na areia e passei protetor nas costas dela e vi que tinha marcas, como se ela tivesse encolhido as asas e colocado dentro dela.
 - esta doendo lux? – perguntei passando a mão de leve.
 - um pouco. Eu me sentiria mais a vontade se eu estivesse com roupa de humano também. – falou olhando todas as crianças em volta com biquínis, maiôs e sungas.
Eu peguei dinheiro na minha bolsa e coloquei a saída de praia e fui ate uma loja que tinha lá do outro lado da rua.
 - vocês tem maiô, tamanho 4 anos roxo claro? – perguntei.
 - que tal esse senhora? – perguntou o moço. Senhora? Ele acha que eu sou velha.


 - perfeito! – falei entregando o dinheiro para ele.
 - olha tem um banheiro ali do lado e você pode vesti-la ali mesmo. Sabe é bem mais limpo do que os da praia. – cochichou.
 - claro. – eu a levei e ela tomou o maiô de mim e virou se e trocou sozinha.
 - ficou uma gracinha! – falou o moço quando eu sai com ela da loja.
O Kyle estava nadando todo vermelho porque não tinha passado protetor e ela saiu da água e pegou o protetor.
 - já é meio tarde. – falei ironicamente.
 - eu sei minhas costas estão ardendo. Ah que lindinha a Clarinha. – falou apertando suas bochechas.
 - se você fizer isso de novo, vou afogar você. – sussurrou a Clarinha estressada.
 - ok agora vão aproveitar a praia e parem de brigar. – falei parecendo minha mãe.
Eles se olharam e a Clarinha desceu do meu colo e correu pras ondas.
 - e a mãe dela não vai? – perguntou o Kyle me irritando.
 - já estou indo seu chato. A julgar pela idade ela esta com o tamanho de uma criança. – eu joguei areia nele e sai correndo.
Eu peguei a lux e a gente ficou brincando feito um bando de crianças na água.
01 hora depois.
A Clara desceu do meu colo e sentou na cadeira.
 - eu não quero nadar mais. – resmungou.
 - ela tem razão Carol, temos que ir agora. – falou o Ky me carregando.
 - eu tenho pernas. – xinguei.
 - shh! – ele encostou a cabeça no meu peito.
Eu desci e coloquei a saída de praia e peguei a Clara que vestiu o vestido branco e se despediu da praia.


                                  

- olha Carol, as ondas estão sumindo. – falou apontando.
- é mesmo. Vamos? – perguntei penteando meu cabelo que estava um “lixo”.
Ela veio andando e olhando pra trás e eu vesti meu vestido dentro do carro quando biquíni secou.
 - e agora? – perguntei apertando o cinto da lux.
 - piquenique ao por do sol. – lembrou-me.
A gente andou de carro por um tempão e eu acabei cochilando ate quando o Kyle me acordou.
 - chegamos? – perguntei.
 - sim. Olhe em volta. – pediu e eu levantei a cabeça.

                                         

 - que lindo Kyle! – exclamei boquiaberta.
 - queria que fosse especial. Que bom que você gostou. – falou tímido.
Eu olhei pro banco de trás e a Lux estava dormindo igual um anjinho (ela é um!).
Kyle estacionou o carro e pegou a lux no colo como se fosse sua filha.
 - obrigado Ky. – falei com os olhos cheios de lagrimas.
 - que isso Carol, não era pra você chorar. – falou fingindo de zangado.
 - eu acho que se você não tivesse voltado... Eu não ia conseguir superar tudo isso.
 - de nada. Agora vamos? – perguntou me dando um beijo na testa.
Eu fiz que sim e ele me levou ate mais ou menos o meio do parque e me mostrou:




  - está bom? Eu não sou muito bom pra piqueniques então improvisei. – falou colocando a lux encima da toalha.
 - está ótimo, vamos começar? Eu estou faminta. – brinquei e ele riu.
Sentamos na toalha e eu acabei comendo mais do que ele. A lux dormiu muito e não parecia ir acordar tão cedo. No final a gente ficou andando e olhando o por do sol que estava divino.
 - está tudo quase perfeito. – falou Kyle com uma expressão de insegurança.
 - porque quase? – perguntei olhando pra lux.
 - Carol eu sei que vou estragar tudo agora, mas eu tenho que te contar. – falou e eu percebi que estávamos perto do estacionamento.
Eu respirei fundo e ele colocou a lux dentro do carro e ficou a 5 cm da minha boca.
 - escuta, eu não paro de penar em você desde o dia em que fui embora ha 4 anos atrás. Eu sei que você não deve sentir mais nada que não seja amizade por mim, mas não dava mais pra ficar calado. Estava tudo preso aqui dentro... – falou apontando pro seu coração.
 - e mesmo que você vá negar eu te amo. E nunca consegui amar ninguém mais como você. – completou.
Eu fiquei calada e não estava surpresa. Ele não estava transformando tudo em perfeição por nada. Ele se aproximou mais ainda.
 - posso? – perguntou com as mãos em meu rosto e a testa na minha.
Eu olhei em seus olhos e minha respiração já estava mais rápida e eu fiz que sim e ele me beijou.
Era um beijo intenso e parecia não terminar. Era saudade. Eu não queria sair daquele momento nunca mais. Ele parou para recuperar a respiração e me abraçou.
 - eu não sei o que eu sinto Ky. – falei chorando novamente.
 - isso só você pode descobrir. – falou me soltando. – vamos?
 - ta. – falei indo pro carro.
A viajem foi estranha e silenciosa. A lux acordou e foi embora pela janela e eu estava em casa novamente em cima da cama chorando. Mas por outro lado estava feliz. Eu toquei meus lábios e pude sentir de novo a sensação do beijo e eu limpei as lagrimas e dormi feliz.

nossa! e agora? Kyle ou Christian? como a Carol vai reagir com a volta do seu antigo amor? nao deixem de ler.

Um comentário:

  1. Q lindo o episódio. Eu simplesmente amei !!! Ficou muito legal. Depois da tristeza e das dificuldades. Sempre vem a felicidade e a alegria. To loca pra ler o próximo capítulo. Bjs até mais.

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